12.9.06

... Até aos Algarves



  Marius, depois de uma subida íngreme, encontra-se em frente àquilo que antigamente se chamou de castelo. Está em Aljezur.

  Um povo mede-se pelo respeito aos seus ancestrais. Os políticos, pelo que fazem para salvaguardar o património cultural desse mesmo povo. Em Aljezur isso é palavra vã. O castelo outrora octogonal, não passa de ruínas, as pedras resistentes estão a ser carcomidas pelo efeito do tempo e nada mais resta senão mato.

  Salva-se a vista magnífica que se desfruta quer sobre a planície, quer sobre a Costa.



  Vai marius até ao centro de Portimão. Muitas idas até às praias e, curiosamente, nunca tinha ido ao centro. Cidade agradável (mais tarde contarei neste meu Rumo pormenores desta e de outras terras visitadas), marius vai provar os sabores de gelados de um homem que, oriundo de Santa Maria de Feira, encontrou o seu pai pela primeira vez 47 anos passados. Vale a pena saber a história deste homem que fez de tudo profissão, até que um dia, a sua vida cruzou com a do seu pai, se não são os genes o que será, quando tudo abandonou e seguindo as pisadas do progenitor (que figura desde 1991 no Livro de Recordes do Guiness por ter criado mais de 700 sabores) criou a sua "Gelataria Coromoto", agora em Portimão, onde se pode provar tanto um gelado de sardinha como de… “Viagra”.



 Sobe marius a Serra de Monchique. Ali visita um retiro para animais em vias de extinção. Não sou contra mas se houver tantos retiros destes por esse mundo afora, não haverá dúvidas que, as espécies lá representadas, ficarão extintas no… local de origem. Quando é que se vê uma “Chita” dentro de um cercado, solitária, a olhar para o horizonte sem espaço para correr e apanhar a sua presa, predicados que a natureza lhe deu?!...



Adiante…

 Monchique. Pelas suas ruas íngremes, vai marius até ao Convento de Nossa Senhora do Desterro. Convento disse alguém, mas aquilo não é um convento é um galinheiro. Triste sina. Depois de quase lhe faltar o ar depara-lhe ruínas onde as paredes estão escoradas, onde os azulejos foram levados (inicialmente eram vendidos mas depois foi um fartar vilanagem), onde sempre que há eleições há promessas de recuperar o local mas, depois, essa vontade passa não fosse este um país adiado que, como diz o António Variações, «É p’rá amanhã». Salvaram-se as laranjas que lá marius comprou, como a provar que nos conventos é que os doces conventuais tinham razão de ser, com fruta assim!!!...

 


 Pára para um almoço retemperador em plena Serra de Monchique. A poucos metros uma figura castiça vai ganhando uns cobres colocando as turistas em cima do seu burrico.



 Vai marius até ao pico mais alto da serra, Fóia (902m). Desfrutando de uma vista esplêndida, um pastor apascenta o seu rebanho em plena comunhão com a natureza.



 Marius desce a Serra, devagarinho como levando um pouco do sol que se vai escondendo naquela cordilheira.

 Fica para um “amanhã” a continuação desta delonga de um “romano” em terras Algarvias onde há pontes romanas que mudam os nomes aos rios.