<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788</id><updated>2011-09-28T17:01:00.050+01:00</updated><title type='text'>Rumo ao Sul</title><subtitle type='html'>&lt;center&gt;&lt;b&gt;Viagens de Norte a Sul de Portugal até à velha Mulemba que me espera em Luanda, chegarei lá um dia!&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>54</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-7579551724608679533</id><published>2010-04-08T04:57:00.019+01:00</published><updated>2010-07-28T20:02:35.992+01:00</updated><title type='text'>Torres Novas</title><content type='html'>De Almourol segue Marius70 em direção a Torres Novas banhada pelo Rio Almonda. Como seria de esperar, esta cidade foi outrora ocupada pelos romanos conforme vestígios arqueológicos encontrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de tomada e derrotada várias vezes por quem lá andou,  D. Afonso filho de D. Sancho I acabou de uma vez com este saltitar e tomou definitivamente a fortaleza aos muçulmanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marius vai até ao centro da cidade. Cidade pacata, vai deambulando por ali e repara num azulejo no lanço que dá acesso ao Castelo de Torres Novas. Representa uma batalha e tem como base uma lenda, a lenda de Gil Paes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/na202c268/2142103_vtRdz.jpeg" &gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Segundo a lenda local, à época da invasão castelhana de 1372, o Alcaide-Mor de Torres Novas, Gil Paes teve um de seus filhos aprisionado quando da tomada da vila pelo inimigo. Cercado o castelo, os castelhanos exigiram a sua entrega em troca do filho do Alcaide. Diante da recusa do magistrado em entregar a praça que lhe foi confiada, assistiu à execução do filho diante das portas do castelo (pelos vistos esta lenda é muito comum pois em &lt;a href="http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2005/06/por-caminhos-minhotos.html" target="_blank"&gt;Faria&lt;/a&gt; seria um pai, D. Nuno Gonçalves, refém dos castelhanos, a ser executado perante os olhos do filho, D. Gonçalo, quando D. Nuno exortou o filho a defender o Castelo a custo da própria vida amaldiçoando-o caso assim não fizesse).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem marius gostaria de visitar o Castelo mas este estava em obras de restauro, que devido ao terramoto de 1755 ficou muito danificado e depois com a invasão das forças de Napoleão e de um gatuno francês chamado Massena que tudo roubou e destruiu, mais danificado ficou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/n0401f6cb/2142102_DAM5t.jpeg" &gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Torres Novas tem locais de interesse a visitar, além do Parque Jurássico  na Pedreira do Galinha, a Reserva Natural do Paul do Boquilobo, as Grutas da Lapa, várias Igrejas e como vistas admiráveis a Serra de Aires e Candeeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na gastronomia há a referir as sopas e nas entradas pontificam o queijo de ovelha, a "morcela de arroz" e as "couves com feijão". Nos pratos principais, Torres Novas apresenta as "Sopas de Fressura", o "Requentado com Bacalhau Assado ou Petinga Frita", as "Migas à Pescador", o Cabrito Assado e pratos variados de caça e pesca. &lt;br /&gt;As sobremesas também têm destaque o "Bolo de Cabeça", as "Merendeiras", o "Doce de Amêndoa", os "Pastéis de Feijão" e os Figos. E como quem conduz não bebe e o cavalo de marius não sabe andar sozinho não bebi a “Aguardente de Figo” uma especialidade, fiquei-me pelo licor que também se recomenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;27 Julho 2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Torres Novas - II Parte &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sugestão de António Duarte Rodrigues (que comentou neste tema) regressei hoje a Torres Novas com a finalidade de tirar fotos ao Castelo, visitar demoradamente a cidade, fazer uma visita às &lt;strong&gt;Ruínas Romanas de Cardílio&lt;/strong&gt; e uma possível visita às grutas da Lapa. Esta última visita fica para uma próxima oportunidade pois andar com temperaturas superiores a 40º não é o ideal, além de ter que se pedir à Junta de Freguesia da Lapa para a poder fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Castelo é lindo por dentro, dos mais bem cuidados que já vi e já visitei muitos castelos por este país afora. As ameias bem cuidadas, um jardim convidativo para um repouso e vistas que se estendem pelas serras que delimitam a cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um passeio pelos bonitos jardins exteriores, mesmo ao lado do Rio Almonda (está com uma cor que não tem nada a ver com o azulejo que fala de água cristalina), a nora, a ponte romana e o almoço no "Restaurante Mário Alturas" (passe a publicidade), com ar condicionado, cá fora estava uma canícula que nem os patos saíam da sombra, foi bom o regresso a esta cidade. Pena que as Igrejas estivessem fechadas (parece que se tem que pedir à Misericórdia, às Juntas para as poder visitar e até a um nº de telemóvel, está tudo isto referido no panfleto turístico &lt;em&gt;Inspir&lt;strong&gt;a&lt;/strong&gt;descoberta&lt;/em&gt; fornecido pelo &lt;em&gt;Posto de Turismo&lt;/em&gt; de Torres Novas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/n420480a8/6832853_6Y5Ds.jpeg" &gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Marius quis também visitar o Museu Municipal Carlos dos Reis onde iria encontrar três grandes núcleos museológicos - arte sacra, pintura (Malhoa), arqueologia, algumas peças oriundas da villa romana de Cardílio e uma adaga (punhal) da Idade do Bronze, considerada das melhores do país, mas o mesmo encontrava-se fechado devido a uma reunião que decorria no Museu mas noutro local, embora um letreiro na porta dissesse que a demora não era muita. Depois de algumas voltas dadas dentro da cidade e como sempre que por lá passava continuava fechado, marius resolveu ir embora pois a pedra romana pode "cozer" ao sol, mas mais de 40º é muito grau mesmo para marius70.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui ficam as fotos e o meu muito Obrigado ao &lt;strong&gt;António Rodrigues&lt;/strong&gt; pelas sugestões dadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;EMBED SRC='http://fotos.sapo.pt/swf/spd.swf?bgc=0x000000&amp;fls=false&amp;dsp=thb&amp;mnu=false&amp;ply=true&amp;lop=true&amp;url=rss?u=marius70%26a=22%26limit=150%26tags=1' BGCOLOR='ffffff' WIDTH='490' HEIGHT='390' ALLOWFULLSCREEN='false' TYPE='application/x-shockwave-flash' PLUGINSPAGE='http://www.macromedia.com/go/getflashplayer'&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Fotos: Marius70&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-7579551724608679533?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/7579551724608679533/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=7579551724608679533&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/7579551724608679533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/7579551724608679533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2010/04/torres-novas.html' title='Torres Novas'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-2535005048165308165</id><published>2010-02-22T05:41:00.013Z</published><updated>2010-03-03T20:13:21.087Z</updated><title type='text'>O Castelo de Almourol</title><content type='html'>&lt;embed src="http://mtp1.com.sapo.pt/APBasto_OhomemdoRibatejo.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marius dirige-se para aquele Castelo que o fascina. Como referiu no tema anterior, o que levara à sua construção no meio do rio Tejo? Para que fim e qual a sua utilidade, já que seria presa fácil de quem o quisesse tomar? Era só cercá-lo e aguardar que os seus habitantes se rendessem pela fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/nbc02b364/2142095_zb16G.jpeg" &gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;O Castelo de Almourol já em 1129 existia, aquando da conquista da região por D. Afonso Henriques.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi entregue aos Templários até a sua expulsão de Portugal. Estudos feitos, já os romanos se tinham por lá fortificados no século I A.C., depois vieram os alanos, visigodos e mouros e o Castelo, todos estes povos viu passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelas pesquisas que Marius fez, o Castelo teria grande influência no comércio náutico entre Lisboa e outros locais. Talvez um sistema de controlo alfandegário dos abastecimentos de e para Lisboa, na época já um grande porto marítimo, embora a capital fosse Coimbra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Castelo de Almourol também tem as suas lendas e esta tem muito a ver como os cristãos conquistaram o Castelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;font face="Monotype Corsiva" size="4"&gt;Lenda de Almorolon&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;em&gt;No longínquo séc. XII, pouco antes da chegada de D. Afonso Henriques e seus cavaleiros ao Tejo, o Castelo de Almourol tinha como senhor um emir árabe, de seu nome Almorolon. Terá sido por causa do seu nobre gesto que o castelo ficou com o nome que tem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O emir habitava no castelo com a sua filha, uma formosa donzela, que enchia de beleza não só o castelo como toda a paisagem à sua volta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas um dia, tão formosa dama apaixonou-se por um jovem cavaleiro cristão, e cega pela paixão, ensinou-lhe como poderia entrar no castelo, durante a noite, para repetidas visitas amorosas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa dessas noites, o jovem cristão, não foi sozinho, e abriu as portas do castelo para um exército invadir esse bastião dos mouros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi de forma traiçoeira que o castelo foi conquistado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas no final, o amor de pai foi mais forte e perdoou a inconsciência de sua filha. Preferindo a morte ao cativeiro, Almorolon e sua filha, lançaram-se abraçados das muralhas do castelo ao rio. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;Marius, vai até junto ao rio. O barqueiro anda por ali tentando levar alguém para dar  uma vista de olhos ao Castelo. Mas este estava em obras de restauração e não se podia sentir  de perto a história emanada das suas muralhas. Olha para aquele bocado de terra granítica onde sobressai um Castelo dos mais lindos que já viu durante o seu percurso por terras de Portugal . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rio Tejo bonançoso espelhava toda aquela magnitude no seu leito. O murmúrio das suas águas faziam com que se olhasse para aquelas torres, filtradas pela luz do sol no seu ocaso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marius se tivesse que ficar ali ouviria por certo, de noite, a moura encantada, chamando pelo seu cavaleiro amado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas teria que partir, outras terras o aguardavam, olhando para o Castelo que tanto o fascinou, pegou no seu cavalo e partiu rumo a Torres Novas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;EMBED SRC='http://fotos.sapo.pt/swf/spd.swf?bgc=0x000000&amp;fls=false&amp;dsp=thb&amp;mnu=false&amp;ply=true&amp;lop=true&amp;url=rss?u=marius70%26a=21%26limit=150%26tags=1' BGCOLOR='ffffff' WIDTH='490' HEIGHT='390' ALLOWFULLSCREEN='false' TYPE='application/x-shockwave-flash' PLUGINSPAGE='http://www.macromedia.com/go/getflashplayer'&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;FONT size=0,1&gt;&lt;em&gt;Fotos: Marius70&lt;br /&gt;Fontes consultadas: &lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.castelodealmourol.com/" target="_blank"&gt;Castelo de Almourol&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-2535005048165308165?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/2535005048165308165/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=2535005048165308165&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/2535005048165308165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/2535005048165308165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2010/02/o-castelo-de-almourol.html' title='O Castelo de Almourol'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-5005784833414465542</id><published>2010-01-09T03:36:00.015Z</published><updated>2010-02-22T19:37:47.303Z</updated><title type='text'>Tancos e o Tejo</title><content type='html'>&lt;embed src="http://mtp1.com.sapo.pt/SopadePedra_AscanasdoRibatejo.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de saído de Tomar, Marius70, vai a caminho de um castelo que há muito desejava ver, o Castelo de Almourol. Fazia-lhe confusão o facto de haver um Castelo no meio de um rio. Qual a finalidade, já que não estava a ver que, para defender uma determinada região, tivesse que se fazer um castelo num local que seria de difícil defesa às populações locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seu lado o rio Tejo corria. Uma Igreja sobressaía na paisagem, uma subida íngreme e eis que Marius se encontra em Tancos junto à sua Igreja Matriz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/n350105d4/2142077_fJZLn.jpeg" &gt;&lt;/center&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi mandada construir no século XVI, pensa-se que por cima de uma outra edificação muito mais antiga, é dedicado a N.S da Conceição. Como estava fechada, Marius aproveitou para ver dali, o Tejo e uma outra povoação do outro lado, a aldeia do Arrepiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/nd002de91/2142078_CUlO3.jpeg" &gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tancos foi vila e sede de concelho até ao início do século XIX. É conhecido pelo seu Polígono Militar, certo é que se há militares na zona, Marius não viu nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há provas da origem do nome desta freguesia de V. N. Barquinha. Pensa-se que Tancos teria sido fundada por cavaleiros francesas que vieram ajudar D. Afonso Henriques na luta contra os Mouros, e que o nome Tancos seja uma deturpação de Francos (ou franceses) mas, segundo outras versões, o nome deriva de Tabucos, povos da antiga Lusitânia, que ali se estabeleceram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a povoação encontrava-se "adormecida", um último olhar em redor e lá divisou o Castelo que tanto o fascinava, o Castelo de Almourol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/nc6026df2/2142080_jvW7Y.jpeg" &gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;FONT size=0,1&gt;&lt;em&gt;Fotos: Marius70&lt;br /&gt;Fontes consultadas: &lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.tancos-civil.com/" target="_blank"&gt;Tancos Civil&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.geocaching.com/" target="_blank"&gt;Geocaching&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-5005784833414465542?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/5005784833414465542/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=5005784833414465542&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/5005784833414465542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/5005784833414465542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2010/01/tancos-sobre-o-tejo.html' title='Tancos e o Tejo'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-3305427537818053926</id><published>2009-10-13T06:37:00.023+01:00</published><updated>2009-10-14T21:47:07.562+01:00</updated><title type='text'>Tomar - A cidade dos Templários</title><content type='html'>&lt;embed src="http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/3dJw0BpulzwBWmUus4v0/mov/1" type="application/x-shockwave-flash" allowFullScreen="true" width="100" height="80"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;FONT size=0,1&gt;&lt;em&gt;Clicar no Play&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não era a primeira vez que Marius70 visitava a cidade dos Templários. Já ali tinha ido ver a “Festa dos Tabuleiros” há muitos anos atrás e já ali voltara em dia de temporal, onde o Rio Nabão corria “furioso” nas suas margens arrastando o que a Natureza e o povo deita para o seu leito. Depois queixam-se dos rios galgarem as margens quando tudo está entupido pelo desleixo e porcarias, desde pneus,  lixo doméstico e entulho de obras que para lá mandam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas desta vez Tomar estava “linda”. Tinha chegado a hora de arrumar o transporte, mas a cidade estava em obras e o que era verde depressa se tornou branquinho, devido ao pó levantado pelas máquinas em movimento. Mas o cavalo de marius já está habituado e assim ali ficou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de arranjado alojamento o habitual passeio pela cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tomar&lt;/strong&gt; (origem árabe do nome Thomar: “Tamaramá”, doces águas) foi conquistada ao Mouros por D. Afonso Henriques em 1147. Foi doada por este monarca aos Templários em 1159. D Gualdim Pais concedeu-lhe foral em 1162.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dos Templários terem sido expulsos em 1312 por decisão do Papa João XXII que queria esta Ordem fora da Europa, foi fundada a Ordem de Militar de Cristo. No Castelo de Tomar viveu o Infante D. Henrique e foi elevada a cidade em 1844 na sequência da visita da Rainha D. Maria II.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marius deambulou pelos seus jardins, atravessou a ponte Romana (Os romanos fundaram a cidade de &lt;em&gt;Sellium&lt;/em&gt; cuja planta ortogonal decorre da perpendicularidade dos característicos eixos &lt;em&gt;cardus&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;decumanus&lt;/em&gt; que determinavam a organização urbanística das cidades romanas), foi até ao Castelo... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://fotocache02.stormap.sapo.pt/fotostore02/fotos//f1/0b/21/2142847_Q9cLj.jpeg "&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... ao Convento de Cristo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://fotocache02.stormap.sapo.pt/fotostore02/fotos//5f/6d/60/2142884_8sQ6F.jpeg" &gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na residencial onde esteve, na sala, um tabuleiro dava as boas-vindas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://fotocache01.stormap.sapo.pt/fotostore02/fotos//43/02/a2/2142850_oGHVK.jpeg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há que referir aqui uma situação que aconteceu e que é de realçar. Compradas umas caixas de doces com amêndoa numa Pastelaria em Tomar, chegados a Lisboa verificou-se que os bolos por dentro estavam bolorentos. Feito um telefonema para a Pastelaria, logo os responsáveis de imediato resolveram a situação. No dia seguinte, o carteito bate à porta com caixas de doces enviados por essa Pastelaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meus agradecimentos e Parabéns à Pastelaria "Estrelas de Tomar" pela atitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;EMBED SRC='http://fotos.sapo.pt/swf/spd.swf?bgc=0x000000&amp;fls=false&amp;dsp=thb&amp;mnu=false&amp;ply=true&amp;lop=true&amp;url=rss?u=marius70%26a=23%26limit=150%26tags=1' BGCOLOR='ffffff' WIDTH='490' HEIGHT='390' ALLOWFULLSCREEN='false' TYPE='application/x-shockwave-flash' PLUGINSPAGE='http://www.macromedia.com/go/getflashplayer'&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pelos meados do século VII, aqui houve conventos de freiras e frades, datando dessa época o episódio visigótico e lendário do martírio de Santa Iria.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;strong&gt;A lenda de Santa Iria&lt;/strong&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa quinta dos arredores da cidade de Nabância, viviam Hermegido e Eugénia, ele descendente de uma família nobre goda, ela representante de uma opulenta gens romana. Tiveram uma filha de nome Iria, Irene ou Ireia, tão rica em dotes físicos como morais, cuja educação fora confiada a suas tias paternas, Casta e Júlia, monjas do convento beneditino de Santa Clara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a jovem atingiu a adolescência, Célio, o abade beneditino, seu tio materno, confiou a sua educação ao monge Remígio que considerava digno de tão delicada missão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iria cedo reuniu a simpatia das religiosas e das pessoas da povoação, em especial dos moços e fidalgos, que disputavam entre si  as virtudes da noviça, entre os quais se  destacava o jovem Britaldo que, rendido a tanta beleza, se apaixonou loucamente. Esta, por que tencionava dedicar a vida ao serviço de Deus, sempre repeliu as suas propostas amorosas. Britaldo, louco de amor, adoeceu. Iria, movida pela caridade cristã, consolou-o e convenceu-o da impossibilidade do seu casamento, pois fizera voto de virgindade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos amores de Britaldo teve conhecimentoo monge Remígio, a quem a beleza da donzela também lhe não era indiferente. Louco de ciúmes, o monge fez com que Iria tomasse uma tisana embruxada, provocando-lhe sinais de gravidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Britaldo, julgando-se ludibriado encarregou um seu subordinado de matar Iria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, a 20 de Outubro de 653, quando Iria rezava devotamente as suas orações numa capelinha junto ao rio Nabão,Banaão, o vil sicário, enterrou-lhe no peito um punhal, lançando o seu corpo às águas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corpo de Iria, segundo reza a lenda foi indo rio abaixo, sendo repelido na Barquinha, afastado da Chamusca, indo parar finalmente em  Scalabis, onde milagrosamente a envolveu um sepulcro de mármore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí Scalabis tomou o nome da Santa Virgem e Mártir, Sant'Irene, hoje Santarém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;P.S. - A Feira de Santa Iria decorre em Tomar de 16 a 25 Outubro de 2009.&lt;br /&gt;Programa das Festas:&lt;br /&gt;- Divertimentos&lt;br /&gt;- Venda ambulante&lt;br /&gt;- Animação na Várzea Grande&lt;br /&gt;- Tasquinhas no mercado municipal&lt;br /&gt;- Feira das Passas na Praça da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 20, dia de Santa Iria, realiza-se a partir das 10 horas a habitual procissão com as crianças das escolas desde a igreja de Santa Maria dos Olivais até à ponte velha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Informação fornecida por F.R.. Obrigado!)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À partida, um olhar sobre a cidade, marius espera de novo lá voltar mas sem o pó das obras no ar, e parte a caminho do Castelo de Almourol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;FONT size=0,1&gt;&lt;em&gt;Fotos: Marius70&lt;br /&gt;Fontes consultadas: &lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cm-tomar.pt/" target="_blank"&gt;Câmara Municipal de Tomar&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.prof2000.pt/" target="_blank"&gt;DREC&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-3305427537818053926?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/3305427537818053926/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=3305427537818053926&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/3305427537818053926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/3305427537818053926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2009/10/tomar-cidade-dos-templarios.html' title='Tomar - A cidade dos Templários'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-5239996216429173003</id><published>2009-09-02T05:16:00.020+01:00</published><updated>2009-10-14T01:45:23.394+01:00</updated><title type='text'>Penela</title><content type='html'>&lt;embed src="http://mtp1.com.sapo.pt/RancosEsticadinhos_Farrapeira.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marius admira o verde desta zona do país. A paz e o sossego acompanhou-o através de uma estrada onde parecia que não havia mais ninguém. Pouco depois avista um Castelo erguido sobre um penhasco, tinha chegado a Penela (a designação poderá derivar do étimo celta de &lt;em&gt;penna&lt;/em&gt; - que significa pequeno penhasco).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://fotocache02.stormap.sapo.pt/fotostore02/fotos//04/b0/f0/2142058_kkKzy.jpeg" width="600"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este castelo é, depois do de Montemor-o-Velho, o mais amplo e forte que resta da linha defensiva do Mondego. Já os romanos tinham em conta a importância estratégica deste outeiro onde vigiavam a estrada Mérida-Conímbriga-Braga. Depois da ocupação árabe em 716, foi o Conde D. Sesnando, primeiro governador de Coimbra, que mandou erigir no local o Castelo depois da reconquista em 1064 pelas tropas de Fernando Magno. Como através dos tempos o Castelo deixou de ser prestável nada melhor que o povo retirar as pedras para construir as suas habitações ou o curral para os porcos e assim se foi a Torre de Menagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente em 1940 o Castelo foi restaurado, retirado todo o casario encostado às muralhas e em 1992, e já a cargo do IPPAR procedeu-se à pavimentação dos acessos e da circulação interior do castelo, à limpeza, recuperação e consolidação das muralhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marius já viu Castelos em pior estado, e é sempre grato saber que algo é feito para preservar a nossa identidade nacional e assim o IPPAR está de parabéns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas os Castelos têm a sua "Porta da Traição", quase sempre virada para os campos para rápida saída quando a ocupação do Castelo se tornava iminente. Muitas vezes era por aí que entravam os sitiantes e, segundo a lenda, foi por essa porta que entrou o Infante D. Afonso Henriques e tomou o Castelo aos mouros. É que os mouros saíram para dar de beber ao gado, D. Afonso, que se encontrava emboscado, agradeceu tamanha oferta e enquanto o gado saía D. Afonso entrava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://fotocache02.stormap.sapo.pt/fotostore02/fotos//62/f4/40/2142054_jp8RC.jpeg" width="326"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi em Penela que foi degolado o primo de Dª Leonor Teles o alcaide D. João Afonso Telo, na crise 1383/85, por ter tomado o partido de Dona Beatriz, mulher do rei de Castela, com pretensões ao trono português. O alcaide saiu a cavalo para fazer a cobrança de alimentos, caiu e nessa altura foi aproveitado para a sua degola. Penela passou-se para as hostes do Mestre de Avis.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Das suas muralhas marius observa a paisagem envolvente e satisfeito pelo que lhe foi dado a observar, pega no seu cavalo lusitano e vai a caminho de Tomar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;EMBED SRC='http://fotos.sapo.pt/swf/spd.swf?bgc=0x000000&amp;fls=false&amp;dsp=thb&amp;mnu=false&amp;ply=true&amp;lop=true&amp;url=rss?u=marius70%26a=17%26limit=150%26tags=1' BGCOLOR='ffffff' WIDTH='490' HEIGHT='390' ALLOWFULLSCREEN='false' TYPE='application/x-shockwave-flash' PLUGINSPAGE='http://www.macromedia.com/go/getflashplayer'&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;P.S. - De 4 a 6 de Setembro na Vila de Espinhal irá decorrer a XX Feira do Mel. Uma oportunidade privilegiada para provar o mel produzido na região e alguns dos seus doces derivados, designadamente, os licores e aguardentes, o vinagre, as velas de cera de abelha ou as compotas e doces.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;FONT size=0,1&gt;&lt;em&gt;Fotos: Marius70&lt;br /&gt;Fontes consultadas: «À Descoberta de Portugal» - Selecções Readers Digest&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.portugalnotavel.com/castelo-de-penela-monumento-nacional/" target="_blank"&gt;Portugal Notável&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cm-penela.pt/turismo/index.php" target="_blank"&gt;Câmara Municipal de Penela&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-5239996216429173003?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/5239996216429173003/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=5239996216429173003&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/5239996216429173003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/5239996216429173003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2009/09/penela.html' title='Penela'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-1285007614172602204</id><published>2009-04-02T13:32:00.001+01:00</published><updated>2009-09-05T03:46:45.779+01:00</updated><title type='text'>Castelo de Germanelo</title><content type='html'>&lt;embed src="http://mtp.com.sapo.pt/BVJAoRomperdaBelaAurora.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&amp;nbsp; Marius70 depois de Coimbra e da visita às ruínas de Conímbriga, resolve ir até Penela, onde nunca tinha estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Por caminhos arborizados, marius dirige o seu cavalo lentamente admirando a paisagem. Algo se recorta no alto da uma colina, o que seria aquilo? Interroga-se!!! Conforme se vai aproximando verifica que se trata de ruínas, ruínas de um castelo, ruínas de um povo arruinado, o Castelo de Germanelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://fotos.sapo.pt/58H5S1SzVhluOe5Z2q2y/" width="600"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Sobe lentamente a encosta. A meio deixa a sua montada já cansada de tantos trilhos percorridos, e segue por caminhos tortuosos até ao cimo da colina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Dominando sobre o vale do Rio Rabaçal, este Castelo tinha a função da defesa da outrora capital da região, das frequentes investidas dos Mouros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Pensa-se que este sítio foi um castro romanizado o que é lógico tal a presença romana na área.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; D. Afonso Henriques criou o concelho de Germanelo e deu-lhe carta de foral em 1142.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; A história do castelo liga-se a uma antiga lenda, segundo a qual havia dois irmãos ("germanelos" = gémeos) gigantes, ferreiros, que viviam cada um no seu monte, um no Melo, a Norte, e outro no Gerumelo, a Sul. Como só dispunham de um único martelo, compartilhavam-no entre si. Certo dia, o Gerumelo, de mau-humor, atirou o martelo com tanta força, que este perdeu o seu cabo no ar. A cabeça de ferro caiu no sopé do monte Melo, onde surgiu uma fonte de águas férreas de onde surgiu a povoação de Fartosa (em 1160 dizia-se Ferratosa e em 1420 já era designada por Ferretosa); o cabo, que era de zambujo, foi espetar-se numa terra a dois quilómetros de distância, fazendo nascer um zambujo, dando origem à povoação de Zambujal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Marius subiu até ao Castelo e ficou mais uma vez decepcionado. Aquilo não é um Castelo, aquilo é uma fachada de castelo que se aguenta em pé por razões que a própria razão desconhece. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://fotos.sapo.pt/7QS3zKLWvS7QzcMm42et/" width="600"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; O interior da muralha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://fotos.sapo.pt/IHjB6UdTfWQWjTyvOqz8/" width="600"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; A muralha vista de dentro. Nota-se um passadiço em madeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://fotos.sapo.pt/sIBUFlZorJ5dSPCetSDs/" width="600"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Nada mais existe senão matagal. Marius desce a colina, um último olhar sobre o outrora castelo (deve ser o último olhar) e segue a caminho de Penela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;FONT size=2&gt;Fonte: Wikipedia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotos: Marius70&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-1285007614172602204?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/1285007614172602204/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=1285007614172602204&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/1285007614172602204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/1285007614172602204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2009/04/castelo.html' title='Castelo de Germanelo'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-3595382229813539792</id><published>2009-02-06T05:07:00.006Z</published><updated>2009-04-02T18:27:48.864+01:00</updated><title type='text'>De Volta a Coimbra</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;embed src="http://www.dailymotion.com/swf/k4yjtKu3M8UlCcWkvT&amp;autoPlay=0&amp;related=0&amp;canvas=medium" type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="341" allowFullScreen="true" allowScriptAccess="always"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Julho de 2008&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&amp;nbsp;Marius depois de sair de Nazaré tinha como destino Figueira da Foz. Mas um percalço na “montada” fez com que ficasse retido por algumas horas para reparação na Zona Industrial da Gala. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Atravessada a ponte Edgar Cardoso na Figueira eis a caminho de Coimbra. Um jantar com gente amiga estava agendado para esse dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;De Coimbra já aqui falei nestas minhas viagens (&lt;a href="http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2007/06/coimbra-tem-mais-encanto.html" target="_blank"&gt;Aqui&lt;/a&gt;). A cidade dos estudantes é sempre uma cidade  a visitar, embora me veja sempre com problemas devido à falta de sinalização que nos referencie os locais correctamente. Para ir até à Igreja de S. António de Olivais, ponto de encontro, na freguesia do mesmo nome, marius viu-se e desejou-se para lá chegar. Valeu perguntar aqui e ali pois se fosse por sinalização que não existe ainda hoje estaria à procura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://fotos.sapo.pt/dWOHuV9pDn4T6rZ7BuHP/" width="500"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;O acesso à Igreja faz-se por esta escadaria com seis capelinhas laterais com figuras de barro, representando a vida de Cristo. Um Bom Jesus de Braga em ponto pequeno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Mais uma noite passada num Hotel na Avª Emidio Navarro sem hipótese de se dormir mais um pouco pois logo de manhã a luz do dia entra a jorros pelo quarto adentro. Deve ser por falta de dinheiro que os Hotéis não têm estores e assim os visitantes têm que acordar cedo mesmo que não o queiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Uma visita pela cidade. Voltar a ver o Mondego. A ponte e a baixa toda engalanada. O Mosteiro, os jardins, as velhas ruas, as Igrejas, o reboliço de uma cidade que dá sempre vontade de lá voltar. Mas tenho que arranjar alternativa, talvez um GPS, pois na saída de Coimbra rumo a novas paragens tive que voltar para trás pois o meu destino ficava em sentido contrário àquele que ia. Se não encontrasse um polícia de trânsito, que me indicou o caminho correcto, talvez fosse a caminho do Sameiro sem o querer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;EMBED SRC='http://fotos.sapo.pt/swf/spd.swf?bgc=0x000000&amp;fls=false&amp;dsp=thb&amp;mnu=false&amp;ply=true&amp;lop=true&amp;url=rss?u=marius70%26a=14%26limit=150%26tags=1' BGCOLOR='ffffff' WIDTH='490' HEIGHT='390' ALLOWFULLSCREEN='false' TYPE='application/x-shockwave-flash' PLUGINSPAGE='http://www.macromedia.com/go/getflashplayer'&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Marius foi visitar, a seguir, as Ruínas Romanas de Conímbriga. Essa visita está documentada no meu "Império Romano", &lt;a href="http://imperioromano-marius70.blogspot.com/2008/07/conmbriga.html" target="_blank"&gt;Aqui&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;FONT size=0,1&gt;&lt;em&gt;Fotos: Marius70&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Vídeo: Autor desconhecido&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-3595382229813539792?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/3595382229813539792/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=3595382229813539792&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/3595382229813539792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/3595382229813539792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2009/02/de-volta-coimbra.html' title='De Volta a Coimbra'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-2189318892262448930</id><published>2009-01-04T22:44:00.008Z</published><updated>2009-02-06T05:08:08.280Z</updated><title type='text'>Nazaré</title><content type='html'>&lt;embed src="http://mtp1.com.sapo.pt/JPereira_NaoVasaoMar.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&amp;nbsp;&lt;em&gt;Uma das situações que irrita sobremaneira Marius70, é o facto dos sites das Câmaras Municipais não divulgarem as músicas do folclore das suas regiões. Com algumas excepções como o do Municipio da Póvoa de Varzim,  terra onde nasci e isso é de louvar, é de bradar aos céus o facto de tanto o site do Munícipio de Peniche como o de Nazaré não terem músicas acopladas que são como referências para quem quer visitar esses locais e queira conhecer os seus trajes e o seu folclore. Procurei  vezes sem fim o «Vira da Nazaré», uma música que conhecemos desde miúdos mas nada encontrei. Valeu-me o facto de ter um LP do Júlio Pereira, «Cavaquinho» e ter retirado dele a música que estão a ouvir «Não Vás ao Mar Tóino» que é da Nazaré também (na minha pesquisa encontrei esta mesma música como sendo da Beira-Baixa, não sabia que na Beira-Baixa também existia mar, estamos sempre a aprender). Se alguém dos Municípios lê estes meus artigos que não são mais que viagens minhas e ao mesmo tempo de divulgação das terras por onde Marius70 passa, faça o favor de colocar lá músicas do folclore e não só as fitas que o Presidente da Câmara corta. É que isto de beija-mão já lá vai. Divulguem o que de bom se faz para o bem da sua região mas também a sua raiz cultural das danças e cantares que atravessaram gerações. Isso sim é Portugal, o resto é cimento!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Julho 2008&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Mais uma vez Marius70 vai até Nazaré. Várias corridas já ali tinha feito. Ainda no ano anterior tinha ali estado a correr a sua meia-maratona. O mar estava bravio e a espuma desfazia à nossa passagem na Avenida a caminho da Meta. Mas desta vez o sol brilhava e as Marchas desfilavam na Avenida e faziam a sua exibição na Rua Mouzinho de Albuquerque junto aos estabelecimentos de Restauração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; De perna grossa e bem feita, as nazarenas com os seus trajes garridos, com as mãos nas ancas davam um ar festivo e de folia a esta simpática vila cheia de vereneantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;embed src="http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/0bAodRN0JZCwcCaztokS/mov/1" type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="322"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Nazaré não existia no século XVIII, só o Sítio. No entanto o mar recuou abaixo da Pederneira  e,  os pescadores,  aí se instalaram em terra firme. A partir da metade do século  XIX das cabanas começou a nascer a povoação e hoje Nazaré com o seu mar pejado de toldos de lona recebe milhares de forasteiros que vão desfrutar do seu mar azul e lindo que se pode ver, na sua plenitude, no Sítio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://fotos.sapo.pt/YLgvngQbzMpM5MtRRBel/x435" width="500"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Como tem sido regular, o Hotel escolhido foi o Hotel da Nazaré. Mas como venho a confirmar por todos os Hotéis ou Residenciais onde marius70 pernoita têm um contra, não têm estores e, como é bom de ver, ainda a manhã começa e já a claridade se infiltra dentro do quarto. Para quem desfruta dos locais até bem tarde feita noite não é muito agradável acordar de manhã cedo. Mas é um mal geral de Norte a Sul do País.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Enquanto se toma o pequeno almoço, no terraço, o nosso olhar estende-se pelo casario, o elevador que nos leva até ao Sítio e o mar que nos envolve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://fotos.sapo.pt/GOR8H5NBvFBZ8DZrYEfl/x435" width="500"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sítio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Do Sítio se conta a bela lenda que D. Fuas Roupinho indo em perseguição de um veado, este se lançou do penhasco e se não fosse a aparição de Nossa Senhora da Nazaré que fez estancar o cavalo mesmo à beira do precipício de tal forma que ficou gravado na rocha a ferradura, teria D. Fuas feito companhia ao veado que, segundo a lenda era o demónio com cornos e tudo, cá embaixo! Em sua memória foi erguida a “Ermida da Memória”, diga-se em abono da verdade muito degradada e com muito cheirinho a fénico. As casas de banho são um bocadinho mais abaixo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Tendo Marius70 ido uma vez ao Sítio com o seu irmão mais velho, depois de mais uma meia-maratona, este fez a nazarena contar as sete saias o que ela fez com gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sete saias trazes&lt;br /&gt;Ao cair da anca&lt;br /&gt;E a blusa branca &lt;br /&gt;Que te está mesmo a matar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora os rapazes&lt;br /&gt;Só pedem que caias&lt;br /&gt;Para contarem as saias&lt;br /&gt;Quando tu estás a bailar&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem atiradiços estes rapazes!!! &lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0014851.gif" width="25" height="25" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;O Sítio da Nazaré é um largo enorme com um belo coreto e terminando com numa varanda junto ao mar (estava proibido o acesso devido a possível derrocada). Pode-se ver a Igreja consagrada a Nossa Senhora da Nazaré e várias residências com bonitas sacadas em ferro fundido e azulejaria de interesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://fotos.sapo.pt/pbTgcAwZdcvQdKkHr8KG/x435" width="500"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Com locais para venda de artesanato e as nazarenas nos seus carros castiços com venda de tremoços, pevides e outros afins (as gaivotas estavam sempre a tentar “roubar” algum destes produtos, para desespero das nazarenas) ir à Nazaré, com uma gastronomia apetecível, é sempre para Marius70 e para milhares de turistas uma visita agradável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;De fazer também, um passeio pedreste até ao velho forte, no fim do promontório, e à vizinha Pedra do Guilhim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Coloca esta vila no teu roteiro anual, vale a pena!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;EMBED SRC='http://fotos.sapo.pt/swf/spd.swf?bgc=0x000000&amp;fls=false&amp;dsp=thb&amp;mnu=false&amp;ply=true&amp;lop=true&amp;url=rss?u=marius70%26a=13%26limit=150%26tags=1' BGCOLOR='ffffff' WIDTH='490' HEIGHT='390' ALLOWFULLSCREEN='false' TYPE='application/x-shockwave-flash' PLUGINSPAGE='http://www.macromedia.com/go/getflashplayer'&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;FONT size=0,1&gt;&lt;em&gt;Fotos e video: Marius70&lt;br /&gt;Fonte consultada: «À Descoberta de Portugal» - Selecções Readers Digest&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-2189318892262448930?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/2189318892262448930/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=2189318892262448930&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/2189318892262448930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/2189318892262448930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2009/01/nazar.html' title='Nazaré'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-5885799662514973502</id><published>2008-10-16T17:29:00.013+01:00</published><updated>2009-01-04T22:41:13.444Z</updated><title type='text'>Quem Passa por Alcobaça...</title><content type='html'>&lt;embed src="http://mtp1.com.sapo.pt/MLResende_Alcobaca.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;marquee scrollamount="1" width="80"&gt;&lt;font face="verdana" size="1" color="FF3300"&gt;Maria de Lurdes Resende - Alcobaça&lt;/font&gt;&lt;/marquee&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt; Quem passa, por Alcobaça&lt;br /&gt;Não passa sem lá voltar&lt;br /&gt;Por mais que tente e que faça &lt;br /&gt;É lembrança que não passa &lt;br /&gt;Porque não pode passar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&amp;nbsp; Durante anos, em Luanda, ouviu Marius esta canção na voz de Maria de Lurdes Resende. Fui a Alcobaça, voltei a Alcobaça, mas ou é porque a minha forma de ver as cidades e as serras mudou ou Alcobaça já não é o que era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Da primeira vez que lá fui senti uma vila viva, movimentada, com artesanato de rua, camionetas de gente sem fim, paradas ao pé do Mercado, em tons de festa, de romaria. Voltei de novo lá, a vila já cidade, parece adormecida, não se vê vivalma pelas suas ruas, a não serem os turistas junto ao Mosteiro, tudo o resto parece deserto. Terei escolhido mal a altura de lá voltar? Talvez!!! Mas como diz e bem a letra da canção, é lembrança que não passa e quem sabe se de novo lá irei voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Alcobaça começou a ser um castelo árabe, hoje arruinado dele só resta a miragem de um outrora belo castelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://fotos.sapo.pt/kkB8jqritAlNhhqtcWiU/x435" width="500"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Das suas ruínas tem-se uma bela vista sobre a cidade, o Mosteiro e campos adjacentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Alcobaça cresceu no vale do Alcoa e Baça. Os seus rios atravessam a cidade, e se outrora foram rios hoje não passam de riachos. É uma cidade airosa, tendo seu comércio sido quase confinado à área do Mosteiro que apresenta um lugar agradável para passeio e desfrutar dessa obra magnífica de estilo gótico, a primeira a ser construída em território português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; O Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, também conhecido como Real Abadia de Santa Maria de Alcobaça, é uma das Sete Maravilhas de Portugal. Está classificado como Património da Humanidade pela UNESCO e como Monumento Nacional desde 1910. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://fotos.sapo.pt/q8kKyjF9pZdqH3tF72MY/x435" width="326"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Abandonado pelos monges em 1833, o Mosteiro é um dos pontos de atracção turística da cidade. Os seus claustros, a sua fonte, o panteão, as suas gárgulas e os túmulos de D. Pedro I e Dª Inês que, com os pés virados um para o outro, esperam pelo dia do Juízo Final para de novo se levantarem e ficarem frente a frente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Os noivos, quando se casam, têm o costume de passarem pelos túmulos a fim de fazerem uma jura de amor eterno, esquecendo que Dª Inês não era esposa mas sim amante do Rei D. Pedro, ver &lt;a href="http://marius70.blog.simplesnet.pt/archive/030176.html" target="_blank"&gt;Alcovas Reais I&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://marius70.blog.simplesnet.pt/archive/030174.html" target="_blank"&gt;Alcovas Reais II.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/PedroInes.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Alcobaça desde os tempos remotos foi ocupada não só por agricultores pastores que ocuparam as grutas do Carvalhal de Aljubarrota, como pelos povos invasores, Fenícios, Gregos, Cartagineses, os inevitáveis Romanos, os Visigodos e Muçulmanos. Um dia D. Afonso Henriques resolveu vir lá de cima do Condado Portucalense e expulsou-os em 1148. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Quem passa por Alcobaça&lt;br /&gt;Não passa sem lá voltar...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;FONT size=0,1&gt;&lt;EM&gt;Fotos: marius70 e wikipedia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fontes consultadas: &lt;a href="http://www.cm-alcobaca.pt/" target="_blank"&gt;Município de Alcobaça&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-5885799662514973502?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/5885799662514973502/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=5885799662514973502&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/5885799662514973502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/5885799662514973502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2008/10/quem-passa-por-alcobaa.html' title='Quem Passa por Alcobaça...'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-4610413245340583142</id><published>2008-07-24T18:55:00.002+01:00</published><updated>2008-10-16T17:28:57.973+01:00</updated><title type='text'>Correr Peniche</title><content type='html'>&lt;embed src="http://mtp1.com.sapo.pt/Bandinha_Amizade_Aperta.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;marquee scrollamount="1" width="80"&gt;&lt;font face="verdana" size="1" color="FF3300"&gt;Bandinha da Amizade - Aperta, Aperta&lt;/font&gt;&lt;/marquee&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp; De volta a Peniche, Marius relembra as vezes que aí esteve correndo as ruas da cidade à luz das fogueiras. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; Anos depois volta a sentir o convívio à volta da sardinha assada, da pinga bem tirada, do ar festivo que milhares de forasteiros deram à «Corrida das Fogueiras» e «Fogueirinhas».&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Marius corre não por mais uma camisola ou uma medalha mas sim pelo simples prazer de participar pois medalhas tem muitas dentro de uma caixa de cartão. Pena é que muitos não percebam que o facto do dedo grande do pé mexer é mais importante que os vários sacos que conseguem “surrupiar” às organizações. Mas isso são outras histórias, falemos agora de Peniche.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;strong&gt;Peniche&lt;/strong&gt; tem vestígios pré-históricos nas grutas da Malgasta, Lapa Furada, Cova da Moura (situadas na zona Sudoeste do concelho, no Planalto das Cesaredas) e Gruta da Furninha estas do  Paleolítico Médio, que demonstram bem a ocupação desta zona ribeirinha pelas comunidades humanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; 61 a. C. – Júlio César derrota um grupo de lusitanos que se refugiara numa ilha junto à costa, território possivelmente correspondente à ilha de Peniche.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Desde então os romanos fizeram sentir a sua presença através do cultivo das férteis terras aluviais contíguas ao Rio de S. Domingos e à Ribeira de Ferrel e na exploração de recursos estuarinos e marinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; No Morraçal da Ajuda foi descoberto um complexo oleiro que teria como principal ocupação a produção de ânforas destinadas ao envase de preparados de peixe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Nas Ilhas Berlengas foram descobertas cepos de âncora em chumbo e várias ânforas que significa que nelas se abrigavam as embarcações romanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/barcoromano.gif"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Peniche era dependente de Atouguia da Baleia outrora Vila muito importante. Curiosa é concessão em 1947 e em 1503 por El-Rei D. Manuel de os penichenses terem a possibilidade de possuírem carniçaria e carniceiro, não sendo obrigados a ir comprar a Atouguia da Baleia a carne que necessitavam, de cortarem a lenha de que as suas casas tivessem necessidade e a possibilidade de semearem a zona do reguengo entre os lugares velho (Gamboa) e novo (Ribeira).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Foi fortificada em tempos do rei D. João III por volta do século XVI, em 1640 transforma-se em praça-forte. Em 1934, passa a funcionar como prisão política do Estado Novo até Abril de 1974. Hoje o Forte é o Museu Municipal que vale a pena visitar pela história que este Forte encerra desde o material arqueológico, histórico e etnográfico, à espectacular fuga protagonizada por Álvaro Cunhal, Joaquim Gomes, Carlos Costa, Jaime Serra, Francisco Miguel, José Carlos, Guilherme Carvalho, Pedro Soares, Rogério de Carvalho e Francisco Martins Rodrigues em 3 de Janeiro de 1960.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://fotos.sapo.pt/J5slKV6OK0VPUjNAvG3z/" width="500"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Marius deambula pela cidade. A zona portuária em obras indicia novas condições para os pescadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://fotos.sapo.pt/zTIP3LkAwhdqbq2VY5Z2/" width="500"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; No jardim da cidade, a estátua da rendilheira domina. As rendas (medalha de prata em 1851 e 1861 em Paris, Londres e Porto), já a minha mãe poveira as fazia e é também uma tradição dos vilacondenses, estão à venda num local onde raparigas aprendem a trabalhar com os bilros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://fotos.sapo.pt/zjFYWzajNJUV4f86H7VM/" width="500"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Uma cidade bonita, onde os restaurantes na Avenida do Mar têm muita diversidade de peixe e marisco e a caldeirada é de chorar por mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://fotos.sapo.pt/z8d4KvmvSCgi6KS0uArG/" width="500"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Foi difícil arranjar lugar para a pernoita, sinal que os forasteiros eram muitos, mas ali estava a D. Lurdes, nazarena de gema, com um cartão a “oferecer” local para uma noite bem dormida. De todos os locais posteriormente visitados, foi a melhor noite passada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Sobre os tais “amigos de Peniche”. Não são os penichenses que são esses tais amigos da onça, mas sim os ingleses que quando lhes foi pedido ajuda contra a invasão dos Filipes de Espanha, desembarcaram em Peniche. Chegada a Lisboa a notícia do desembarque, foi espalhada a novidade entre os partidários, e a segredar-se num anseio de esperança: “vêm aí os nossos amigos… vêm aí os nossos amigos de Peniche…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Mas os ingleses durante o percurso até Lisboa nada mais fizeram que pilhar as povoações que lhes apareceram pelo caminho. Chegados a Lisboa foram recebidos a fogo de artilharia dos castelhanos e, assim, os tais "amigos" de Peniche lá foram de orelha murcha para Inglaterra e Portugal foi dominado pela Espanha até que D. João IV, no 1º de Dezembro de 1640, voltou a colocar o país sobre a bandeira portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Uma visita ao Cabo Carvoeiro ver a Nau dos Corvos, ex-libris de Peniche, faz com que a vontade de a visitar seja uma constante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://fotos.sapo.pt/zJRskdEGV6M33nMUHcbe/" width="500"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Uma passagem pela praia do Baleal e com a promessa de voltar a Peniche, Marius segue a caminho da Nazaré!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;EMBED SRC='http://fotos.sapo.pt/swf/spd.swf?bgc=0x000000&amp;fls=false&amp;dsp=thb&amp;mnu=false&amp;ply=true&amp;lop=true&amp;url=rss?u=marius70%26a=11%26limit=150%26tags=1' BGCOLOR='ffffff' WIDTH='490' HEIGHT='390' ALLOWFULLSCREEN='false' TYPE='application/x-shockwave-flash' PLUGINSPAGE='http://www.macromedia.com/go/getflashplayer'&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotos: marius70&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fontes consultadas: &lt;a href="http://www.cm-peniche.pt/" target="_blank"&gt;Município de Peniche&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... E observação directa&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-4610413245340583142?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/4610413245340583142/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=4610413245340583142&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/4610413245340583142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/4610413245340583142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2008/07/correr-peniche.html' title='Correr Peniche'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-863278825815438533</id><published>2008-07-14T04:54:00.001+01:00</published><updated>2009-09-07T05:32:49.331+01:00</updated><title type='text'>Por Terras Alentejanas</title><content type='html'>&lt;embed src="http://mariusangol.no.sapo.pt/AlvaladeSado.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp; Marius, através da janela visualiza um dia cinzento. A chuva cai de mansinho, não se vêem carros, não se vê vida. Tudo permanece nos seus lares, vendo, como eu, a chuva a cair.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lagoa de Sto André&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/LagoaSAndre.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Tantas vezes referido como local aprazível, logo teria que calhar num dia não a visita a este local. Um dia cinzento como foi o Verão passado, foi ver e quase partir. Como a fama gastronómica indica uma boa caldeirada lá Marius quis fazer uma vontade mas os preços astronómicos de alguns Restaurantes fizeram-no desistir da ideia. Em Portugal tenta-se, como a formiga, ganhar no Verão para descansar no Inverno, mas os portugueses não são “bifes” e assim fiquem lá com a caldeirada que em Peniche também se come caldeirada e não àqueles preços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Mas lá almoçou num Restaurante no Hotel Al Tarik e ala a caminho de Santiago do Cacém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Em &lt;strong&gt;Santiago do Cacém&lt;/strong&gt;, Marius procurava as ruínas romanas de Miróbriga (tema já colocado no Império Romano). Mas, em antes de rumar ao passado, fez questão de subir ao Castelo e desfrutar das vistas sobre a cidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Uma tenda medieval à entrada do Castelo, e uma exposição «No Caminho sob as Estrelas», uma referência à peregrinação a Sant’iago de Compostela, aguardavam-no numa subida íngreme que o “cavalo” de Marius já cansado de tantas estradas, montes e vales percorridos teve dificuldade em lá chegar. &lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0014851.gif" width="25" height="25" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história de Sant’iago é deveras singular. Pelos vistos, era um dos discípulos de Jesus que até terá passado pela terra de Marius, Póvoa de Varzim. Segundo outras tradições, Santiago aparecia aos cristãos nas batalhas travadas em Espanha contra os mouros daí ter sido apelidado de "Matamoros" (Mata-mouros). Como isto de religião cada um puxa para o seu lado, é sinal que os cristãos não consideravam os mouros filhos do mesmo Deus e vice-versa. E esta luta irá continuar até que no fim só restem um mouro e um cristão. Aí Deus irá escolher um deles para assistir ao fim da Humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Uma visita ao Castelo, com as bandeiras desfraldadas e, pela primeira vez, Marius viu um cemitério dentro de um castelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/SCacem.gif"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Depois da visita a &lt;a href="http://imperioromano-marius70.blogspot.com/2007/09/mirbriga.html" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;Miróbriga&lt;/strong&gt;,&lt;/a&gt;que Marius recomenda, há que rumar até ao Algarve. Aberto o mapa, o caminho mais curto pareceu ser o virar à esquerda, mas não era. &lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0014851.gif" width="25" height="25" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Uma paisagem com árvores frondosas a ladear o caminho. Aqui e ali, lá aparecia uma alma perdida naquela estrada, e Marius sem saber onde estava. Os km corriam e localidades nenhumas. Até que, por fim, lá apareceu uma placa dizendo &lt;strong&gt;Alvalade&lt;/strong&gt;, ufff!... Já não era sem tempo.&lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0014851.gif" width="25" height="25" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Um desvio e aparece a terra onde romanos já por lá tinham andado tendo deixado o seu legado como várias escavações arqueológicas o demonstram, a estrada romana que atravessava a freguesia de Alvalade, e que estabelecia a ligação entre Miróbriga e Pax Iulia (Beja),  assim como a ponte, já muito alterada, situada sobre o antigo leito da Ribeira de Campilhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Paragem em frente à Igreja da Misericórdia e uma visita ao Centro Histórico. Entrar na Igreja Matriz, onde é proibido tirar fotografias, engalanada, ver no altar a imagem de Nossa Senhora da Conceição da Oliveira, padroeira de Alvalade, um olhar demorado sobre os campos e a ponte romana e como Marius ainda tinha muitos km pela frente, ala que se faz tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/AlvaladeSado.gif"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;FONT size=0,1&gt;&lt;EM&gt;&amp;nbsp; A promessa à amiga Bitu que, para a próxima, Marius irá ver com mais vagar a sua terra.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt; &lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0014851.gif" width="25" height="25" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-863278825815438533?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/863278825815438533/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=863278825815438533&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/863278825815438533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/863278825815438533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2008/07/por-terras-alentejanas.html' title='Por Terras Alentejanas'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-8698744558146109875</id><published>2007-12-16T04:14:00.000Z</published><updated>2008-07-16T04:15:40.652+01:00</updated><title type='text'>Gastronomia - Ponte da Barca</title><content type='html'>&lt;embed src="http://mtp.com.sapo.pt/GFSMartaPortuzeloTodosMeQuerem.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/PBarca.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Verde e baixos vales, alta serra&lt;br /&gt;Duras, e solitárias penedias&lt;br /&gt;Correntes águas, frescas fontes frias&lt;br /&gt;Testemunhas do mal que em mim s´encerra.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&lt;FONT color=#FF3300&gt;&lt;strong&gt;Ponte da Barca&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt; – &lt;FONT color=#000099&gt;&lt;em&gt; Lampreia à Pescador e à Bordalesa, Papas de Sarrabulho, Presunto e boroa de milho, Chanfana de Cabra à moda de Germil, Cabrito da Ermida, Costeleta Barrosã, sopas de leite e rabanadas de mel &lt;/em&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/Lampreia.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;FONT color=#FF3300&gt;&lt;FONT size=2&gt;&lt;strong&gt;Lampreia à Bordalesa&lt;/strong&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ingredientes para 6 Pessoas:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; 2 Lampreias de tamanho médio; 4 dl de Vinagre tinto; 4 dl de Vinho verde tinto; 8 dentes de Alho; 0,5 kg de Cebola; 1,5 dl de Azeite; 0,5 kg de Arroz; Pão seco qb; Salsa qb; Piri-piri qb; Sal qb; Água qb.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Modo de Preparação: &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;#9679; Arranja-se a Lampreia e tira-se a tripa. &amp;#9679; Corta-se às postas de 4,5 cm. &amp;#9679; Faz-se uma marinada com o sangue da Lampreia, Vinagre, Vinho, Alho picado, Salsa picada, Sal, Piri-piri a gosto e adiciona-se a Lampreia cortada às postas. &amp;#9679; Fica a marinar durante cerca de uma hora. &amp;#9679; Pica-se a Cebola muito fina para um tacho, rega-se com um fio de Azeite e deixa-se alourar. &amp;#9679; Adiciona-se a Lampreia, juntamente com a marinada, à Cebola refogada e deixa-se estufar até ficar apurada. &amp;#9679; Junta-se água a ferver à medida que vai sendo necessário. &amp;#9679; Rectificam-se os temperos. &amp;#9679; Acompanha com Arroz seco e pão torrado às fatias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/Navidad.gif"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;FONT color=#FF3300&gt;&lt;strong&gt;Rabanadas de Mel&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Cortam-se as fatias de pão de trigo, que se deixou endurecer, com dois centímetros de espessura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Numa panela, põe-se a ferver leite, água, canela, casca de limão, mel, açúcar e noz de manteiga fresca. Em travessa funda, põe-se o pão a demolhar bem, na calda quente. Escorre-se levemente e passa-se por ovos batidos. Frita-se em azeite fino. Tiradas as rabanadas bem loiras, ficam algum tempo a escorrer e servem-se polvilhadas com açúcar e canela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Para acompanhar as rabanadas, faz-se um molho com água, vinho do Porto, mel, açúcar amarelo, canela e laranja fresca. Vai tudo a ferver até ficar um xarope grosso e, com ele, quem quiser e gostar, regar as rabanadas. É servido à parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/Natalblog.gif"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-8698744558146109875?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/8698744558146109875/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=8698744558146109875&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/8698744558146109875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/8698744558146109875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2007/12/gastronomia-ponte-da-barca.html' title='Gastronomia - Ponte da Barca'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-9150842370187121341</id><published>2007-10-01T04:15:00.000+01:00</published><updated>2008-07-16T04:16:48.262+01:00</updated><title type='text'>Viseu</title><content type='html'>&lt;embed src="http://pbandeira.com.sapo.pt/ACaminhodeViseu.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp; Vai Marius70 a caminho de Viseu. Mais uma vez voltava a Viseu, mas desta vez haviam outras razões que o faziam lá voltar, ver a Feira de S. Mateus, que nunca tinha visto e rever um velho amigo de infância da minha Rua Vereador Prazeres do meu Bairro de S. Paulo em Luanda. Um mero acaso fez com que voltasse a abraçar este grande amigo 40 anos depois. Para ti amigo Flávio um abraço do tamanho de Angola.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Viseu&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; A cidade das rotundas. Disseram-me, posteriormente, que devido às rotundas tinham “baixado” os acidentes rodoviários na zona, se assim é, façam-se rotundas de norte a sul do país e evita-se a mortalidade devido aos aceleras que não têm respeito pelos outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; A Viseu (aqui nasceu D. Duarte) chamo de cidade jardim. Talvez hajam outras mas passear no Parque da Cidade ou ver outros locais cheios de verde, fazem-me sentir lá bem. Não é por mero acaso que Viseu é chamada de «Cidade do Verde Pinho».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/ViseuDDuarte.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Cheguei lá na altura do almoço, a meio da semana, e recebi um telefonema desse meu amigo e combinámos o jantar para a Feira de S. Mateus pelas 20h30’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Estava um calor intenso e depois de se arranjar hotel, um hotel simpático, onde, pela decoração antiga, fazia-nos transportar para o tempo em que as camas tinham reposteiros, as senhoras usavam saias compridas e corpetes, e os homens “collantes” com as caras polvilhadas de pó de arroz. &lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0014851.gif" width="25" height="25" border="0" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/HotelAvenida.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Há que visitar a cidade. Depois do reconhecimento feito do local da Feira de S. Mateus, à que começar pelo Rossio onde se pode admirar o magnífico Painel de Azulejos, o edifício dos Paços do Município, passear no Jardim Tomás Ribeiro e depois sentar-se no Parque Aquilino Ribeiro (um reparo, aqui há uns bancos de jardim tão baixos que depois de sentado os joelhos quase me batiam na cara), onde se encontra a Capela da Sr.ª da Vitória. Ao lado do Parque encontra-se a Igreja dos Terceiros de S. Francisco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Ver ruínas romanas dentro da própria cidade, através de um vidro demonstra que Viseu já no passado era um ponto de referência e não é por acaso que Viriato lhes fez frente e só foi vencido pela traição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; A Sé Catedral e o Museu Grão Vasco, o Cruzeiro, a estátua de D. Duarte, a Igreja da Misericórdia, a Fonte das 3 Bicas fazem parte do roteiro obrigatório de todo o visitante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/Viseu1.gif"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Muito mais há para ver, fica a promessa de lá voltar agora com mais tempo pois o tempo urgia e estava na hora de ir até à Feira de S. Mateus já com um historial de mais de 600 anos (as primeiras referências datam de 1392).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Inicialmente, pareceu-me que a Feira estava longe de ter a fama que a suporta há já longos anos. Dividia-se em quatro vertentes, diversão, artesanato, comes e bebes e uma área destinada a exposições mobiliários e afins. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Com uma zona central para espectáculos ao vivo, foi ao cair da noite que a magia saiu com arcos iluminados em tons de azuis e vermelhos, dando então à feira o cariz de que estava à espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/FSMateus.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp; - Mário – ouvi junto à zona das exposições. Voltei-me, ali estava o meu amigo Flávio mais a sua simpática esposa, quarenta anos depois. Um abraço, um recordar dos nossos velhos tempos, das nossas corridas de trotinete, da nossa rua dos nossos amigos, dos nossos irmãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Foi bom ver-te Flávio. Até à próxima!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-9150842370187121341?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/9150842370187121341/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=9150842370187121341&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/9150842370187121341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/9150842370187121341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2007/09/viseu.html' title='Viseu'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-6517537303538199277</id><published>2007-07-09T04:16:00.000+01:00</published><updated>2008-07-16T04:17:55.271+01:00</updated><title type='text'>De Sul a Sul...</title><content type='html'>&lt;embed src="http://marius70.no.sapo.pt/MPP_TiaAnicaLoule.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&amp;nbsp; Do céu água caía e perspectivas de dias melhores não estavam previstas num horizonte recente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Desta vez a viagem seria directa, sem outras paragens que não fosse um ligeiro repouso em áreas de serviço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Cada vez mais se nota a diferença climática de ano para ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; O local de férias encontrava-se estranhamente deserto comparado a anos anteriores, pudera com o tempo que se fazia sentir só as gaivotas é que se afoitavam em voos para estas paragens, gaivotas e eu, bom, também não era o único que lá estava, haviam mais uns heróis que se calhar não puderam alterar as férias e lá tiveram que gramar o mau tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;strong&gt;Lagos&lt;/strong&gt;, continua a ser para mim uma cidade sempre a rever. Gosto de estar na marginal, vendo os barcos a sair e entrar na Marina, e quando os mastros dos barcos são altos eis que a ponte se abre para deixar os barcos passar. Foi de Lagos que partiu D. Sebastião para a derradeira viagem até Alcácer-Quibir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Hoje resta a lembrança da estátua de Cargaleiro, do Rei menino, nas Portas de Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Buganvílias dão às ruas um colorido especial, e uma visita às Igrejas com as suas belas talhas, assim como o nicho dedicado a S. Gonçalo, padroeiro de Lagos no Arco com o mesmo nome, é de visita obrigatória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/Lagos.gif"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Em &lt;strong&gt;Alvor&lt;/strong&gt;, os barcos encontravam-se serenos na sua Ria enquanto o tempo continuava cinzento. Três dias de praia em duas semanas e, por duas vezes, a praia foi interrompida devido ao tempo agreste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/Alvor.gif"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;strong&gt;Portimão&lt;/strong&gt; para visitar e comer os gelados de sabor na gelataria «Coromoto» junto ao Mercado Municipal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Ver «O Mundo de Areia» em &lt;strong&gt;Algoz/Pêra&lt;/strong&gt; é um espectáculo. Este ano está simplesmente fantástico e pode-se ir de tarde e à noite com tudo iluminado com o mesmo bilhete. A não perder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Uma subida até ao &lt;strong&gt;Pico da Picota&lt;/strong&gt;, em Monchique, a 774 metros. Subir aquilo de carro é uma aventura, estrada estreita quase não permite o cruzar com outro carro e se de um lado é encosta do outro é precipício. Há alturas que os nossos carros se transformam em burros e desta vez tive essa sensação. Mas o Pico foi vencido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/Picota.gif"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; No regresso uma ida até &lt;strong&gt;Marmelete&lt;/strong&gt;. Casas brancas, pomares, hortenses, medronheiros e a Igreja fazem o encanto de Marmelete. Uma sandes de presunto comido num café no caminho foi quase um jantar. &lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0014851.gif" width="25" height="25" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/Marmelete.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;strong&gt;Quarteira&lt;/strong&gt; para uma visita de saudade pois foi para lá a minha primeira ida para os Algarves. Uma ida até às ruas e casa onde estive há muitos anos atrás e fora um ou outro pormenor está tudo na mesma excepto a Marginal que sofreu alterações profundas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;strong&gt;Alcoutim&lt;/strong&gt;. Foi uma agradável surpresa. O castelo, as casas, as laranjeiras, o rio Guadiana (obrigado Bitu) com Espanha à vista. No cais uma lápide, dedicada aos contrabandistas, onde está uma quadra cantada por esse cantor que é o Che Guevara da canção, Zeca Afonso no seu «Canta Camarada Canta». &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Viva a malta, trema a terra&lt;br /&gt;Daqui ninguém arredou&lt;br /&gt;Quem há-de tremer na Guerra&lt;br /&gt;Sendo homem como eu sou&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/Alcoutim.gif"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Uma visita até à &lt;strong&gt;Foz do Odeleite&lt;/strong&gt;, viagem longa mas que não vale a pena, A vista linda é do local onde tirei a foto abaixo. Mais uma vez o carro foi burro mas valeu a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/Odeleite.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; O passo seguinte foi passar a ponte e ir até &lt;strong&gt;Ayamonte&lt;/strong&gt;. Líndissima, com bancos de jardim com motivos em azulejo e espanholas tagarelas até mais não, e ainda falámos nós das portuguesas. &lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0014851.gif" width="25" height="25" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/Ayamonte.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; E assim se passaram os dias. De regresso, uma última olhada para a Ria e esperar que na próxima o tempo ajude.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-6517537303538199277?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/6517537303538199277/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=6517537303538199277&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/6517537303538199277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/6517537303538199277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2007/07/de-sul-sul.html' title='De Sul a Sul...'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-8004148675867502525</id><published>2007-06-14T04:17:00.000+01:00</published><updated>2008-07-16T05:26:33.461+01:00</updated><title type='text'>Gastronomia – Arcos de Valdevez</title><content type='html'>&lt;embed src="http://mtp.com.sapo.pt/MTPSenhordaPedra.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/AValdevez.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&lt;FONT color=#FF3300&gt;&lt;strong&gt;Arcos de Valdevez&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt; – &lt;FONT color=#000099&gt;&lt;em&gt;Cozido à Portuguesa, as Papas de Sarrabulho, os Rojões, o Cabrito Assado, a Costela Barrosã, a Lampreia e o Bacalhau à Violeta.&lt;/em&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/CozMinhota.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;FONT color=#FF3300&gt;&lt;FONT size=2&gt;COZIDO À MINHOTA&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ingredientes:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1/2 galinha gorila; &lt;br /&gt;350g de presunto; &lt;br /&gt;350g de carne de vaca (perna); &lt;br /&gt;salpicão; &lt;br /&gt;250 g de orelheira ou focinho filmados;&lt;br /&gt; 1 couve tronchuda; &lt;br /&gt;3 cenouras; &lt;br /&gt;5 batatas; &lt;br /&gt;sal;&lt;br /&gt;pimenta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para o arroz: &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;350 gr de arroz; &lt;br /&gt;1 cebola; &lt;br /&gt;1 dl de azeite;&lt;br /&gt;As asas e o pescoço de frango (ou de 1 galinha); &lt;br /&gt;50 g de presunto;&lt;br /&gt;Sal e pimenta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Preparação: &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Depois de arranjada, introduz-se a galinha numa panela grande com água fria. Junta-se a carne de vaca e a orelheira (ou o focinho). Quando a galinha estiver meio cozida, metem-se na panela o presunto e o salpicão. Meia hora depois juntam-se as cenouras, as couves e as batatas e deixa-se ferver durante mais meia hora. Para servir, coloca-se a galinha e a carne de vaca cortada aos bocados no centro de uma travessa e à volta põe-se a orelheira e o presunto também cortados aos pedaços, o salpicão às rodelas, as cenouras, as batatas e as couves. O arroz pode ser servido no alguidar em que vai ao forno, ou então moldado no centro da travessa e rodeado por todos os ingredientes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Preparação do arroz: &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Pica-se a cebola e, num alguidar de barro, aloura-se com o azeite, juntam-se as asas e o pescoço do frango e o presunto cortado aos bocadinhos. Deixa-se refogar. Rega-se o refogado com água – o mesmo volume do arroz –, tempera-se com sal e pimenta, deixa-se levantar fervura e junta-se o arroz lavado e bem escorrido. Logo que levantar fervura, introduz-se o recipiente no forno e deixa-se o arroz cozer até ficar seco e solto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;FONT color=#FF3300&gt;&lt;strong&gt;Sobremesas:&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;FONT color=#000099&gt; - &lt;em&gt;Charutos de Ovos, as Cavacas, o Queijo Brandas da Cachena, os Casadinhos Brancos&lt;/em&gt;, e os não menos conhecidos &lt;em&gt;Rebuçados dos Arcos&lt;/em&gt;.&lt;/FONT&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/COvos.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;FONT color=#FF3300&gt;Charutos de Ovos&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ingredientes:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Açúcar: 250 g&lt;br /&gt;Amêndoa ralada: 250 g&lt;br /&gt;Ovos: 8&lt;br /&gt;Manteiga: Uma colher&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Preparação:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Põe-se o açúcar ao lume com a água necessária até formar o ponto de cabelo. Deita-se, depois, a amêndoa ralada, as 8 gemas com uma colher de sopa de manteiga e uma casca de limão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Deixa-se ferver e deita-se numa travessa a arrefecer. Este é o recheio dos charutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Humedecem-se hóstias com clara de ovo e deita-se-lhes o recheio dentro, enrolando-as de modo a formar charutos que se envolvem em açúcar pilé.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-8004148675867502525?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/8004148675867502525/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=8004148675867502525&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/8004148675867502525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/8004148675867502525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2007/06/gastronomia-arcos-de-valdevez.html' title='Gastronomia – Arcos de Valdevez'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-1646284885057615453</id><published>2007-06-09T02:03:00.000+01:00</published><updated>2009-02-07T02:04:39.954Z</updated><title type='text'>Coimbra tem mais encanto!...</title><content type='html'>&lt;embed src="http://mfado.com.sapo.pt/Fernando%20Machado%20Soares_Balada%20da%20Despedida.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/Mondego.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&amp;nbsp; Depois de passar pelo Jardim Botânico criado em 1772 no âmbito do Museu de História Natural instituído pelo Marquês de Pombal na Universidade de Coimbra, desço as escadarias da velha Universidade onde a Cabra – o sino da torre da Universidade – marca o passo à passagem das horas. Pelo Jardim florido do Largo da Portagem vou até à ponte de S. Clara debruço-me sobre o Rio Mondego. Olho em direcção do açude para a zona do Choupal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; O rio, bonançoso, espraia-se pelas margens onde gaivotas vão debicando o que lhes aparece no leito lodoso. Do meu lado esquerdo o Portugal dos Pequenitos, a Quinta das Lágrimas onde, segundo reza a lenda, era aqui que Pedro e Inês se encontravam em segredo. Conta-se que a existência de um pequeno canal, junto à hoje denominada Fonte dos Amores, servia para transportar as cartas dos dois amantes, mais acima o Mosteiro de Santa Clara-A-Velha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Do meu lado direito o bulício da cidade. Sigo pelo Parque do Vale das Flores passo o Estádio Cidade de Coimbra e vou até ao Penedo da Saudade. Miradouro da Cidade de Coimbra (de onde antes se via o Mondego e os arvoredos das suas quintas em redor hoje só se vêem prédios), eis o Parque dos Poetas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; No Retiro dos Poetas, placas com poemas gravados de alguns dos maiores vultos da literatura portuguesa dedicados aos amores e às saudades de quem parte após o curso acabado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/PedraPenedo.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Olho demorado a cidade. Imagino como devem ter sido as noites coimbrãs, da boémia, dos namoros dos estudantes e das tricanas. De Hilário com a guitarra a cantar poemas de amor, de sonhos desfeitos, de doutores e engenheiros com canudo e não de uma qualquer UnI, dos fados e baladas de Coimbra tocadas e cantadas por Carlos Paredes, José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Luís Goes, Fernando Machado Soares, das Tunas Coimbrãs e penso que se algum dia tive outra vida passei por certo por ser um estudante de Coimbra. Se há fado ou balada que me toca ela é sem dúvida ao som dessas guitarras e vozes para sempre imortais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Coimbra tem mais encanto&lt;br /&gt;Na hora da despedida…&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;strong&gt;Mais Fados e Baladas de Coimbra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://fcoimbra.com.sapo.pt/index.html" target="_blank"&gt;Aqui&lt;/a&gt;&lt;/center&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Dedico esta minha página a uma grande amiga da net já do tempo dos fóruns e que tenho o privilégio de a conhecer pessoalmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ti amiga Mizé do blogue &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;a href="http://pascoalita.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Pascoalita&lt;/a&gt; com muita amizade pois sei que também gostas destes fados.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-1646284885057615453?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/1646284885057615453/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=1646284885057615453&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/1646284885057615453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/1646284885057615453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2007/06/coimbra-tem-mais-encanto.html' title='Coimbra tem mais encanto!...'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-2244806461826099448</id><published>2007-04-23T04:18:00.003+01:00</published><updated>2009-09-07T05:22:35.673+01:00</updated><title type='text'>De Mogadouro a Freixo de Espada à Cinta</title><content type='html'>&lt;embed src="http://mtp1.com.sapo.pt/GGChinGlinDin.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp; Vai marius por serras, montes e um rio serpenteia na paisagem, é o Douro. Aqui e ali, um coelho espreita &lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/coelho.gif" width="62"&gt; . O seu podengo e o seu cavalo lusitano &lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/cavalocao.gif" width="78"&gt;  espantam-se com os barulhos da Primavera. Os pássaros &lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0015521.gif" width="75"&gt; chilreiam, a água cristalina vai correndo nos ribeiros. Novas vidas nos covis, nos ninhos esperam ansiosamente pelos pais que lhes irão trazer nova ração. É assim a vida de quem sabe ser pais e não atiram os filhos para a valeta.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;strong&gt;Macaduron,&lt;/strong&gt; de origem árabe, "nasce" como &lt;strong&gt;Mogadouro&lt;/strong&gt; para a nacionalidade portuguesa em 1272 com foral do Rei D. Afonso III. D. Dinis em 1279 concede a vila aos Templários mandados para as calendas pela Ordem de Cristo até que os Távoras, não sendo nem Templários nem da Ordem mas tendo poderio, impuseram-se, até que o Marquês de Pombal os perseguiu e aproveitando o terramoto em Lisboa mandou enterrar alguns vivos que sendo Távoras ainda melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;em&gt;Enfim!... É um Portugal dos pequeninos este, ninguém respeita ninguém e quem se lixa é sempre o mexilhão, Mogadouro não mais voltou a ser o que era.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt="Mogadouro - Pelourinho" src="http://mariusangol.no.sapo.pt/pelourMogadouro.gif" align="left" hspace="10"&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&amp;nbsp; Desses tempos ainda restam a torre e ruínas do antigo castelo dionísico, perto do qual se pode ver o pelourinho, de fuste hexagonal e cabeça de quatro pontas.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;img alt="Mogadouro - Ponte Romana" src="http://mariusangol.no.sapo.pt/promMogadouro.jpg" align="right" hspace="10"&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&amp;nbsp; A visitar: a Igreja Matriz, moradias brasonadas, o Convento de S. Francisco e que tal passar na ponte romana? É sempre um prazer passar por uma ponte por onde os romanos passaram e que resiste às intempéries e à passagem dos milénios! &lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0014851.gif" width="25" height="25" border="0" /&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt="Mogadouro - Monóptero" src="http://mariusangol.no.sapo.pt/monoptero.jpg" align="left" hspace="10"&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&amp;nbsp; Curioso é o “Monóptero” de S. Gonçalo na velha Quinta de Nogueira pertença dos Távoras, um exemplar barroco de grande raridade, sem função rigorosa atribuída, mas com banquinhos no seu interior nada melhor serviria do que passar ali os Távoras as suas tardes ouvindo o chilrear da passarada, digo eu!...&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt="Mogadouro - Fraga da Letra" src="http://mariusangol.no.sapo.pt/escrupestre.jpg" align="right" hspace="10"&gt;&amp;nbsp; Subir à serra da Castanheira e admirar o lençol branco formado pelas flores das amendoeiras na Primavera ou até a Penas Roias para visitar o velho Castelo e a torre obra de Gualdim Pais, o panorama subjacente e visitar as pinturas rupestres «Fraga da Letra» é, com uma boa e posta de vitela a famosa «Posta Mirandesa», um bom passeio para quem teima ir para fora com tanta coisa bela cá dentro.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img alt="Freixo Espada à Cinta - Torre do Relógio" src="http://mariusangol.no.sapo.pt/torreFECinta.gif" width="128"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;embed src="http://www.cm-freixoespadacinta.pt/menu.swf?menu2=1&amp;doc=19" width="138" height="300" quality=high pluginspage="http://www.macromedia.com/shockwave/download/index.cgi?P1_Prod_Version=ShockwaveFlash" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;strong&gt;Freixo de Espada à Cinta&lt;/strong&gt;, será anterior a Cristo, pré-romana como  o atestam a arte rupestre pré-histórica, da qual o “cavalo de Mazouco” foi o primeiro sítio de arte rupestre paleolítica de ar livre descoberto no território português, e uma enorme quantidade de vestígios castrejos que ainda hoje podem ser apreciados nos seus devidos locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Seria um fidalgo Godo – Espadacinta – que aqui se bateu com bravura ou de um fidalgo leonês cujo brasão tinha um feixe e uma espada ou o próprio El-Rei D. Dinis (este Rei está em todas, não bastava ir a Odivelas… &lt;a href=http://marius70.blogs.sapo.pt/arquivo/1065261.html target="_blank"&gt;Clicar Aqui)&lt;/a&gt;que encostara a sua espada a um freixo (que ainda existe junto ao Castelo) aquando da sua visita à terra a dar o nome a esta vila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; No início do século XVI era uma poderosa praça de guerra cercada de muros e dotada de três torres mestras, das quais actualmente só resta uma, facetada e heptagonal exemplar único na Península Ibérica: a denominada Torre do Galo ou do Relógio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; O pelourinho manuelinho, conservando ainda todas as ferragens no capitel, as suas fragas, a Igreja da Misericórdia, as amendoeiras em flor, a Fonte de Ménones, a Calçada de Alpagares, a Ponte Romana do Candedo, a Ribeira do Mosteiro, os seus trabalhos artesanais em seda (até 1791 Freixo possuiu 4 fábricas e 71 teares), e a paisagem magnifica que a região demarcada do Douro oferece ao visitante, é o suficiente para todos os anos este roteiro ser obrigatório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img alt="FECinta - Amendoeiras" src="http://mariusangol.no.sapo.pt/amendoeiras.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Mês de Abril vai lentamente chegando ao fim. Diz o povo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;FONT color=#0000FF&gt; &lt;br /&gt;Abril chove para os homens e Maio para as bestas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Abril chuvoso, Maio Ventoso, fazem o ano formoso.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Abril e Maio são as chaves de todo o ano.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Abril frio e molhado, enche o celeiro e farta o gado.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Abril mete a ovelha no covil.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Abril molhado, ano abastado.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Abril, águas mil, cabem todas num barril.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Abril, ora chora, ora ri.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Abril, tempo de cuco, de manhã molhado e à tarde enxuto.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;As manhãs de Abril são boas de dormir.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Borreguinho de Abril, tomaras tu mil.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em Abril abre a porta à vaca e deixa-a ir.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em Abril cada pulga dá mil.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em Abril queimou a velha, o carro e o carril; e uma cambada que ficou, em Maio a queimou.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Negócios no mês de Abril, só um é bom em mil.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Vinha que rebenta em Abril, dá pouco vinho para o barril.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Velha sabedoria do povo que com o buraco de Ozono e as alterações climáticas dentro de alguns anos só fará parte da memória colectiva e nada mais.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-2244806461826099448?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/2244806461826099448/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=2244806461826099448&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/2244806461826099448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/2244806461826099448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2007/04/de-mogadouro-freixo-de-espada-cinta.html' title='De Mogadouro a Freixo de Espada à Cinta'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-6459404528053709945</id><published>2007-04-02T04:19:00.000+01:00</published><updated>2008-07-16T04:21:08.591+01:00</updated><title type='text'>Lendas, Amendoeiras e Castelos</title><content type='html'>&lt;embed src="http://mtp1.com.sapo.pt/BVJTareio.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp; O sol vai aquecendo lentamente o dia. O frio ainda aperta mas pelos campos, pequenas flores; Malmequeres, Dentes-de-Leão vão fazendo a sua aparição. A passarada prepara o ninho para a prole que vem a caminho. As andorinhas, apanhadas de surpresa pelo frio, ainda não surgiram pois marius não as vê nos beirais das casas. É a Primavera que timidamente vai chegando.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Em &lt;strong&gt;Sendim da Serra&lt;/strong&gt; uma pastora tinha o costume de fazer um altar, enquanto o rebanho pastava na serra, colocando uma estampa de uma senhora e ornamentando com flores silvestres que apanhava no campo. Intrigava-lhe o facto de ali haver tais flores e, então, apareceu-lhe uma linda senhora que lhe explicou a razão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; A pastora contou à mãe o sucedido e esta não acreditando mandou a filha para outro local. A pastorinha voltou a fazer o altar no novo local e a senhora voltou-lhe a aparecer pedindo que lhe fosse edificada uma Igreja. O povo ao saber de tal pedido acompanhou a pastora levando duas velas na mão para acender quando a senhora surgisse. Velas acesas e o povo sem nada ver. De repente levanta uma violenta tempestade de ventania e pó, as velas permanecem acesas e as chamas ficam firmes e hirtas como uma barra de ferro. Aí o povo acreditou e mandou erigir uma capela mas não no local onde a pastora queria. Pareciam as obras de S. Engrácia, faziam durante o dia e à noite tudo ruía. Lá resolveram fazer a vontade à pastorinha e construíram o templo no local desejado. Certo é que as obras andaram mais depressa que o previsto (era bom que fosse sempre assim) e bem depressa a Igreja dedicada a Nossa Senhora de Jerusalém ficou concluída, e tudo porque um dia desceu à terra para explicar que as flores podem nascer sem serem semeadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Estas lendas, com algumas variantes, aparecem muito por este país à beira-mar plantado e quase sempre são pastorinhos os que têm o ensejo de serem escolhidos pelos poderes divinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt="Alfandega da Fé" src="http://mariusangol.no.sapo.pt/AlfandegaFe.jpg" align="left" hspace="10"&gt;&amp;nbsp; Vai Marius a caminho de &lt;strong&gt;Alfândega&lt;/strong&gt; (agora talvez leve mais um L e passe a ser Allfandega) &lt;strong&gt;da Fé&lt;/strong&gt;. De fundação árabe, Alfandagh levou o Fé de alguns cavaleiros de esporas douradas que ajudaram os habitantes de Chacim e Castro Vicente a libertá-los da tutela e imposto desonroso do rei mouro que ali governava, que mais não era que entregar a este rei as donzelas da região (já contei esta lenda no tema &lt;a href="http://mariusangol.blogs.sapo.pt/arquivo/2006_01.html#914925" target="blank"&gt;«Pelo Rio Tua»&lt;/a&gt;). É o que faz meterem-se os mouros com este povo abençoado, portam-se mal levam com as contas do rosário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Sem monumentos dignos de visita, há que ir até á serra de Bornes e ver as gravuras rupestres dos tempos pré-históricos da Quinta da Ridevives.&lt;br /&gt;Há que aproveitar esta época para ver as amendoeiras em flor ou ir até à Ermida de Nossa Senhora dos Anúncios e dali avistar um cenário fascinante desde o vale às montanhas circundantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Se estiver na hora da janta nada melhor que aproveitar a excelente comida regional com as típicas greladas nos lagares de azeite. Um bacalhauzinho assado, uns grelinhos tenrinhos, batatinhas assadas, tudo molhado no azeite novo e regado com o bom vinho não há repasto melhor. Ter atenção que deve beber com moderação e se não fizer não se meta à estrada e durma um sono descansado. É que já é moda andar em contramão e não seja mais um que devido aos efeitos etílicos não veja a tal sinalização e coloque a sua e outras vidas em risco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Em &lt;strong&gt;Sambade&lt;/strong&gt; veja a bonita Igreja Matriz setecentista, de frontaria joanina e os fornos tradicionais. Aproveitaram os de Sambade, o desenvolvimento que lhes trouxeram as antigas indústrias de lã e do bicho-da-seda e dela fizeram pólo de desenvolvimento rural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Marius vai a seguir até Mogadouro. Irá ver da Barragem da Estevinha as ruínas da torre de menagem do Castelo de Mogadouro de quem eram alcaides-mores, os Távores fidagais inimigos do Marquês de Pombal.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img alt="Mogadouro - Castelo" src="http://mariusangol.no.sapo.pt/CastMogadouro.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-6459404528053709945?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/6459404528053709945/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=6459404528053709945&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/6459404528053709945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/6459404528053709945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2007/04/lendas-amendoeiras-e-castelos.html' title='Lendas, Amendoeiras e Castelos'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-7728475140309657184</id><published>2007-02-12T04:21:00.005Z</published><updated>2009-09-07T05:15:35.507+01:00</updated><title type='text'>Por costumes e terras transmontanas</title><content type='html'>&lt;embed src="http://mtp.com.sapo.pt/BVJCantigadoBombo.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&amp;nbsp; &lt;em&gt;Dos telhados para as goteiras cai a água da chuva. O céu, cinzento, dá o mote para que muitas pessoas se desculpem para não cumprirem o seu dever cívico. Anos atrás tinha sido o calor, verão, praia, agora é a chuva, lar doce lar. Depois lastimam-se mas este é um povo que sempre se lastimou e nada faz para mudar o rumo dos acontecimentos, é sereno, já alguém o disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Marius olha para o horizonte certo de que a paisagem, os usos e os costumes deste país foi feito através de milénios de natureza, de homens e mulheres que sabiam enfrentar as vicissitudes, se não com um sorriso que as dificuldades não davam para isso, com a força dos seus braços e do seu querer. Já não há Homens como dantes, ai Maria da Fonte que não havia Cabral nenhum que não andasse à frente das tuas pistolas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/antaZede.jpg" align="left" hspace="10"&gt;&amp;nbsp; &lt;strong&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;Carrazeda de Ansiães&lt;/strong&gt; cuja fundação é anterior à da Nacionalidade, tem na anta de Zedes ou na gruta da Rapa, com inscrições rupestres, vestígios da sua antiguidade.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/pelourcaransiaes.jpg" align="right" hspace="10"&gt;&lt;br&gt;&amp;nbsp; A Vila de Carrazeda de Ansiães tem vários pontos de interesse, como casas nobres, Moinho de Vento, o velho pelourinho já não existe tendo sido o actual erguido no século XVIII. Junto ao pelourinho duas fontes; a Fonte das Sereias , com se de taça fora de pedra bordada sustentada por sereias e outra Fonte com Tanque, encravada num dos muros de cantaria. Nessa mesma zona cheia de rusticidade, os antigos Paços do Concelho e os actuais, a Igreja Matriz de 1790 com Torre lateral esquerda quadrangular e de 4 sinos, toda a zona antiga, o Jardim ou Praça D. Lopo Vaz de Sampaio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Se encantado vem de Carrazeda nada como ir até aos arredores apreciar em Lavandeira a sua Santa Eufémia, entre o renascença e o barroco, com um alpendre cujo telhado é sustentado por colunas toscanas.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Em &lt;strong&gt;Mazagão&lt;/strong&gt; a sua esplêndida igreja, as Caldas de S. Lourenço e as suas sulfurosas águas; a pré-histórica vilazinha da Castanheira; a Igreja de Seixo de Ansião com o seu altar de talha dourada, ou ir até às Calçadas ver a fraga rectangular com uma marca semelhante a uma ferradura e que dizem ter sido feita pelo cavalo do Diabo quando, numa Sexta-Feira, vendo feiticeiras a dançar junto ao fragueiro do Silva esporou o seu corcel que, de crina ao vento, se juntou a elas depois de um voo de 6500m. Deve ter “roubado” o cavalo Pégaso ao Hércules.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; De &lt;strong&gt;Senhora da Ribeira&lt;/strong&gt; podemos apreciar o Douro e os seus vinhedos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Os transmontanos sabem como curar a espinhela caída e com massagens no antebraço e fazendo impressões com o polegar molhado em azeite vão dizendo a seguinte ladainha:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Espinhela, tim tim no osso&lt;br /&gt;Com Nosso Senhor Jesus Cristo&lt;br /&gt;Esteve no horto&lt;br /&gt;Espinhela tim tim nas veias&lt;br /&gt;Com o Nosso Senhor Jesus Cristo&lt;br /&gt;Esteve em terras alheias.&lt;br /&gt;Espinhela, tim tim forte&lt;br /&gt;Com Nosso Senhor Jesus Cristo&lt;br /&gt;Esteve na hora da sua morte.&lt;br /&gt;Em louvor de Deus, Virgem Maria&lt;br /&gt;E S. Gonçalo um Pai-Nosso e Ave-Maria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus me ajude&lt;br /&gt;Em nome da virtude.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Nada como a fé e até a espinhela sobe com tamanha devoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Vai marius a caminho de &lt;strong&gt;Vila Flor&lt;/strong&gt; sem antes não deixar de ver as imponentes ruínas do Castelo de Ansiães e da Igreja de S. Salvador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Do Altos da Senhora da Lapa e da Nossa Senhora da Assunção vê marius magníficas paisagens de Vila Flor. Conta a lenda que D. Dinis, no caminho para a raia de Miranda, ao encontro de sua noiva - Isabel de Aragão, achou o lugar tão belo e florido que, a jeito de trovador, lhe chamou ”FLOR” e, assim, por acção do rei-poeta, a Póvoa de Além-Sabor se alterou para Vila Flor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/ddinisvflor.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/portaddinis.jpg" align="left" hspace="10"&gt;&amp;nbsp; &lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;D. Dinis mandou construir um castelo e muralhas com cinco portas em arco, restando hoje só uma que tem o nome do monarca.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; A igreja Matriz, reconstruída no século XVIII em estilo barroco, a sua magnífica biblioteca-museu com cerca de 20000 volumes, o outeiro da Senhora da Lapa, a barragem hidroagrícola do &lt;strong&gt;Peneireiro&lt;/strong&gt; e as águas mineromedicinais de Bensaúde no fértil vale da Vilariça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Vai marius até às &lt;strong&gt;Vilas Boas&lt;/strong&gt; onde por lá andaram civilizações proto-históricas como também se pode ver nas anexas de Ribeirinha, junto ao rio Tua, e de Meireles, no sopé da serra de Faro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; De visita obrigatória é o Santuário de Nossa Senhora da Assunção, construído no local em que existiu outrora um castro, um importante local de defesa, pelo que ainda se pode de ver pelas muralhas existentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Está de chuva. Lar doce lar disseram milhares de portugueses. Com a túnica sobre os ombros marius abriga-se. Chega por hoje de viajar pelo país, melhores dias virão!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-7728475140309657184?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/7728475140309657184/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=7728475140309657184&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/7728475140309657184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/7728475140309657184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2007/02/por-costumes-e-terras-transmontanas.html' title='Por costumes e terras transmontanas'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-3976602366518249917</id><published>2006-12-02T04:22:00.000Z</published><updated>2008-08-12T12:19:53.125+01:00</updated><title type='text'>Na Vinha e no Vinho!</title><content type='html'>&lt;embed src="http://mtp1.com.sapo.pt/MusicaTPortuguesaOramaoquelindarama.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&lt;EM&gt; &amp;nbsp; Marius alonga o seu olhar para além das Serras. Um país alagado, por incúria por desleixo de quem há séculos não sabe aproveitar os recursos hídricos que a natureza nos dá, criando condições para que a água não esvazie para o mar e para que, em tempo de sequeiro, o mesmo seja atenuado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Hoje estende-se a mão a pedir verbas considerando calamidade pública por água a mais, amanhã estende-se a mesma mão por falta dela. Vá-se lá compreender isto.&lt;/EM&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Marius deixa Fisgas de Ermelo para trás. A passo, o seu cavalo lusitano, envereda por caminhos escorreitos a caminho de Sabrosa. O seu podengo, &lt;img alt="podengo" src="http://mariusangol.no.sapo.pt/cao.gif" width="75" height="73" border="0" /&gt; aqui e ali espreita os buracos à procura de coelhos que, pelos vistos, estão no remanso da sua toca preparando o espaço para uma nova ninhada que irá nascer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; O céu carregado de nuvens escuras dá o mote para um cavalar mais rápido. A chuva tem caído dos céus e o que deveria ser uma bênção é um ai Jesus de quem vê a sua casa alagada por a ter construído nos veios freáticos ou junto à zona ribeirinha. Mas já não há cura… Será sempre assim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/vistasabrosa.jpg" width="500"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;strong&gt;Sabrosa&lt;/strong&gt;, antiga Soverosa, contém vestígios que datam do Neolítico, como sejam os numerosos monumentos funerários, antas ou dólmenes, de tipo mamoa. No castro quase contíguo, o Castelo dos Mouros, ou Cristelo como é hoje conhecido o Castelo da Sancha do tempo da Idade do Ferro sofreu alterações aquando a permanência dos romanos no nosso país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/fmagalhaes.jpg" align="left" hspace="10"&gt; &amp;nbsp;Em Sabrosa nasceu Fernão de Magalhães, como infelizmente a história que se ensina hoje aos nossos filhos já se esqueceu dos grandes vultos da nossa História, é bom relembrar que se deve a Fernão de Magalhães, os planos e execução parcial da primeira viagem de circum-navegação do planeta. Nas hoje Filipinas, foi morto Magalhães numa rixa com os indígenas, a quem pretendia converter ao cristianismo. Foi o seu piloto Elcano que acabou por fazer o resto da viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; A Igreja Matriz de Sabrosa, com a sua capela-mor do séc. XVII, a Casa dos Canavarros e a dos Marinhos, o pelourinho de Gouvães e os numerosos brasões de solares e a paisagem de Covas de Moura merecem uma visita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Triste é que ao procurar fotos de Sabrosa para melhor a dar a conhecer encontrei do jogador Simão, que também é Sabrosa muitas, da vila de Sabrosa poucas. Vale a pena saber dar uns pontapés na bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Vamos lá até Favaios provar a boa casta dos vinhos do Douro, o vinho do Porto e o Moscatel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;strong&gt;Favaios&lt;/strong&gt; é a antiga Flavius, situada num planalto a 600m de altitude, vive essencialmente da agricultura, nomeadamente da cultura vitivinícola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/vinhafavaios.jpg" width="500"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Em Favaios, aconselha-se uma visita mais demorada à Igreja Matriz, as Capelas (Santo António, São Jorge, Santa Barbara, São Paio e Senhor Jesus do Outeiro), à Casa dos Sepúlveda, à Fonte do Largo, à Casa Brasonada, ao Castro Romano, à Calçada Romana e ao morro de Santa Barbara. O seu belo chafariz e a Casa dos Távoras são ainda aqui monumentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;O pão caseiro ainda é o que era e com um “conduto” a condizer acompanhada de uma boa pinga de Moscatel olhando para os socalcos dos vinhedo, temos um dia bem passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;De Favaios vai até Alijó, onde marius já estivera depois de subir e descer serras. Será que ainda existe o secular e frondoso plátano, plantado em 1856? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/pelourinhoalijo.jpg" align="left" hspace="10"&gt; &lt;strong&gt;Alijó&lt;/strong&gt;, cuja etimologia teria origem na existência na zona da histórica Legião Romana Legio Spetima Gemina, outras teses indicam que o topónimo advém da palavra Ligioo, mais tarde Lijó, que pretenderia significar a natureza pedregosa do local naquela época. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Implantada num eixo que terá servido de fronteira em permanentes mutações, dividia cristãos e árabes. Foi por estes destruída e posteriormente abandonada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Teve o primeiro foral em 1226. O pelourinho, as capelas do Senhor do Andor ou dos Passos; a capela de Nossa Senhora dos Prazeres, no monte da Cunha, a de Santo António, no monte do Vilarelho, os brasões da Casa de Mansillas e da Casa de Arca são conjuntos arquitectónicos de real valor e em Carlão são notáveis as pinturas rupestres de Pala Pinta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Em &lt;strong&gt;S. Mamede de Ribatua&lt;/strong&gt; nasceu o escultor Teixeira Lopes e a laranja destes sítios é considerada a melhor de Portugal.&lt;br /&gt;É aqui em S. Mamede que se pode observar o rio Tua em toda o a sua imponência, do caminho-de-ferro que o serpenteia e das serras que o circundam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Vai marius até &lt;strong&gt;Vilar de Maçada. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Mamede t’acrescente&lt;br /&gt;São Mamede te levede&lt;br /&gt;São João faça bom pão&lt;br /&gt;Em louvor da Virgem Maria&lt;br /&gt;Padre Nosso, Ave Maria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Assim se benze o pão feito artesanalmente em Vilar de Maçada, tal como em Favaios. Denominada inicialmente por Vilar de Nossa Senhora da Conceição, recebeu foral de D. Afonso III em 1253 e, segundo a lenda, deve o seu nome actual a um fidalgo mouro que teria salvo a vida a D. João I na batalha de Aljubarrota com o seu maço, daí… Maçada. Afinal nos mouros também havia boa gente senão a história de Portugal teria perdido o nosso rei prematuramente e não haveria a ínclita geração que tanto deu a Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A visita à Igreja Matriz, a sede dos Correios edificada sobre as ruínas da antiga Capela de Borba e a casa da Fonte fazem o ramalhete de visitas a esta freguesia que tem como patrono o Senhor Jesus da Capelinha com festejos em princípios de Julho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Depois de um pão caseiro, do vinho Moscatel e de laranjas do melhor que se produz em Portugal, marius afaga o seu cavalo, alisa-lhe o pelo e com o seu podengo a saltitar à sua frente dirige-se à pousada para um repouso merecido.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-3976602366518249917?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/3976602366518249917/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=3976602366518249917&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/3976602366518249917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/3976602366518249917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2006/02/na-vinha-e-no-vinho.html' title='Na Vinha e no Vinho!'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-2133318599436455548</id><published>2006-10-15T04:23:00.003+01:00</published><updated>2011-07-04T02:04:26.475+01:00</updated><title type='text'>... Nos Algarves!</title><content type='html'>&lt;embed src="http://mtp1.com.sapo.pt/RFdLuzdeTaviraCorridinhoMariola.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;EM&gt;Intróito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Algarve não são só praias, a estória dos povos que demandaram a estas paragens, as suas lendas e os seus costumes serão objecto de uma escrita mais detalhada quando de novo voltar a estas paragens no seguimento do meu «Rumo ao Sul» que por enquanto permanece bem lá no norte em &lt;a href="http://mariusangol.blogs.sapo.pt/arquivo/2006_05.html#1021880" target="_blank"&gt;Fisgas de Ermelo&lt;/a&gt;&lt;/EM&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Desce Marius a Serra de Monchique, depois das maravilhosas paisagens desfrutadas, a caminho de &lt;STRONG&gt;Alvor&lt;/STRONG&gt; onde permanecerá por algum tempo, sendo daí o seu ponto de partida para outras viagens por terras algarvias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Com o terramoto de 1755 e com a supressão dos Távoras (Alvor era pertença desta família), Alvor ficou reduzida à categoria de aldeia dependente de Portimão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Tendo Alvor um areal bastante intenso, é na Praia dos Três Irmãos que marius desfruta o calor, a água tépida e a aventura de passar o mar para as outras praias adjacentes, seja em preia-mar ou baixa-mar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Ali todos os anos vê marius os filhotes das gaivotas a dar os seus primeiros bater de asas, o grasnar para serem alimentados e curiosamente assistiu a uma cena que lhe fez lembrar o filme «Os Pássaros» de Alfred Hitchcock.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;  Um filhote de gaivota estava junto à praia numa saliência de uma das muitas falésias existente. Um veraneante, sem se aperceber, aproximou-se do local da cria. De repente marius ouve um grasnar violento e do alto da falésia vem em voo picado uma gaivota em direcção ao sujeito. Passa várias vezes a rasar a cabeça do mesmo e este nem se apercebia da situação. Chamou marius a atenção e, só quando a gaivota voltou de novo ao ataque é que ele percebeu a razão daquilo e só quando se afastou do local é que a gaivota voltou a sua atenção para o filhote que junto a uns tufos de ervas piava pedindo auxílio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Em &lt;STRONG&gt;Abicada&lt;/STRONG&gt; marius pisa solo romano, as suas “caligas” passeiam onde passearam, amaram e viveram romanos. Hoje está tudo ao abandono. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Visita em &lt;STRONG&gt;Alcalar,&lt;/STRONG&gt; uma necrópole pré-histórica. Sem guia, com indicações quase sumidas, a visita só valeu por sentir que ali outros povos sentaram arrais e faziam, como hoje, o culto aos seus entes falecidos. Para esquecer tanto desleixo à cultura dos povos que nos antecederam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;STRONG&gt;Alvor - Abicada - Alcalar&lt;/STRONG&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;embed src="http://widget-b0.slide.com/widgets/slideticker.swf" quality="high" scale="noscale" salign="l" wmode="transparent" flashvars="site=widget-b0.slide.com&amp;channel=72057594045203376&amp;cy=ms&amp;il=1" width="475" height="375" name="flashticker" align="middle"/&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Segue marius até Estombar, terra de Ibn Amar e vai a &lt;STRONG&gt;Mexilhoeira de Carregação&lt;/STRONG&gt; à procura das grutas de Ibn Amar nas margens do rio Arade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Uma placa com os dizeres sumidas e com uma pequena seta indicava a direcção. O carro feito cavalo, avança por aqueles trilhos onde só um todo terreno se pode aventurar. Fim de linha e mais nenhuma indicação. Sai e tenta saber se está no sítio certo. Uma casa arruinada é o que resta, nada nem ninguém mais… só o silêncio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; A seu lado esquerdo o rio Arade, segue a pé e o que se vê? Uma placa no chão toda partida, incompleta. Tenta marius juntar as partes que restam e lá faz referência às grutas mas onde?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; A lama envolve-lhe as sandálias, tenta ir pelos penhascos sem um rumo definido, esperando que a intuição faça o resto. Sente que está perto mas não estava preparado para aquele tipo de terreno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;  Volta ao ponto de partida e encontra um velho pescador que diz onde elas se encontram. Disse ele que já em tempos de menino ia para essas grutas, com uma lanterna e um baraço (ai esta expressão que marius se esqueceu e só quando meses depois voltou ao Algarve é que junto às ruínas romanas em Abicada voltou a relembrar-se desse termo. &lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0014851.gif" width="25" height="25" border="0" /&gt;)  e que agora as mesmas estavam encerradas com um portão de ferro e só de vez em quando iam lá os escuteiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; … E assim se faz a história cultural deste País. Falha de indicações, tabuletas partidas, e grutas fechadas. Vi mais tarde o mesmo em Abicada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Vai marius ver as esculturas de areia em Pêra. Vale a pena ir até lá. Um trabalho fabuloso, o ano passado o tema era sobre «Os Mundos Perdidos» este ano sobre a «Mitologia». &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Sobe de novo até Monchique meses mais tarde. Vai ver a Quinta da Mina que tinha ficado pendente na visita anterior a terras algarvias. Da família Mascarenhas, dona da Quinta, restam as fotografias, os cachimbos e pouco mais. Vendida e recuperada, é um local de visita para quem gosta de ver os animais no campo e o sabor do vento, diferente do da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;STRONG&gt;P. Mina&lt;/STRONG&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;embed src="http://widget-7a.slide.com/widgets/slideticker.swf" quality="high" scale="noscale" salign="l" wmode="transparent" flashvars="site=widget-7a.slide.com&amp;channel=72057594045200250&amp;cy=ms&amp;il=1" width="475" height="375" name="flashticker" align="middle"/&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Por baixo de marius corre o rio ao qual uma ponta fez mudar de nome, o Rio Gilão. Nascido no alto da serra, lá para o Gaborro ou para a Água dos Fusos, o Rio Séquita chegado à ponte romana em &lt;STRONG&gt;Tavira&lt;/STRONG&gt;, transforma-se em Gilão e com este nome se lança ao mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Cidade das 37 Igrejas com as muralhas do Castelo em bom estado e com o seu interior ajardinado, Tavira é uma cidade que pouco restou do terramoto de 1755. Lembra uma pequena Veneza com a escadaria do seu casario beijando as águas do rio. O Memorando, à entrada da velha ponte, relembra o feito dos portugueses que em 1383 se defenderam quando os vassalos de D. Beatriz lhes quiseram impor o rei de Castela… aí Valentes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Vai marius visitar algumas Igrejas após um «Arroz de Polvo», e junto a duas Igrejas ali ficou durante algum tempo, olhando em redor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Desce até ao centro e segue caminho até ao «Pêgo do Inferno» com um calor infernal. Parecendo que estava num filme do «Indiana Jones» sobe e desce por escadarias de madeira até um recanto onde vê o Inferno não o de Dante mas de muita gente balançando-se e mandando-se do espaço para as águas turvas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Soube bem a cervejinha fresquinha bebida naquele calor tórrido que faz lembrar que se o Algarve não é só praias naquele momento bem apetecia a marius estar mergulhado até ao pescoço na «Praia dos Três Irmãos».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;STRONG&gt;Tavira&lt;/STRONG&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;embed src="http://widget-ed.slide.com/widgets/slideticker.swf" quality="high" scale="noscale" salign="l" wmode="transparent" flashvars="site=widget-ed.slide.com&amp;channel=72057594045197037&amp;cy=ms&amp;il=1" width="475" height="375" name="flashticker" align="middle"/&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/center&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. - Os meus agradecimentos ao Sr. Agostinho e família do Restaurante "A Fóia" em Alvor pela simpatia e pelas preciosas indicações sobre Monchique e o Pico da Fóia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img alt="Restaurante «A Fóia» - Alvor" src="http://fotos.sapo.pt/marius70/pic/000353bh"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Vai marius a caminho da vida que o espera no seu dia-a-dia, desejando que pró ano outros recantos deste país sejam visitados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-2133318599436455548?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/2133318599436455548/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=2133318599436455548&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/2133318599436455548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/2133318599436455548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2006/10/nos-algarves.html' title='... Nos Algarves!'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-1497711035671368450</id><published>2006-09-12T04:26:00.000+01:00</published><updated>2008-08-12T13:51:53.207+01:00</updated><title type='text'>... Até aos Algarves</title><content type='html'>&lt;embed src="http://mtp1.com.sapo.pt/RFFaroCorridinhoAlgarvio.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt; &amp;nbsp; Marius, depois de uma subida íngreme, encontra-se em frente àquilo que antigamente se chamou de castelo. Está em &lt;strong&gt;Aljezur&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Um povo mede-se pelo respeito aos seus ancestrais. Os políticos, pelo que fazem para salvaguardar o património cultural desse mesmo povo. Em Aljezur isso é palavra vã. O castelo outrora octogonal, não passa de ruínas, as pedras resistentes estão a ser carcomidas pelo efeito do tempo e nada mais resta senão mato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Salva-se a vista magnífica que se desfruta quer sobre a planície, quer sobre a Costa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/casteloaljezur.gif"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Vai marius até ao centro de &lt;strong&gt;Portimão&lt;/strong&gt;. Muitas idas até às praias e, curiosamente, nunca tinha ido ao centro. Cidade agradável (mais tarde contarei neste meu Rumo pormenores desta e de outras terras visitadas), marius vai provar os sabores de gelados de um homem que, oriundo de Santa Maria de Feira, encontrou o seu pai pela primeira vez 47 anos passados. Vale a pena saber a história deste homem que fez de tudo profissão, até que um dia, a sua vida cruzou com a do seu pai, se não são os genes o que será, quando tudo abandonou e seguindo as pisadas do progenitor (que figura desde 1991 no Livro de Recordes do Guiness por ter criado mais de 700 sabores) criou a sua "Gelataria Coromoto", agora em Portimão, onde se pode provar tanto um gelado de sardinha como de… “Viagra”. &lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0014851.gif" width="25" height="25" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/geladoscoromoto.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Sobe marius a &lt;strong&gt;Serra de Monchique&lt;/strong&gt;. Ali visita um retiro para animais em vias de extinção. Não sou contra mas se houver tantos retiros destes por esse mundo afora, não haverá dúvidas que, as espécies lá representadas, ficarão extintas no… local de origem. Quando é que se vê uma “Chita” dentro de um cercado, solitária, a olhar para o horizonte sem espaço para correr e apanhar a sua presa, predicados que a natureza lhe deu?!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/chitamonchique.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adiante…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Monchique&lt;/strong&gt;. Pelas suas ruas íngremes, vai marius até ao Convento de Nossa Senhora do Desterro. Convento disse alguém, mas aquilo não é um convento é um galinheiro. Triste sina. Depois de quase lhe faltar o ar depara-lhe ruínas onde as paredes estão escoradas, onde os azulejos foram levados (inicialmente eram vendidos mas depois foi um fartar vilanagem), onde sempre que há eleições há promessas de recuperar o local mas, depois, essa vontade passa não fosse este um país adiado que, como diz o António Variações, «É p’rá amanhã». Salvaram-se as laranjas que lá marius comprou, como a provar que nos conventos é que os doces conventuais tinham razão de ser, com fruta assim!!!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt; &lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/convmonchique.jpg"&gt;&amp;nbsp; &lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/convmonchique1.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Pára para um almoço retemperador em plena Serra de Monchique. A poucos metros uma figura castiça vai ganhando uns cobres colocando as turistas em cima do seu burrico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/velhoeburro.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&amp;nbsp;Vai marius até ao pico mais alto da serra, &lt;strong&gt;Fóia&lt;/strong&gt; (902m). Desfrutando de uma vista esplêndida, um pastor apascenta o seu rebanho em plena comunhão com a natureza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/foia.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Marius desce a Serra, devagarinho como levando um pouco do sol que se vai escondendo naquela cordilheira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Fica para um “amanhã” a continuação desta delonga de um “romano” em terras Algarvias onde há pontes romanas que mudam os nomes aos rios. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-1497711035671368450?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/1497711035671368450/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=1497711035671368450&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/1497711035671368450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/1497711035671368450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2006/09/at-aos-algarves.html' title='... Até aos Algarves'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-6445907106571768819</id><published>2006-07-23T04:27:00.000+01:00</published><updated>2008-08-12T13:51:19.070+01:00</updated><title type='text'>... Pela Costa Vicentina</title><content type='html'>&lt;embed src="http://mtp.com.sapo.pt/BVJAoRomperdaBelaAurora.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt; &amp;nbsp;Marius segue agora em direcção à &lt;strong&gt;Costa Vicentina&lt;/strong&gt;. Vai &lt;EM&gt;alcursar &lt;FONT size=1&gt;(1)&lt;/font&gt;&lt;/EM&gt; terras que nunca viu, sentir a &lt;EM&gt;abafura &lt;FONT size=1&gt;(2)&lt;/font&gt;&lt;/EM&gt; própria das terras Alentejanas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/alentejo.gif"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Segue a caminho de &lt;strong&gt;Sines&lt;/strong&gt;. Por várias vezes perto passou e assim resolveu conhecer a terra onde Vasco da Gama nasceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Visita a &lt;EM&gt;Ermida de Nossa Senhora das Salas&lt;/EM&gt;, defronte ao porto de pesca. Caiada de um branco imaculado, só resta ver a fachada e andar pois, com as portas cerradas, não se pôde ver o Altar-mor em talha dourada com imagem de Nossa Senhora das Salas (século XVII), fica para uma próxima oportunidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src=" http://mariusangol.no.sapo.pt/ermidasines.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Vai até ao castelo onde as suas muralhas continuam firmes e belas desfrutando-se das suas ameias uma vista geral sobre o mar, onde o sol faz cintilar as águas como se ali estivessem miríadas de estrelas. No seu interior nada mais resta do que um terreno devastado e, uma tenda enorme ali montada para que efeito nada dizia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &amp;nbsp;Junto ao Castelo, Vasco da Gama “olha” o mar, velhos canhões ainda ali estão, mostrando um passado de guerras. Quase não é necessário dizer que os romanos foram os primeiros a fazer de Sines um centro portuário e industrial… ah, estes romanos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/vascogama.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Numa Adega típica, a “dois” passos do castelo, marius deliciou-se com umas sardinhas assadas e com um bom vinho da casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Do castelo desce à marginal e demanda a &lt;strong&gt;Porto Côvo&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Terra cantada por Rui Veloso que “roía” uma laranja na falésia, Porto Côvo tem nas suas casas pintadas de azul e branco o «ex-libris» daquela vila alentejana. Depois foi a desilusão. Descendo até ao mar, ali só se encontra um local abandonado, maltratado, candeeiros partidos, o que resta de uma casa, que no passado deve ter servido para algo, agora serve para os dejectos de quem quer “aliviar-se” em alturas mais aflitivas. O cheiro a fénico polui o ar, no miradouro a placa que deveria servir para explicar, a quem visita, a fauna marítima da região encontra-se partida e ilegível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Ao longe a Ilha do Pessegueiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src=" http://mariusangol.no.sapo.pt/ilhapessegueiro.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;De volta à estrada, marius vai a caminho de &lt;strong&gt;V. N. Milfontes&lt;/strong&gt;. Uma visita rápida ao castelo pois as suas ruas estreitas encontravam-se pejados de gente e carros que se dirigiam às suas praias. Será uma visita a fazer com mais tempo e fora da época estival.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Odeceixe&lt;/strong&gt; foi a próxima paragem. Já com um “pé” no Algarve Odeceixe tem no seu moinho o «ex-libris». Quando marius a visitou estava toda engalanada com as cores do brasão da vila e, nas paredes das casas, “quadros” com motivos marítimos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src=" http://mariusangol.no.sapo.pt/odeceixe.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Depois de um breve passeio, irá mais tarde conhecer as suas praias, vai marius rumo ao Algarve onde, pela primeira vez, pisou as ruínas de uma casa romana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;FONT size=1&gt;1 - Alcursar  - ver, alcançar com a vista;&lt;br /&gt;2 - Abafura - calor abafadiço.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-6445907106571768819?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/6445907106571768819/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=6445907106571768819&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/6445907106571768819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/6445907106571768819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2006/07/pela-costa-vicentina.html' title='... Pela Costa Vicentina'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-7951405609561252685</id><published>2006-07-09T04:28:00.001+01:00</published><updated>2009-09-07T04:39:57.994+01:00</updated><title type='text'>Do Norte...</title><content type='html'>&lt;embed src="http://mtp.com.sapo.pt/BVJCharamba.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&amp;nbsp;&lt;EM&gt;Marius70 olha desolado para o que resta da memória de um povo. De norte a sul, exceptuando alguns locais onde o património histórico está vivo, ruínas, mato, escória e até um convento que hoje é um galinheiro, são o que restam do que outrora fora locais onde homens e mulheres se amaram, crianças brincaram e braços lutaram por um ideal, por uma parcela, por uma Pátria.&lt;/EM&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Marius segue através do Marão. Vai ver e sentir terras que nunca visitara mas sobre as quais escrevera. Estrabão fizera o mesmo, nunca tinha estado na Península Ibérica no entanto escreveu sobre ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Desfiladeiros e paisagens maravilhosas estendiam-se sobre o seu olhar. Ao lado a Serra de Alvão. Em &lt;strong&gt;Murça&lt;/strong&gt; vai ver a “porca” num pequeno largo ajardinado, instalada frente à Câmara, um belo edifício, e da Igreja paroquial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/porcamurca.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Pára em seguida em &lt;strong&gt;Mirandela&lt;/strong&gt;. Marius admira aquela bela Ponte Velha, sobre o rio Tua. Passeia pelo jardim onde, à sombra das suas árvores, dava vontade de ali ficar, desfrutando o fresco do rio e o chilrear da passarada. Infelizmente o almoço não correspondeu à fama da gastronomia, outras alturas virão para apreciar o que de Mirandela tem de melhor neste aspecto, é só encontrar o local certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/mirandelacidjardim.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Sai a caminho de Bragança. O tempo começa a ficar abafado, aqui e ali, em pleno Marão, caem pequenas bátegas de chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Chega finalmente ao destino que se propusera quando se lançou à estrada, ver &lt;strong&gt;Bragança&lt;/strong&gt;. Vai à zona histórica, a história está ali. O castelo bem conservado de onde se desfruta uma paisagem sobre a cidade, sobre a natureza, sobre os homens que, naquele castelo, davam as “boas-vindas” àqueles que pensavam que os bragançanos eram de pouca “estaleca”, engano deles e, por certo, sentiram na pele a valentia destes homens do nordeste transmontano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/castelobraganca.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Marius entra na &lt;EM&gt;Domus Municipalis&lt;/EM&gt;. Senta-se e sente naquela pedra a história dos homens bons que ali debatiam em comunidade os destinos do povoado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/domus.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Por momentos comunga com o passado e, ao sentir o frio daquelas paredes, lembra o calor dos tempos em que todo um povo fazia daquele local, daquelas ameias, daquela paisagem um modo de vida.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Vai até ao centro da cidade. Uma cidade virada para o futuro sem esquecer o passado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Marius parte de novo para a estrada de regresso à terra que o viu nascer. Ao longe o ribombar dos trovões. Mais uns pingos de chuva a anunciarem o que estava para chegar. Já de noite, uma forte trovoada abate sobre Famalicão. Tinha chegado ao litoral a tempestade oriunda de Espanha. Como diz o povo: &lt;EM&gt;«De Espanha nem bom vento… »&lt;/EM&gt; &lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0014851.gif" width="25" height="25" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Marius irá continuar a viagem desta vez pela Costa Vicentina até aos Algarves onde as suas sandálias pisaram o solo outrora pisado pelos romanos…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;… e, os incêndios em Portugal, já começaram a matar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-7951405609561252685?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/7951405609561252685/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=7951405609561252685&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/7951405609561252685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/7951405609561252685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2006/07/do-norte.html' title='Do Norte...'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-1440909047989772652</id><published>2006-05-31T04:29:00.001+01:00</published><updated>2008-08-13T22:13:53.340+01:00</updated><title type='text'>A Letra da Cantiga</title><content type='html'>&lt;embed src="http://mtp.com.sapo.pt/TerraATerraMirandumSeFuiALaGuerra.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;Mirandum Se Fui A La Guerra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;Quero agradecer aqui, publicamente, ao &lt;strong&gt;Grupo Coral Brigantino&lt;/strong&gt; pelo facto de ter atendido ao meu pedido e ter enviado a letra da cantiga que foi solicitada pela Raquel (ver o tema anterior). Para eles o meu muito Obrigado e longa vida ao Grupo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img alt="Coral Brigantino" src="http://marius1.no.sapo.pt/coralbrigantino.jpg" width="500" height="271" border="0" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa tarde&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedimos desculpa de só agora estar a responder, mas foi algo difícil compilar a letra pois não temos um texto já escrito pelo que foi necessário recorrer à memória dos elementos do Coral. Esperamos que ainda vá a tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;STRONG&gt;Tim Tim Sou de Trás-os-Montes&lt;/STRONG&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Tim tim sou de Trás-os-Montes&lt;br /&gt;De Trás-os-Montes terra bravia&lt;br /&gt;Num trono estou colocado&lt;br /&gt;Só vejo Serras e Penadias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refrão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tim Tim olaré Tim Tim&lt;br /&gt;Você diz que não eu digo que sim&lt;br /&gt;Ao romper da bela aurora&lt;br /&gt;Toda a gente canta pela estrada fora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Adeus que me vou embora&lt;br /&gt;Se não demoro porque é que chora&lt;br /&gt;Não vale a pena chorar&lt;br /&gt;Que bem depresssa hei-de voltar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refrão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Tim tim sou de Trás-os-Montes&lt;br /&gt;De Trás-os-Montes, terra sem par&lt;br /&gt;Bem cobertinha de neve&lt;br /&gt;É como a noiva que se vai casar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;Coral Brigantino&lt;br /&gt;Rua Calouste Gulbenkian&lt;br /&gt;(Antiga Biblioteca Infantil)&lt;br /&gt;5300-020 Bragança&lt;br /&gt;http://coralbrigantino.no.sapo.pt&lt;br /&gt;coral.brigantino@sapo.pt&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou já enviar para Espanha e espero bem a tempo do filho da Raquel e do nosso compatriota nascido em Chacim, fazer o trabalho para a escola e que tenha uma nota excelente graças à amabilidade deste Grupo Coral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.........................//............................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Versão gravada pelo &lt;strong&gt;Grupo de Cantares de Salto&lt;/strong&gt;, Montalegre, durante a década de 90.&lt;br /&gt;Canta-se a 1º estrofe como já apresentada seguida do refrão tal qual.&lt;br /&gt;As estrofes são as seguintes (e são um verdadeiro tributo à riqueza étnica-cultural destas nossas serranias):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tim tim, sou de trás-os-montes&lt;br /&gt;de trás-os montes terra do norte&lt;br /&gt;quando vem a trovoada,&lt;br /&gt;a Deus entrego a minha sorte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tim tim, sou de trás-os-montes&lt;br /&gt;de trás-os montes terra fragosa&lt;br /&gt;vem o sol, vem a geada,&lt;br /&gt;fio morena, bem mais  formosa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tim tim, sou de trás-os-montes&lt;br /&gt;de trás-os montes com o luar&lt;br /&gt;bem cobertinha de neve&lt;br /&gt;sou uma noiva que vai casar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tim tim, sou de trás-os-montes&lt;br /&gt;só vejo serras e penedia&lt;br /&gt;vindimar no Alto Douro&lt;br /&gt;guardar ovelhas na Terra Fria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;em&gt;Agradeço a colaboração de Domingos Fontoura Fernandes pela apresentação desta versão.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-1440909047989772652?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/1440909047989772652/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=1440909047989772652&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/1440909047989772652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/1440909047989772652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2006/05/letra-da-cantiga.html' title='A Letra da Cantiga'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-148342205056850592</id><published>2006-05-29T04:29:00.000+01:00</published><updated>2008-07-16T04:30:32.041+01:00</updated><title type='text'>Um pedido</title><content type='html'>&lt;div align=justify&gt;Se alguém souber toda a letra desta cantiga (está num comentário de um tema atrasado do Rumo ao Sul), agradecia que a colocasse neste tema para que possa ser enviada, já pesquisei e consultei o cancioneiro transmontano mas nada encontrei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado desde já!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;STRONG&gt;Hola, eo so do Madrid, meu marido é de Chacim (Tras-os-montes). Penso que tu blog é muito interesante e podes ajudar-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eo preciso el texto de una cantiga que começa assim (mais o menos) :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eo so de Trasosmontes,&lt;br /&gt;de trasosmontes tierra bravia&lt;br /&gt;no vale la pena chorar&lt;br /&gt;porque mais pronto he de voltar..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¿Alguém a conhoce.? Eo a preciso para um trabalho do meu filho. É muito urgente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdoar meu português&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raquel&lt;/STRONG&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-148342205056850592?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/148342205056850592/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=148342205056850592&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/148342205056850592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/148342205056850592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2006/05/um-pedido.html' title='Um pedido'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-5001633974373504042</id><published>2006-05-24T04:32:00.000+01:00</published><updated>2008-07-16T04:33:15.395+01:00</updated><title type='text'>Por Terras e Paisagens Transmontanas</title><content type='html'>&lt;embed src="http://mtp1.com.sapo.pt/MaioMocoSaltinho.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt; &amp;nbsp;Marius deambula pela cidade de Vila Real. Dirige o seu cavalo para a freguesia de &lt;STRONG&gt;Panóias&lt;/STRONG&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;D.Henrique dera foral a Constantim de Panóias. Outrora, tudo em volta era território de Panóias, limitado pelos seus castros e pelos rios Tua, Tinhela, Teixeira e Douro. Murça de Panóias ou Vila Real de Panóias como virá ser conhecida, teve uma posição dominante administrativamente, militar e religiosa, tendo os Romanos explorados a sul, minérios e vinhas encontrando-se ainda vestígios dessa passagem no concelho de Régua, no lugar de Covelinhas e no Castellum da Fonte do Milho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/panoias.gif"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;O &lt;STRONG&gt;Santuário de Panóias&lt;/STRONG&gt; (monumento durante muitos anos designado por Fragas de Panóias) foi construído entre os finais do século II e os inícios do século III d. C. D. Dinis disse – &lt;EM&gt;«e esta Vila Real seja a cabeça de toda a Panóia».&lt;/EM&gt; As acrópoles do mundo pagão seriam formadas por sete pedras-santuárias. Talhadas com várias cavidades, de diversos tamanhos, bem como escadas de acesso estas fragas serviam para sacrifícios dedicados aos deuses como se pode ler numa inscrição:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;EM&gt;«Geno Caio Calpurnio Rufino, varão consular, dedicou este Lago eterno, com este templo em que se queimam as vitimas, aos deuses e às deusas, e a todas as divindades, e aos Lapitas. &lt;/EM&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Séculos mais tarde, à falta de Santuários deste tipo, outras vítimas eram queimadas em fogueiras, presas a barrotes em nome da Fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Marius dirige o seu cavalo para outras paragens. Não consegue conceber que para agradar a deuses, sejam eles quais forem, seja necessário oferecer o sangue de inocentes, mas ínvios são os desígnios do Homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;STRONG&gt;Bisalhães&lt;/STRONG&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/bisalhaes.gif" align="left" hspace="10"&gt; &amp;nbsp; - Conhecida pela sua olaria de barro negro, os oleiros, hoje cada vez mais raros, iam buscar o barro a Parada de Cunhos. A venda do artesanato era feita nas feiras do distrito para onde iam a pé ou de jerico. Hoje é vê-los nas encostas do Marão para turista comprar o seu produto e é devido a essa incerteza de venda que o artesanato português cada vez mais se transforma em peças «Made in… qualquer coisa.». Os jovens não se sentem atraídos e as mãos que manejavam com perícia o barro vão envelhecendo e outras mais novas não &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; tomam o seu lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;STRONG&gt;A Tuna de Bisalhães&lt;/STRONG&gt;, com os seus violinos, guitarras e bandolins vão tocando de ouvido o que muitos nem de pauta o conseguem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Vamos cavalito hoje o teu dono está numa de sentimental. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;EM&gt;«Sai-se daqui munto com de noute p’ra ir à feira e a gente chega com a de noute»&lt;/EM&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Assim diziam os habitantes de &lt;STRONG&gt;Lamas de Olo&lt;/STRONG&gt; implantada no Parque Natural de Alvão, quando se deslocavam às feiras na vila para venderem os seus produtos agrícolas ou gado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/Olo.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Em Lamas de Olo não há pressas e os dias passam devagar. O recolher do gado ao fim do dia é uma das tarefas rurais, a par de muitas outras, como as malhas do centeio, do milho e do feijão, as desfolhadas e as vessadas (em que se prepara a terra para as próximas sementeiras). A matança do porco, a confecção do fumeiro e o fabrico do pão completam o dia-a-dia dos seus habitantes. As suas casas são cobertas de colmo para protecção à neve que ali cai abundantemente, onde o gado rumina por baixo e na parte de cima vive a família. Em dias de chuva, é vê-la correr pela rua nos assentos laterais juntos à pequena janela. E a vida passa bucólica tendo as mamoas e as muas do Alvão como horizonte de um povo isolado mas hospitaleiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;STRONG&gt;O Bispo de Vila Real e o povo de Lamas de Olo&lt;/STRONG&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Um Bispo de Vila Real mostrou interesse em visitar as povoações nas montanhas de difícil acesso. Naquele tempo só a pé ou de cavalo é que se chegava lá. Naquelas aldeias havia muita gente e vivia-se muito bem com estes povos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Então o Bispo mandou avisar algumas pessoas de Lamas Olo que ia visitá-las um dia. O automóvel do Bispo só dava para ir até uma povoação chamada Agarês, que ficava ainda longe de Lamas de Olo. Vieram pessoas visitar o Sr. Bispo só até onde ele chegou. Estas pessoas não sabiam do que é que se tratava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Disseram-lhes que era um homem que trazia um gorro vermelho na cabeça e mandava nos padres. Quando o carro do Bispo chegou a Agarês, onde a estrada acabava, os habitantes de Lamas de Olo vieram com os jumentos da região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Vendo então um destes que saiu do automóvel um homem de gorro vermelho na cabeça, aproximou-se dele e perguntou-lhe assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você é que é o ti Bispo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sou, sim, o Sr. Bispo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então o homem disse assim para o Bispo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então salte lá para cima dessa burra, que ela arrasta tudo nem que seja o Diabo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0014851.gif" width="25" height="25" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;STRONG&gt;Ermelo&lt;/STRONG&gt; recebeu foral de D. Sancho I. O seu pelourinho e a velha Casa da Câmara é o que resta da sua posição concelhia. Ladeada pelas serras de Mesia e do Marão a vida é vincadamente transmontana mas a proximidade com Mondim de Basto traz já um pouco das influências minhotas no seu folclore. Quem quiser ir até &lt;STRONG&gt;Fisgas de Ermelo&lt;/STRONG&gt; tem que ter atenção redobrada, dado tratar-se de uma zona perigosa, onde já ocorreram alguns acidentes. A região do Alvão é especialmente fria, mesmo durante a Primavera. Em alturas de mau tempo, com chuva e neve, não se deve aventurar por locais que se desconhece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Assim sendo e para aqueles que ”viajam” através daquilo que este escriba aqui escreve poderão fazê-lo virtualmente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=" http://www.360portugal.com/Distritos.QTVR/VilaReal.VR/natureza/Alvao/Fisgas_Ermelo/Figas_Ermelo1.html" target="_blank"&gt;Fisgas de Ermelo&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-5001633974373504042?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/5001633974373504042/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=5001633974373504042&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/5001633974373504042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/5001633974373504042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2006/05/por-terras-e-paisagens-transmontanas.html' title='Por Terras e Paisagens Transmontanas'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-7081333098597603569</id><published>2006-04-12T04:33:00.000+01:00</published><updated>2008-07-16T04:34:10.867+01:00</updated><title type='text'>Gastronomia - Minho</title><content type='html'>&lt;embed src="http://mtp1.com.sapo.pt/JPereiraViraMinhoto.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&amp;nbsp;Marius70 está a percorrer o país mostrando as suas belezas naturais, lendas e tradições. Pensando na gastronomia de cada região, vou procurar mostrar aqui o que melhor se come nos locais por onde Marius passar. Será um Portugal gastronómico, certo de que algumas ideias serão aproveitadas para serem confeccionadas, seja do Minho ao Algarve, nos Açores e na Madeira, ou por esse mundo fora, onde se fala ou vive um português. Que este meu roteiro gastronómico lhes leve os sabores de Portugal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;FONT color=#FF3300&gt;&lt;U&gt;Caminha&lt;/U&gt;&lt;/font&gt; – &lt;FONT color=#000099&gt;&amp;nbsp;Arroz ou cabidela de lampreia, sável de escabeche e frito, mariscos&lt;/FONT&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/arrozlampreia.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;FONT color=#FF3300&gt;&lt;FONT size=2&gt;ARROZ DE LAMPREIA&lt;/FONT&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ingredientes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 Lampreia; &lt;br /&gt;2 cebolas; &lt;br /&gt;2 dl de azeite; &lt;br /&gt;1 ramo de salsa; &lt;br /&gt;1 dl de vinho branco; &lt;br /&gt;1/2 chouriço de carne; &lt;br /&gt;Sal, &lt;br /&gt;Pimenta; &lt;br /&gt;400g de arroz &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Preparação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Prepara-se a lampreia e corta-se em bocados e tempera-se com o vinho branco, a salsa, sal e pimenta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Faz-se um refogado, pouco puxado, com a cebola e o azeite. Introduz-se a lampreia neste refogado juntamente com o sangue, a salsa e o vinho que serviram para a temperar. Adiciona-se um pouco mais de pimenta e o chouriço cortado às rodelas e deixa-se refogar. Depois, retiram-se os bocados de lampreia e acrescenta-se a calda com água. Esta deve ser em quantidade que perfaça cinco a seis vezes o volume do arroz. Rectifica-se o paladar da calda, deixa-se levantar fervura e junta-se o arroz escolhido mas sem ser lavado. Depois do arroz cozido, o que leva cerca de 20 minutos, introduzem-se os bocados de lampreia e serve-se o arroz imediatamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;FONT color=#FF3300&gt;&lt;U&gt;Lanhelas&lt;/U&gt;:&lt;/font&gt;&lt;FONT color=#000099&gt;Solha seca frita, torta de camarão.&lt;/FONT&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;FONT color=#FF3300&gt;Solhas Secas à moda de Lanhelas&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;(Receita de D. Deolinda Rodrigues - Lanhelas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Amanham-se e limpam-se as solhas. Salgam-se com bastante sal e colocam-se num recipiente de um dia para o outro (24 horas). No dia seguinte, retiram-se-lhes todo o sal e demolham-se durante duas horas, aproximadamente. Atam-se aos pares de forma a poderem ser colocadas no pau do fumeiro. Defumam-se lentamente durante dois dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Como cozinhá-las: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Cozidas: Cozem-se as solhas com batatas e cebolas, após o que se servem numa travessa, bem regadas com um bom azeite e vinagre a gosto.&lt;br /&gt;Passadas na sertã (forma mais tradicional): Põe-se a sertã com óleo ao lume e logo que esteja quente, passam-se rapidamente as solhas de um lado e de outro. Servem-se bem quentes e com bastante alho. (Esta é a tradição na Festa das Solhas, em Lanhelas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;FONT color=#FF3300&gt;&amp;nbsp; &lt;U&gt;V. N. de Cerveira&lt;/U&gt;: &lt;/font&gt;&lt;FONT color=#000099&gt;  Debulho de sável, lampreia refogada ou com arroz, tainha assada no forno, biscoitos de milho.&lt;/FONT&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/Savel.gif"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;FONT color=#FF3300&gt;&amp;nbsp;Debulho de Sável&lt;/font&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Desde tempos remotos que o sável se pesca nas águas do Rio Minho. Em Cerveira os pescadores pescavam sável e as mulheres encarregavam-se de o vender, indo muitas das vezes de porta em porta vendê-lo ás postas. Como na maioria das vezes os compradores só queriam as postas maiores, elas ficavam com as partes mais fracas do sável que eram a cabeça, o rabo, as ovas e as postas pequenas. E, assim surgiu o saboroso Debulho de Sável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;- O sável deve ser bem escamado e limpo. Em seguida, corta-se a cabeça e o deguladouro (posta junta à cabeça). Junto a este está o fígado ao qual se extrai o fel. Tiram-se as ovas e aproveita-se todo o sangue possível que irá servir para a calda. Cortam-se, também, o rabo e as postas mais pequenas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Num recipiente, coloca-se então o debulho, que é composto pela cabeça, deguladouro, o rabo, as postas mais pequenas, as ovas e o fígado. Tempera-se com sal, salsa, louro, pimenta, cravinhos e cobre-se com vinho verde tinto. Deixa-se marinar durante umas horas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Num tacho, pica-se uma cebola grande e deita-se um pouco de azeite, vai ao lume e logo que a cebola esteja estalada, adiciona-se um pouco de pimentão, o debulho e a respectiva calda. Cozido o peixe, retira-se para um recipiente ao lado. À calda inicial, junta-se a água necessária para cozer o arroz e uma boa colher de vinagre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Assim que o arroz esteja cozido, junta-se o debulho e rectificam-se os temperos. &lt;br /&gt;Deixa-se repousar uns minutos e serve-se o arroz a fugir pelo prato.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-7081333098597603569?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/7081333098597603569/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=7081333098597603569&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/7081333098597603569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/7081333098597603569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2006/04/gastronomia-minho.html' title='Gastronomia - Minho'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-7554257260837304449</id><published>2006-03-22T04:34:00.001Z</published><updated>2009-09-07T04:33:45.167+01:00</updated><title type='text'>Vila Real</title><content type='html'>&lt;embed src="http://mtp1.com.sapo.pt/MaioMocoRomanceDonzelaGuerreira.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&amp;nbsp;Longe vai já o tempo em que marius começou esta caminhada. Foi em 11-5-2003 ao som de &lt;a href=http://www.karadar.it/Midi/rossini_tell_overture.mid target="blank"&gt;Overture da Ópera Guilherme Tell de Rossini&lt;/a&gt;. Estando prevista mais uma mudança, marius vai salvaguardando tudo para nada se perder. Infelizmente há quem pense que destruir é o melhor caminho. Se imperadores e religiões destruíram Bibliotecas inteiras porque não um sapo destruir o que nada lhe custou a fazer?!... Mas destruir aquilo que marius construiu durante este tempo só o próprio marius lhe porá cobro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;EM&gt;Ó Vila Real alegre&lt;br /&gt;Província de Trás-Os-Montes&lt;br /&gt;No dia em que te não vejo&lt;br /&gt;Meus olhos são duas fontes.&lt;/EM&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img alt="Vila Real" src="http://mariusangol.no.sapo.pt/vilareal.gif"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &amp;nbsp;Marius olha a cidade adormecida na Meia-Laranja. Já cá estivera e o calor era insuportável. Agora, mais serena, &lt;strong&gt;Vila Real&lt;/strong&gt;, debruçada sobre o Rio Corgo que lhe atravessa a cidade, dominada pelas serras do Alvão e do Marão, teve em D. Dinis o verdadeiro povoador da província transmontana e alto douro, contrariando o velho ditado de que o Marão «não dá palha nem grão». Hoje, completamente florestada, nela se situando as Pousadas Nacional de S. Gonçalo e do Mesio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Inicialmente chamada de Vila Real de Panóias (ou Panonias), era na Baixa Idade Média, o centro de um vasto território, onde o culto aos deuses e o poderio militar, como não poderia deixar de ser, era romano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Saíram os romanos, vieram os árabes e Vila Real só voltou a ter importância relevante após a construção de uma muralha e de um castelo na «vila velha» sobre o promontório do Rio Corgo, mas embora bem construída não ficou pedra sobre pedra no século XIX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Segundo rezam as crónicas em Vila Real teria nascido Diogo Cão, descobridor de Angola, em cuja cidade de Luanda tinha uma estátua mas que os ventos revolucionários mandaram a mesma para as urtigas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img alt="Diogo Cão" src="http://mariusangol.no.sapo.pt/diogocao.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A bela fachada da Capela Nova, a Igreja do antigo Convento de S. Domingos, hoje Sé-Catedral, as janelas geminadas manuelinas do antigo Palácio dos Marqueses de Vila Real, o famoso Solar de Mateus (vai um Rosé?), obra magnífica de Nasoni, possuindo uma belíssima fachada cheia de pináculos, sempre reflectida num lago rectangular, e um interior repleto de preciosidades que se pode visitar, assim como os jardins românticos e deslumbrantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img alt="Casa Mateus" src="http://mariusangol.no.sapo.pt/casamateus.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Marius revisita a bela frontaria dos Paços do Concelho e o Pelourinho. Vai deambulando pelos jardins e pelas paisagens magníficas sobre o rio Corgo admirando a terra lavrada dos socalcos e onde casas se confundem com a vegetação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Vila Real foi a primeira cidade portuguesa a ser iluminada por energia eléctrica em 1895. Outros motivos de interesse são as Pontes de Piscais, a de Santa Margarida, onde no antigamente ali as lavadeiras lavavam e punham a corar a roupa, (será que a tradição ainda é o que era?... tenho as minhas dúvidas.), a ponte de Almodena e a ponte romana (já cá faltava esta) de Torneiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Camilo Castelo Branco tem uma lápide em sua homenagem na Casa dos Brocas pois este nosso escritor situa cenas de alguns dos seus romances na Torre de Quintela, em Vila Marim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;As Tunas Populares, os Zés-Pereiras, os famosos barros de Bisalhães (o arroz no forno cozinhado nestes barros típicos é de comer e chorar por mais), a gastronomia; o cabrito assado, o fumeiro, o bacalhau à Espadeiro (companheiro de armas de D. Afonso Henriques), o bacalhau com batatas a murro, os toucinhos do céu, os covilhetes, os pitos e o sarrabulho doce fazem por certo com que o viajante não falte entre 27 a 29 de Junho à tradicional Feira de S. Pedro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Vou já apontar na agenda para não me esquecer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Ir a Vila Real, aos seus eventos desportivos, às suas feiras de artesanato, descobrir o seu património artístico, cultural  e histórico é como voltar no tempo mas também saber que o futuro é já ali, e por certo que Vila Real é, sem sombras de dúvidas (embora com pequenos problemas conforme li em apontamentos feitos por quem conhece melhor aquilo do que marius), uma cidade a visitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Mas, como sucedeu com marius quando lá foi, na altura do calor não se esqueça de levar uma garrafa de água bem fresquinha pois a garrafa que marius levava no alforge, depois de aberta, servia bem para cozer um ovo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0014851.gif" width="20" height="20" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-7554257260837304449?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/7554257260837304449/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=7554257260837304449&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/7554257260837304449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/7554257260837304449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2006/03/vila-real.html' title='Vila Real'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-7715681558112677453</id><published>2006-03-03T04:35:00.002Z</published><updated>2009-09-07T04:31:00.722+01:00</updated><title type='text'>Por Pedras medicinais e relógios de sol</title><content type='html'>&lt;embed src="http://mtp1.com.sapo.pt/MaioMocoQuadrasGostoPopular.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&amp;nbsp; Marius segue por um magnífico bosque a caminho de &lt;strong&gt;Pedras Salgadas&lt;/strong&gt;. Questiona-se se vale a pena continuar esta caminhada. Começada já há muito tempo ela nunca terá fim. A procura constante dos caminhos a percorrer, o querer mostrar este Portugal de todos, as tradições, os costumes e a vivência deste povo tem os seus custos e o tempo não abunda. Um trabalho solitário. Marius nunca mais vê a velha mulemba do outro lado do Atlântico onde descansará. Querer é poder, vamos lá companheiros desta aventura, vamos continuar a jornada pois tudo vale a pena...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img alt="" src="http://mariusangol.no.sapo.pt/b-pedrasalgadas.jpg" width="249" height="373" border="0" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Conhecida pela sua famosa água, em Pedras Salgadas veranearam os últimos reis de Portugal, especialmente D. Carlos. Como Pedras não são só as termas podemos ir até às Romanas, ver a ponte e os seus mosaicos romanos, a Bornes de Aguiar, ao Penedo Gigante, ao Alto do Minhéu, às ruínas dolméticas do Alvão, ao Castelo de Aguiar e à Padrela. No guia turístico diz que se para se ver as capelas do Senhor do Extremo e o Dolmen do Alto da Povoação tem que se ir de jeep. Espero que se não tiver jeep se possa ir de cavalo, senão… estou feito! Grande ajuda que os guias turísticos nos dão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/ribeiradepena.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;strong&gt;Ribeira de Pena&lt;/strong&gt;. Ali viveu e casou Camilo Castelo Branco. Camilo foi registado como filho de mãe incógnita, porque o seu pai e a sua avó não queriam que o nome Castelo Branco estivesse envolvido com alguém de tão humilde condição. Com 16 anos enamorou-se, em Ribeira de Pena, de Joaquina Pereira de França com quem casou. Entre amores e desamores, até uma freira, Isabel Mourão, não escapou a este D. Juan à portuguesa. Depois, a mulher fatal, Ana Plácido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/b-camilo.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Ribeira de Pena teve foral em 1331. O Templo dedicado a Nossa Senhora da Guia, com um agradável miradouro, e a Igreja Paroquial de S. Salvador, mandada edificar por um emigrante que prometera ali fazer «uma igreja como outra não houvesse da Ponte de Caves para cima e da terra do Alvão para baixo», nada humilde este nosso emigrante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/b-relogiosol.jpg" align="right" hspace="10"&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&amp;nbsp; Os Solares, a rocha esculpida de &lt;strong&gt;Lamelas&lt;/strong&gt;, a pedra cavalar de &lt;strong&gt;Viela&lt;/strong&gt;, castros e dólmenes, os relógios de sol e a paisagem que vai do verde da vegetação até às águas calmas do rio Tâmega, sem esquecer o artesanato na povoação de &lt;strong&gt;Limões&lt;/strong&gt; de tapetes e colchas de linho, fazem desta zona um roteiro de aprazível passeio para o turista que a visita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-7715681558112677453?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/7715681558112677453/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=7715681558112677453&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/7715681558112677453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/7715681558112677453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2006/03/por-pedras-medicinais-e-relgios-de-sol.html' title='Por Pedras medicinais e relógios de sol'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-27813102300615440</id><published>2006-02-08T04:36:00.003Z</published><updated>2009-09-07T04:25:47.428+01:00</updated><title type='text'>Por vinhas e minifúndio</title><content type='html'>&lt;embed src="http://mtp1.com.sapo.pt/BVJOAnelqueTuMeDeste.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&amp;nbsp; Pela primeira vez marius sentira os flocos de neve. Um manto branco estendera-se pelas serras e campos. Marius sente-se maravilhado com o que a natureza mostra, a mesma que tanto nos dá a beleza como a tormenta. Natureza verdadeiro regaço da vida e da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Vamos cavalito pisar este manto, enquanto o sol não o derrete, e vamos por terras do minifúndio, da vinha e do bom azeite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Marius vai pela via imperial, que segue de &lt;strong&gt;Tinhela&lt;/strong&gt; até ao Alto do Pópulo, atravessa a ponte romana que o leva a &lt;strong&gt;Murça&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/promanamurca.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; A antiga Murça de Panóias foi povoada pelos romanos (ainda gostaria de saber se por acaso os romanos olvidaram qualquer localidade, por onde marius passa sente-se a presença romana), mais tarde foi dominada pelos árabes tendo sido dado foral por D. Sancho II. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Já na vila um monumento chama a atenção do viajante. A célebre Porca de Murça, estátua de granito fino com a provecta idade de 2000 a 2500 anos. Só que a Porca não era uma porca mas sim uma ursa que pelos vistos gerou medos e insegurança no povo que na época habitava esta região. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/porcamurca.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; As gerações presentes como nunca tinham visto um urso transformaram o mesmo numa Porca. De uma forma ou de outra não há vinho que se compare ao da Porca da Murça. Com um paladar destes antes Porca que Ursa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/pelourinhomurca.jpg" align="left" hspace="10"&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&amp;nbsp; Outro monumento que desperta a atenção é o pelourinho. Instalado no jardim frente à Câmara, que foi convento de freiras beneditinas, é do tipo tabuleiro e foi construído no século XVI. O capitel termina com moldura onde, em cada uma das faces, está representada elementos heráldicos.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Os relógios de sol, os moinhos de água, as suas fontes de mergulho, e curiosa a frontaria da Capela da Misericórdia - No eixo da frontaria, abre-se a porta que tem como função separar o sagrado do profano, a luz das trevas, o interior do exterior e, cujo significado simbólico pode ser sintetizado na inscrição latina, &lt;EM&gt;"QUAM TERRlBILIS EST LOCUS ES1: HIC EST DOMUS DEI ET PORTA COELI'&lt;/EM&gt;: que traduzido em Português significa, "Como é terrível este lugar: esta é a casa de Deus e a Porta do Céu" que podemos ler na cartela ao lado direito do nicho (epístola).&lt;br /&gt;Janua é a palavra latina para designar porta. É curioso haver um Deus no panteão romano chamado Janus e que é representado com duas faces voltadas em sentido contrário; é a divindade guardião das portas pois que toda a porta olha para dois lados. É, portanto, um deus de transição, de passagem tendo o dom da dupla ciência: a do passado e do futuro – a sua gastronomia, o seu vinho e o seu azeite, devido ao facto de Murça estar numa zona mista de «terra fria e «terra quente», fazem desta vila passagem obrigatória para quem demanda a terras do Douro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Segue marius a caminho de &lt;strong&gt;Vila Pouca de Aguiar&lt;/strong&gt;, condicionada pelas serras do Alvão e da Padrela, situada no vale de Aguiar, onde nasce o Rio Corgo. Terra da célebre água das Pedras Salgadas - as águas são hipotermais, meossalainas, gasocarbónicas e silicatadas, são terapêuticamente recomendadas para diabetes, colesterol e doenças do aparelho digestivo, Vila Pouca de Aguiar deve a sua origem, por certo, aos povos de Alvão que desceram para a fértil planície. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/vpaguiar.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Do pequeno Santuário de Nossa Senhora da Conceição, no verde sopé da Padrela, pode-se desfrutar a vila e o vale até à cumeada orográfica. Catedral dos dólmens e do granito, aqui se pode apreciar a boa carne maronesa. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&amp;nbsp; Na região podem-se ver vestígios de outras eras, pegadas de histórias de outras idades, pertença dos homens. Iberos, celtas, romanos, godos e árabes, terão escolhido esta zona para habitar e explorar, as mamoas de Chãs de Arcas, Portela da Chã e Lixa do Alvão, os templos românicos, a arquitectura rústica e os «canastros», «espigueiros» ou «caniços» com os seus típicos relógios de sol. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Marius perde-se no labirinto das várias recordações que a terra dá. Outros homens aqui estiveram, outros homens irão cá estar, nada é imutável. No futuro outros homens irão olhar para este presente e dirão: «Aqui esteve um povo que fez desta terra sua, estão aqui as suas pegadas».&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-27813102300615440?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/27813102300615440/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=27813102300615440&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/27813102300615440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/27813102300615440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2006/02/por-vinhas-e-minifndio.html' title='Por vinhas e minifúndio'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-8945308366766120167</id><published>2006-01-09T04:37:00.002Z</published><updated>2009-09-07T04:19:34.004+01:00</updated><title type='text'>Pelo Rio Tua</title><content type='html'>&lt;embed src="http://mtp.com.sapo.pt/MTPJaneiras.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&amp;nbsp;Fim de tarde. O sol deita-se no ocaso. Não voltarei a ver um pôr-do-sol tão lindo como aquele que vi nesta minha caminhada. Recortado contra a serrania, lançava os últimos reflexos e, a sombra da noite, pouco a pouco, ia tomando conta das últimas réstias de luz. Obrigado pôr-do-sol pelo acompanhamento.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&amp;nbsp;Acendo o lume, do alforge tiro o calor da amizade e adormeço com ele enrolado na minha túnica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &amp;nbsp;A manhã acorda soalheira. Preparo o cavalo e com um toque ligeiro parto à desfilada pelas encostas transmontanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/chacim.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;EM&gt;Belo Chacim, quero-te tanto! &lt;br /&gt;Não há para mim maior encanto. &lt;br /&gt;Tuas belezas são primores de admirar, &lt;br /&gt;Que grande glória em Chacim em ti morar!&lt;/EM&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Segundo a lenda habitava em &lt;strong&gt;Chacim&lt;/strong&gt;, no Castelo do Monte Carrascal um tirano rei mouro. Carregava com tributos as populações e as noivas (Tribuno das Donzelas) tinham que passar pelo tálamo real antes de contraírem núpcias. Um belo dia eis que os servidores do Emir lhe disseram que ia casar a mais bela jovem da aldeia (nestes casos é sempre à mais bela que acontece isto), mas pelos vistos o noivo não estava afim de entregá-la aos desejos do tirano. Quando tentam raptar a noiva eis que a revolta se estalou, daí à tareia e pancadaria de meter medo foi um passo. O povo ia perdendo terreno mas ao brado do noivo, que já estava a ver o caso mal parado, - «Aos inimigos da nossa raça irmãos», o povo ganhou novo ânimo e vai o povo à mourama. Entre mortos e feridos alguém tinha que escapar e aí surge uma formosa senhora que com um vaso de bálsamo na mão, os vai sarando. Claro que só podia ser a Mãe de Deus e, assim, após a morte do Emir, os mouros bateram em retirada e todos os anos no dia 9 de Agosto, o povo comemora a vitória com uma festa em honra da Defensora do Lar e Padroeira dos Noivos, a Divina enfermeira Senhora de Balsamão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &amp;nbsp;Marius, como ainda está em época festiva, come lá uma rabanada de estalo não fizesse ela parte da gastronomia da região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/cavaleirosma%E7as.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Ouvem-se maças. Dois cavaleiros do passado passam à desfilada. Para onde irão eles? Vão combater os mouros. Eram tão famosos estes dois cavaleiros que com as suas fortes maças de armas desancavam nos mouros que o rei resolveu chamar ao lugar de &lt;strong&gt;Macedo de Cavaleiros&lt;/strong&gt;. E assim nasceu Macedo de Cavaleiros. É gente que tem aquele ditado tão antigo que se perde na bruma do tempo: «Para cá do Marão, mandam os que cá estão». Se assim é, tudo bem!..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/macedocavaleiros.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;EM&gt;«Quem Mirandela mirou, em Mirandela ficou.»&lt;/EM&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Se por acaso fosse só pelas suas famosas alheiras não seria bem assim mas &lt;strong&gt;Mirandela&lt;/strong&gt; é, de facto, uma cidade a quem o epíteto acima referido cai que nem uma luva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Tendo subido à categoria de cidade em 1984, tem nas lendas a derivação de Mirandela, dos olhares apaixonados que das atalaias do seu poderoso castelo sobre ela lançava o rei mouro de Lamas de Orelhão, nos poentes maravilhosos do Norte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Por lá andaram os romanos e foi D. Dinis quem implantou a povoação no cabeço de S. Miguel. Terra fortificada, com a sua Torre de Menagem era considerada como uma das melhores fortalezas de Trás-os Montes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Um fragmento do Arco de Santo António, é o que resta do castelo e até mesmo o pelourinho da vila desapareceu. Do Santuário de Nossa Senhora do Amparo vê-se uma paisagem magnífica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;O Rio Tua oferece paisagens extraordinárias e, em Mirandela, é vê-lo garboso enquadrado pela Ponte Velha, do século XVI, de arcos e talha-mares robustos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/mirandela.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Marius vai às alheiras, só em Mirandela se comem alheiras assim.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/alheiras.gif"&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-8945308366766120167?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/8945308366766120167/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=8945308366766120167&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/8945308366766120167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/8945308366766120167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2006/01/pelo-rio-tua.html' title='Pelo Rio Tua'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-4130983728686722836</id><published>2005-12-14T04:37:00.001Z</published><updated>2009-09-07T04:13:35.569+01:00</updated><title type='text'>De Miranda a Mirandela</title><content type='html'>&lt;embed src="http://mtp1.com.sapo.pt/GGSeTouPaiMeDera.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&amp;nbsp; - Vamos amigos, vamos deixar a linda terra de Miranda, aqui marius bate no pescoço do seu companheiro de muitas jornadas e de escritas noutros lugares onde se fizeram amigos que infelizmente se dispersaram. A seu lado, o Podengo português &lt;img alt="podengo" src="http://mariusangol.no.sapo.pt/cao.gif" width="75" height="73" border="0" /&gt; dá latidos de satisfação, como a dizer que está na hora de voltar a caminhos nunca dantes caminhados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Não amigo, por estes mesmos caminhos outros povos caminharam noutras eras. É um eterno volver, muitos caminhos há, sem termos lá estado presentemente, que nos faz parar e pensar, sem deixar que um arrepio nos percorra, que já ali estivemos há muito, muito tempo atrás e, os nossos passos, percorrem caminhos já por nós dantes percorridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Continuando a história de Mirandum, começado no tema anterior, pode-se ouvir em estrofe final:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;EM&gt;Que Mirandum iá ié muôrto&lt;br /&gt;Lou bien lo bi anterrar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ante quatro ouficiales&lt;br /&gt;Que lo iban a lhebar.&lt;/EM&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; E assim se canta a história de Mirandum, cognome do cavaleiro Domingos Ferreira, herói da terra de Miranda contra os espanhóis e franceses em 1762.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Duas  igrejas de origem românica podemos desfrutar em &lt;strong&gt;Duas Igrejas&lt;/strong&gt;, a matriz de Santa Eufémia e a igreja da Senhora do Monte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &amp;nbsp; O ramal do Vale do Sabor ligava Duas Igrejas a Pocinho que por sua vez ligava, em Pocinho, à Linha do Douro. Hoje desactivada, foi na época uma tentativa para o desenvolvimento desta zona do nordeste transmontano: o transporte do minério de ferro das minas de Reboredo e o fim do isolamento da vasta região situada entre Miranda do Douro e Mogadouro. Mas o minério estava muito longe num país de mentalidades pequenas e, assim, depois de muito dinheiro gasto do erário público deu-se por encerrada a linha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/DuasIgrejas.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Como estamos ainda em terras de Mirandum não podia faltar em Duas Igrejas os Pauliteiros, o Rancho Folclórico de Miranda – Duas Igrejas. Este Rancho já se deu a conhecer por esse mundo fora e, por certo, ainda mais se dará a conhecer não só lá fora como aqui em Portugal, pois muito povo há que nunca deve ter visto uma actuação dos Pauliteiros e o seu linguarejar mirandês. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Em &lt;STRONG&gt;Solhapa&lt;/STRONG&gt;, a 3 km, pode-se apreciar uma gruta com vestígios de arte rupestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Marius passa por &lt;STRONG&gt;Malhadas&lt;/STRONG&gt; com um esplêndido cruzeiro e mais uma igreja paroquial românica como não podia deixar de ser, … ai Constantino, Constantino, a tua fama já vem de longe. Vai até ao castro &lt;EM&gt;Miramolina&lt;/EM&gt; com a sua atalaia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Em &lt;STRONG&gt;Picote&lt;/STRONG&gt;, a igreja de Santo Cristo, a barragem e aqui e ali vestígios da Idade Neolítica reportam-nos para um passado sempre presente. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/Picoto.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Finalmente marius pára em &lt;strong&gt;Sendim&lt;/strong&gt;. Vai apreciar o artesanato de mantas, tapetes, alforges, cestos e  apreciar a boa gastronomia regional: os doces tradicionais, o fumeiro, os vinhos, o pão caseiro ou mel, entre outras especialidades típicas, fará por certo com que marius permaneça por esta zona até ao próximo voltar da folha do calendário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/pauliteirosendim.gif"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Até lá e para todos aqueles que fazem deste «Rumo ao Sul» um ponto de encontro no conhecimento dos usos e costumes do povo português:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://marius70.no.sapo.pt/Natalblog.gif"&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-4130983728686722836?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/4130983728686722836/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=4130983728686722836&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/4130983728686722836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/4130983728686722836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2005/12/de-miranda-mirandela.html' title='De Miranda a Mirandela'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-8901133838365174823</id><published>2005-11-25T04:39:00.001Z</published><updated>2009-09-07T04:09:39.487+01:00</updated><title type='text'>Em terras do Mirandum</title><content type='html'>&lt;embed src="http://mtp1.com.sapo.pt/CdaTerraPauliteirosdeMiranda.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;EM&gt;Mirandum se fui a la Guerra&lt;br /&gt;Num sei quando benerá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se nenerá por la Páscoa&lt;br /&gt;Se por la Trênidade&lt;/EM&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&amp;nbsp;Marius chega a terras do Mirandum. Terras votadas ao esquecimento, junto à fronteira do reino de Leão, fizeram com que ainda hoje persistisse o dialecto leonês em terras portuguesas. Actualmente, em plena recuperação, o mirandês vai ocupando o seu lugar junto às suas gentes pois a história de um povo faz-se com aquilo que a estória lhe deu para o bem e para o mal e que faz parte da sua própria identidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Miranda do Douro&lt;/strong&gt; foi uma cidade importantíssima no tempo dos romanos, que lhe deram o nome de Conticum, depois de Paramica, e por fim de Seponcia. Conquistada pelos Árabes em 716, estes deram-lhe o nome de Mir-Andul donde deriva Miranda. D. Afonso Henriques, por questões estratégicas, deu-lhe carta de foro mas Miranda foi por diversas vezes duramente assaltada pelos leoneses. Como em todos os tempos não faltaram os traidores e, assim, depois de no tempo de D. João IV se ter construído um baluarte sobre o Rio  Fresno para melhor defesa eis que em 1710 o seu sargento-mor, de seu nome Pimentel, manda abrir ao inimigo a Porta Falsa recebendo 600 dobrões do marquês de Bay. Judas não faria melhor. Não sei que fim teve este sargento pois um ano depois foi Miranda reconquistada mas por certo o pelourinho da cidade deve ter tido serventia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Pelos vistos as traições continuaram e durante a Guerra dos Sete Anos, no dia 8 de Maio de 1762 foi esta cidade vítima de uma horrorosa catástrofe, uma explosão de 1.500 arrobas de pólvora que derrubou o castelo e muitas casas, ficando sepultadas nas ruínas perto de 400 pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Ignora-se se a explosão foi acidental ou de propósito, mas é tradição em Miranda que o governador do castelo, comprado pelos Espanhóis, lançara fogo ao paiol da pólvora, e que depois da explosão fora visto fora das muralhas, em direcção do campo inimigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Outro duro golpe teve Miranda quando em 1780 a sede da diocese é transferida para Bragança. Sabendo nós como é o nosso povo em questões religiosas logo na época resultaram grandes desavenças e assim os mirandeses diziam que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;EM&gt;- A sede da sacristia está em Bragança, mas a Sé está em Miranda.&lt;/EM&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Do lado bragançano vinha a réplica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;EM&gt;- Se fores a Miranda vê a Sé e desanda!&lt;/EM&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Então vamos ver a Sé e ficar mais uns tempos por terras de Miranda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/semiranda.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/meninodacartolinha.jpg" align="left" hspace="10"&gt;&amp;nbsp;Como em todas as latitudes os milagres não faltam e, assim, em meados do século XVII, depois de mais uma tomada de Miranda pelos espanhóis, os moradores começaram a sentir cansaço e fome. Eis que, de repente, saído do nada, aparece um menino de espada em punho atiçando os portugueses contra o domínio espanhol. Ou fosse pelo menino ou pela fome, certo é que os espanhóis desandararam dali e quando o povo tentou homenagear o menino este tinha desaparecido. Daí a pensarem que tinha sido o Menino Jesus que lhes tinha aparecido foi um pulo e assim esculpiram uma imagem de criança colocando uma farda de general do tempo das Guerras da Restauração, cartola e uma condecoração ao peito. Ainda hoje a imagem do Menino Jesus de Cartolinha permanece na Sé. Deve ter saído daí a ideia das condecorações de 10 de Junho a peitos "valentes" que tantos feitos fizeram pela Pátria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Além da língua mirandesa, também na música e na dança se afirma a identidade de Miranda do Douro. Na área geográfica do concelho, os pauliteiros fazem perdurar uma tradição antiga, que toca o viajante pela espectacularidade e pelo colorido do som e do movimento. Quem nunca viu os «Pauliteiros de Miranda»? Se nunca viu é de ver pois bater com o pau e não acertar na cabeça de ninguém não está ao alcance de qualquer um e os pauliteiros são exímios nisso. Como os estudiosos não chegam a conclusão nenhuma de como e de onde surgiu esta tradição, uns dizem que a dança mirandesa dos paulitos teria origem na dança pírrica dos Gregos, outros de vestígios de danças populares do sul de França e na dança das espadas dos Suíços na idade média. Os romanos teriam sido os responsáveis pela propagação da dança pírrica a esta região. Ai estes romanos!... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Ao som do &lt;EM&gt;Mirandum&lt;/EM&gt; pelos Pauliteiros de Malhadas vamos agarrar no pau e tentar fazer como eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;embed src="http://mariusangol.no.sapo.pt/mirandum.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/pauliteiros.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Longa vida aos Pauliteiros. &lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-8901133838365174823?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/8901133838365174823/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=8901133838365174823&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/8901133838365174823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/8901133838365174823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2005/11/em-terras-do-mirandum.html' title='Em terras do Mirandum'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-3802450166129521956</id><published>2005-11-06T04:40:00.001Z</published><updated>2009-09-07T04:05:30.068+01:00</updated><title type='text'>Trás-os-Montes - Aldeias Comunitárias</title><content type='html'>&lt;embed src="http://mtp1.com.sapo.pt/GGNostenemosmuitosnabos.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&amp;nbsp;O nordeste transmontano estende-se sob o olhar de marius. Os seus planaltos agregam comunidades rurais estruturadas a partir das unidades de povoamento aglomerado. O cultivo hortícola predomina, mas é nos cursos de água que os lameiros abundam (prados naturais) e, seguindo o olhar, os campos de cereais agrupados em dois sectores para permitirem a alternância do centeio com um ano de pousio pois a terra também se cansa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/nordestetransmontano.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Continuando em terras de vida comunitária está a chegar a hora em que uma das manifestações populares se fará sentir., a «Festas dos rapazes».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &amp;nbsp;Estas Festas ocorrem ainda hoje em algumas aldeias do concelho de Bragança entre o Natal e a Epifania, reportam-nos às antigas festas solsticiais, as Bacanais. É o regresso às festas da Antiguidade Pagã. Será um dos poucos elos de ligação que resta, ao cabo de dois milénios de Cristianismo, ao ritual cíclico das festividades agrárias do Solstício do Inverno, em honra do Sol ou da Primavera e de louvor à Mãe-Natureza. A Festas dos rapazes e dos rituais de passagem: a passagem da adolescência à maturidade; ritos só para rapazes, como nas antigas sociedades secretas masculinas, nas quais os jovens, antes de nelas se iniciarem, deviam submeter-se a determinadas provas, mascarando-se em seguida e executando danças violentas para afastar a presença das mulheres. O uso da máscara veio a ser interdito pelo poder político ou religioso mas, adaptou-se às realidades e o que era pagão agora é religioso fazendo parte das celebrações cristãs da Natividade, dos santos primeiros mártires ou dos Reis Magos. O carácter sagrado que antes as festas pagãs possuíam acabaria por se transformar no profano das celebrações actuais como na Festa de S. Estêvão.&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src=" http://mariusangol.no.sapo.pt/caretos.gif "&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A Igreja, como Constantino (imperador romano) o fez, tomou em conta as tradições pagãs, como acontece em Podence, e intervém com um tipo de mascarados. São os «caretos», «chocalheiros», «zangarrões» e «mascarões», que nada mais fazem, do que assustar as criancinhas e as mulheres solteiras. O único intuito é angariar esmolas para a igreja local e ao vozeio dos facanitos: «Vem aí o chocalheiro, vem aí o Diabo» os rapazes mascarados servem às mil maravilhas, os desígnios da “Santa Igreja”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Marius refreia a montada. Os seus olhos vêm mais um marco da presença milenária dos romanos na Hispânia. Em &lt;strong&gt;Gimonde&lt;/strong&gt;, uma bela e antiga ponte românica sobre o Malasa, canal do rio Igreja, desafia o tempo com os seus arcos redondos e o grande olhal que dava passagem à água para um moinho que existira outrora. As calçadas romanas sentiram o rodado dos carros romanos e o tilintar das lanças das suas legiões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Segundo a tradição, por ali passou a Rainha Santa Isabel quando foi ao encontro do Rei D. Dinis. Os de Babe dizem que foi por lá que ela passou mas, por um lado ou pelo outro a Rainha tinha que passar, senão ainda hoje estaria à espera do final da discussão e o jovem rei não teria uma rainha como santa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img align=right hspace="10" src="http://mariusangol.no.sapo.pt/lapidebabe.gif" width="133" height="266" /&gt;&lt;BR&gt; &amp;nbsp;Marius percorre a estrada a caminho da fronteira espanhola. Vai até &lt;strong&gt;Babe&lt;/strong&gt;, a «Varanda da cidade» que conserva ainda restos da denominação romana como esta lápide funerária onde é perceptível EQVITI AL(ae) II. &amp;nbsp;Babe ficou célebre pelo tratado de Babe, realizado em 26 de Março de 1387, entre D. João I e o Duque de Lencastre onde o nosso rei obrigava o dito Duque a abdicar de quaisquer direitos que pudesse vir a ter sobre a coroa portuguesa devido ao casamento de uma filha deste inglês (D. Filipa de Lencastre) com o Rei.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/rioonor.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Rio de Onor&lt;/strong&gt; é um mundo à parte no ambiente bragançano. O seu dialecto leonês característico, os seus ascentrais usos e costumes, a sua igreja com curiosa fachada central e coberta de folhas de xisto e a coexistência entre Rio de Onor de Baixo em Portugal e Rio de Onor de Cima em Espanha é o suficiente para nos lembrar que as fronteiras só existem no mapa e não entre povos que se querem bem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-3802450166129521956?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/3802450166129521956/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=3802450166129521956&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/3802450166129521956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/3802450166129521956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2005/11/trs-os-montes-aldeias-comunitrias.html' title='Trás-os-Montes - Aldeias Comunitárias'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-7489890375791617310</id><published>2005-10-21T04:41:00.002+01:00</published><updated>2009-09-07T04:01:30.734+01:00</updated><title type='text'>Bragança</title><content type='html'>&lt;embed src="http://mtp1.com.sapo.pt/MaioMocoOlhosNegros.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&amp;nbsp;Marius volta a esporear o cavalo, a seu lado, o cachorro encontrado abandonado num caminho deste Portugal. São as suas únicas companhias. Vai continuar sozinho pois mais uma mão deixou de acenar, mão que vinha acenando há muitas caminhadas deixou-se ficar. A única coisa que faz bem ao ego de marius é saber que aqui e ali, outras mãos não deixarão de contribuir para que a caminhada seja mais leve mas, se assim não acontecer, não haverá desânimos, a jornada sendo longa chegará ao fim junto à velha mulemba que me espera do outro lado do Atlântico, hei-de lá chegar. É a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;EM&gt;Se Coimbra tem a cabra&lt;br /&gt;Bragança tem a cabrita&lt;br /&gt;E em começando as aulas&lt;br /&gt;Se a mãe berra… a filha grita.&lt;/EM&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img alt="Bragança" src="http://mariusangol.no.sapo.pt/bragan%E7a.gif"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Estou em &lt;strong&gt;Bragança&lt;/strong&gt;. Encravada nas montanhas do Nordeste Transmontano, Bragança nasceu nos confins do tempo. A cidade antiga ficaria, no local onde hoje está a Sé. Era uma povoação neolítica e serviu de base a uma cidade romana. Com as invasões bárbaras e lutas cristãs-islamitas desapareceu. Foi reconstruída por Fernão Mendes, cunhado do nosso primeiro rei. Em 1187 recebe o foral de D. Sancho I pela sua importância militar pois situava-se na linha fronteiriça com a Galiza. D. Afonso V eleva-a à condição de cidade em 1466.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A cidade veio a conhecer um relativo desenvolvimento com os Judeus que nela encontraram acolhimento e «asilo quase seguro». A inquisição foi muito activa em Bragança, ao todo 734 vítimas. Os teares fecharam e a região passou por um período de decadência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Nos séculos XV e XIX tornou-se importante centro da cultura do sirgo e da indústria de seda e à qualidade do produto dizia-se: "A doçura das carícias femininas compara-se ao toque dos veludos de Bragança". &lt;br /&gt;São uns exagerados, nada se compara à carícia feminina, é única.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Um monumento capta a atenção de marius, a  &lt;EM&gt;Domus Municipalis&lt;/EM&gt;, edifício único da arquitectura civil românica medieval da Península Ibérica  e que se pensa ter sido edificada como casa de água, fazendo a cachorraria interior e exterior converter para a cisterna e sua nascente as águas fluviais. Mais tarde serviu para lugar de reunião dos «homens bons» do concelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img alt="Domus Municipalis" src="http://mariusangol.no.sapo.pt/domus.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt="Bragança - Pelourinho" src="http://mariusangol.no.sapo.pt/pelourinhoporcadavila.jpg" align="left" hspace="10"&gt;&amp;nbsp;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;Um pelourinho ergue-se sobre uma curiosa base, a «porca da vila». Marius sempre ouviu falar na porca da vida mas nunca da porca da vila. É ir a Bragança e tirar isto a limpo. &lt;br /&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;O castelo de Bragança é um dos mais bem conservados do país. As portas e a ponte levadiça já não fazem parte do actual castelo mas, nas suas ameias, os defensores davam as boas-vindas, àqueles que lá iam com bélicas intenções, com grandes caldeirões de líquidos ferventes, ora toma que é para aprenderem que, com o bragançanos, só lá vão quem convidados são. Hoje dessas ameias pode-se desfrutar uma admirável paisagem do melhor miradouro da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;No lado setentrional encontra-se a Torre da Princesa. Segundo a lenda, uma bela princesa, apaixonada por jovem guerreiro e recusando os pretendentes fidalgos que lhe oferecia seu tio, persistiu esperar pelo noivo, que partido para as lides da guerra, já muito tardava. O tio, servindo-se de um estratagema tentou provar que o noivo já tinha partido deste mundo e, assim, entrou no quarto da princesa altas horas da noite, fingindo-se fantasma, para a aconselhar a escolher marido. Certo que embora fosse de noite outra porta do quarto se abriu e um raio de sol o iluminou, vendo-se assim descoberta a sua traição. Certo é, que esta lenda, deu origem aos nomes da Porta do Sol e da Porta da Traição. E o que sucedeu à nossa Princesa? Reza as crónicas que um dia o jovem guerreiro, numa noite de tempestade, a raptou, fornecendo-lhe uma espécie de guarda-chuva com o qual ela se lhe lançou nos braços. &lt;br /&gt;Mary Poppins deve ter tirado daqui a ideia de voar com o guarda-chuva aberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A românica Igreja de Santa Maria, a Igreja de S. Vicente com um painel de azulejos alusivo à proclamação, em 1808, do general Sepúlveda contra a ocupação napoleónica e, segundo a tradição, foi aqui que se realizou o casamento de D. Pedro e D. Inês de Castro, a Igreja de S. Bento, padroeiro da cidade, com uma pintura no tecto atribuída ao pintor religioso Bustamante, fazem de Bragança um ponto obrigatório de visita nas deambulações de marius pelo nordeste transmontano….&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;… E, à lareira, nas noites frias de Inverno, com as castanhas assadas, vamos jogar à &lt;EM&gt;arrebiana&lt;/EM&gt;. Mão fechada cheia de bilhós, bem repimpada no escano:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;EM&gt;&amp;nbsp;- Arrebiana, sobressaltada!&lt;br /&gt;&amp;nbsp;- Sobre quantos?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;- Sobre cinco!&lt;/EM&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Mão aberta e não existindo cinco mas dois – teremos que pagar três.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;… Vamos nós a isso?... Sobre quantos?...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-7489890375791617310?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/7489890375791617310/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=7489890375791617310&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/7489890375791617310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/7489890375791617310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2005/10/bragana.html' title='Bragança'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-214091718527296780</id><published>2005-10-07T04:44:00.001+01:00</published><updated>2009-09-07T03:57:32.458+01:00</updated><title type='text'>Pelo Alto Tâmega</title><content type='html'>&lt;embed src="http://mtp1.com.sapo.pt/CdaTerraTristeviuvinha.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&amp;nbsp; Eis que marius, de repente, avista algo que há muito não via – a casquinha de noz. De novo volta a estar presente no alforge desta viagem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; O cavalo galopa agora por madressilvas-das-boticas pequenos arbustos a caminho de &lt;strong&gt;Curalha&lt;/strong&gt;, povoado fortificado romano e alti-medieval, onde um castro faz as delícias dos investigadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/castrocuralha.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &amp;nbsp; Aqui, em Curalha, o cineasta Manuel de Oliveira realizou o filme «O Auto da Primavera».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Mas continuemos pois a viagem é longa e, outros que nos digam o que mais há para ver nestes recantos de Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;EM&gt;Quem vos vem cantar os Reis&lt;br /&gt;De noite pelo escuro,&lt;br /&gt;Decerto quer saber&lt;br /&gt;Se o vinho é maduro.&lt;/EM&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Quem assim o diz são as gentes de &lt;strong&gt;Vidago&lt;/strong&gt; pelas Janeiras. E se o vinho maduro é bom, também admirável é o panorama que se desfruta da torre-miradouro. Os romanos fizeram de Vidago uma estância termal, que ali iam fazer as suas curas e tanto bebiam como lavavam os seus corpos nas santas águas, para curar os seus males. Quem nunca ouviu das famosas águas desta região? Espero que devido a falta de pluviosidade não tenha secado o caudal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/pontevidago.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;EM&gt;«O viajante tomou-se de amores por um nome, pelo nome de uma povoação que está no caminho de  Murça, e que é Carrazedo de Montenegro. (...)»&lt;/EM&gt;&lt;br /&gt; &lt;STRONG&gt;José Saramago &lt;/STRONG&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Como estamos no Outono nada melhor que ir até &lt;strong&gt;Carrazedo de Montenegro&lt;/strong&gt;, as suas origens remotam a um castro romanizado - Castro de Ribas - e de um Castelo medieval denominado - Castelo de Montenegro, o maior exportador de castanhas, sendo a sua feira anual da castanha - CASTMONTE - em Novembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/matrizcar.mont..gif"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Ex-libris da vila, a Igreja Matriz, do século XVIII, tem uma magnífica frontaria e um belo adro. Se juntar-mos a isto o pelourinho transformado em cruzeiro e a gastronomia da região de certo que não se dará por mal empregue a viagem até esta zona do Alto Tâmega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;strong&gt;Valpaços&lt;/strong&gt; encontra-se na fronteira entre a Terra Fria e a Terra quente do Nordeste transmontano e é um grande produtor de azeite e batata. A sua Matriz de abóbada de granito e coro abalaustrado é uma referência assim como os famosos vinhos, o folar e o seu bacalhau à Bruxa de Valpaços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Mas vamos subindo a caminho de Bragança e ao encontro de uma história acontecida em &lt;strong&gt;Monforte de Rio Livre&lt;/strong&gt;. Diz-se que quando D. Francisco, irmão do rei D. João V, se deslocou a esta localidade os vereadores tiveram a iniciativa de mandar que as mais bonitas raparigas do lugar lhe oferecessem em açafates ornados de flores a única fruta que dispunham, figos (houve outras sugestões como pinhas, outro fruto da região). Pelos vistos o infante não gostou da mesquinha oferta e mandou que o vereador que teve tal ideia fosse amarrado a um poste, servindo de gáudio aos lacaios do seu séquito que, fazendo do vereador alvo, lhe mandavam projécteis de figos.  Certo é que no fim o humilde vereador com a cara lambuzada pelos figos ainda dizia com ar de sorte: - Ainda bem que não lhe oferecemos pinhas!»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Aqui marius sorri, não há povo como o nosso, quando a desgraça acontece foi sempre uma sorte, podia ser bem pior.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-214091718527296780?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/214091718527296780/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=214091718527296780&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/214091718527296780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/214091718527296780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2005/10/pelo-alto-tmega.html' title='Pelo Alto Tâmega'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-5329326666199207887</id><published>2005-09-12T04:45:00.004+01:00</published><updated>2009-09-07T06:47:51.817+01:00</updated><title type='text'>Aquae Flaviae – Chaves</title><content type='html'>&lt;embed src="http://mtp1.com.sapo.pt/MaioMocoMalhaoMar.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&amp;nbsp;D. Dinis o rei «Lavrador» não descurava a defesa das fronteiras das terras conquistadas e é isso que marius contempla, o castelo de &lt;strong&gt;Montalegre&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/castelomontalegre.gif"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Reedificado sobre um outro mais antigo, este castelo domina a paisagem com a sua bela torre de menagem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Descendo à nascente do Rabagão ou subindo à serra de Larouco é um caminhar quase solitário. Marius vai a caminho das termas do Imperador, no entanto, não deixa de visitar &lt;strong&gt;Boticas&lt;/strong&gt; e beber o seu vinho dos «mortos».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;O caso do "vinho dos mortos", bebida que deve esta original designação a um pedaço de história: em 1809, a população local decidiu enterrar o seu vinho para não cair nas mãos dos invasores franceses. Quando o exército de Napoleão se retirou, descobriram que o vinho sabia melhor; passou a ser conhecido como "vinho dos mortos" e o costume de enterrar as garrafas por um ou dois anos ainda se mantém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;STRONG&gt;Aquae Flaviae – Chaves&lt;/STRONG&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://cidadechaves.no.sapo.pt/animachaves.gif"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Não deixa de ser curioso, 1927 anos depois, falar desta cidade onde o imperador romano de seu nome completo Tito Flávio Sabino Vespasiano, criou como município, em 78 d.C. com o nome de Aquae Flaviae (águas de Flávio), devido ás propriedades das águas termais a que os romanos davam muito valor. Curioso pois irei falar deste imperador no &lt;a href="http://marius.blogs.sapo.pt/" target="_blank"&gt;Império Romano&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/termas%20chaves.jpg" align="left" hspace="10"&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;Em Aquae Flaviae estava acantonada parte da Legião Gemina, a outra estava em Leão, e de certo que os romanos da Galécia, vinham para desfrutarem das águas bicarbonatadas sódicas que brotam a 73º de temperatura.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Os romanos construíram muralhas, estradas, pontes, barragem, termas, exploraram  minas de ouro. Era a defesa da Rota de Ouro que fez com que este município crescesse em termos económicos, balneares e castrenses e, em 104 d.C., Aquae Flaviae passa a cidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/pontetrajano.jpg" align="left" hspace="10"&gt;&amp;nbsp;A ponte romana que une as duas margens do Rio Tâmega que atravessa a cidade, conhecida pela ponte de Trajano, foi construída  entre o fim do 1º século e o princípio do 2º século (98 e 104 d.c). A ponte tem cerca de 150 metros de comprimento, 16 arcos, quatro dos quais estão soterrados, e no meio ergueram duas colunas cilíndricas epigrafadas o  Padrão dos Povos, dedicado aos 10 civitates, aos imperadores Vespasiano e Tito, ao legado prospector de Augustus,  e à Legio VII Gemina Félix.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Marius vai até ao Miradouro de S. Lourenço contíguo à serra de Brunheiro. Ali desfruta da paisagem flaviense, a sua famosa veiga, e um bem conservado troço da via romana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img alt="veiga" src= http://mariusangol.no.sapo.pt/veigachaves.jpg &gt;                                        &lt;FONT size=0,1&gt;&lt;EM&gt;&amp;nbsp; A Veiga de Chaves, com os seus solos férteis, atravessada ao meio pelo Rio Tâmega e os seus solos banhados pelas águas das Caldas foi, em tempos, o sustento de muita gente &lt;/FONT&gt;&lt;/EM&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/mantela.jpg" align="left" hspace="10"&gt;&amp;nbsp; Na Igreja Matriz de Chaves existiu, em tempos, uma lápide, no colateral direito, com o seguinte epitáfio:&lt;br /&gt;&amp;nbsp; «Aqui jaz Maria Mantela com sete filhos ao redor dela».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Maria Mantela quando era garota criticou severamente uma pobre que lhe pediu  esmola, levando  ao colo dois gémeos.   Anos mais tarde teve sete gémeos. Com vergonha pretendeu esconder isso do marido entregando os filhos a uma serva para os afogar no rio. A serva contrafeita colocou as crianças num cesto e quando ia a caminho do rio deu de caras com o marido de Maria Mantela. Este perguntando o que levava no cesto respondeu que eram cachorrinhos. O amo, ou por curiosidade ou por já desconfiar de qualquer coisa, levantou a cobertura e percebeu. Pegou no cesto, pô-lo sobre o cavalo e disse à rapariga que fosse dizer à ama que estava cumprida a ordem.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Dali partiu com os filhos em busca de amas que os criassem. Deixou cada um em sua aldeia e durante muito tempo Maria Mantela não desconfiou que os meninos estavam vivos e se iam criando e educando.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Diz a lenda, ao mesmo tempo que especifica os nomes das igrejas, que estes sete meninos foram ordenados padres e viveram a sua vida em sete aldeias circunvizinhas de Chaves. E Maria Mantela viveu o resto da sua vida grata ao seu marido por ter aceite aqueles sete filhos de um só parto. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; E tanto os amou que exigiu descansar juntamente com os sete, no seu leito de eternidade:&lt;br /&gt;&lt;center&gt;«Aqui jaz Maria Mantela com sete filhos ao redor dela».&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Chaves por certo não é a cidade que tanta importância teve no passado mas é uma cidade virada para o futuro. Com as suas igrejas, a Rua direita com originais varandas e janelas, os seus bairros típicos como o Bairro do Castelo – tipo Alfama lisboeta -, não deixará  morrer as suas tradições, as suas festas, romarias, feiras tradicionais e, no próximo ano, lá estarão os flavienses a cantar as suas Janeiras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;EM&gt;Chegaram aqui três rosas&lt;br /&gt;Três ou quatro, ou cinco, ou seis,&lt;br /&gt;Se os senhores nos dão licença&lt;br /&gt;Vamos-lhes cantar os Reis.&lt;/EM&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... Estejam à vontade!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-5329326666199207887?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/5329326666199207887/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=5329326666199207887&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/5329326666199207887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/5329326666199207887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2005/09/aquae-flaviae-chaves.html' title='Aquae Flaviae – Chaves'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-1098690060398178666</id><published>2005-09-07T04:46:00.002+01:00</published><updated>2009-09-07T03:49:28.744+01:00</updated><title type='text'>Terras de Barroso</title><content type='html'>&lt;embed src="http://mtp1.com.sapo.pt/GFPoveiroLimaoVerde.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&amp;nbsp;Marius segue agora por avassaladoras paisagens. Os malmequeres-dos-brejos acompanham-no nesta sua caminhada. Aqui e ali, bovinos da raça barrosã pastam em verdes pastos. &lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/vaca%20barrosa.gif"&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está em terras de Barroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Marius dá um salto a &lt;strong&gt;Salto&lt;/strong&gt;, a maior freguesia do concelho de Montalegre. Em Salto casou D. Nuno Alvares Pereira, o «Santo Condestável» no século XIV, com D Leonor de Alvim dando origem à Casa Ducal de Bragança. A estátua do Condestável encontra-se em Salto desde 1922.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            &lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/D.%20NunoAlvaresPereira.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Vai pelos «Cornos das Alturas», expressão popular da serra de Alturas. Sempre com as serras em vista, numa paisagem dantesca, recortadas por arborização e povoados estamos nas terras de um povo que sabe receber mas cuidado «...com o povo barrosão não se brinca». É assim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Marius passa pela albufeira do Alto de Rabagão a caminho de Pitões das Júnias lugar popularizado numa reportagem de TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Pitões das Júnias&lt;/strong&gt; é um local de difícil acesso, e de clima agreste. É na pastorícia que a gente de Pitões tem o seu meio de sustento e é aqui, longe dos olhares do mundo, onde o mar é uma miragem, que se sente em comunhão com a natureza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/mosteiroStaMariaJunas.jpg" align="left" hspace="10"&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&amp;nbsp;Do Mosteiro de Santa Maria das Júnias restam as ruínas, até quem o serviu dali saiu. A “Fé” não se compadece só com paisagens agrestes.&lt;br /&gt;&lt;BR&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;EM&gt;Deus te salve , saco&lt;br /&gt;Quatro maquias te rapo&lt;br /&gt;Uma p’ro burro comer,&lt;br /&gt;E outra para te moer&lt;br /&gt;A outra por te levar&lt;br /&gt;E outra por te trazer&lt;/EM&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Esta é a Oração do moleiro em terras raianas de &lt;strong&gt;Tourém&lt;/strong&gt;. Terra muito visitada por galegos foi outrora defendida pelo castelo de Piconho hoje em terras de Espanha. A Igreja Paroquial românica, a Capela do Demo (S. Miguel) a de Santa Ana no Outeiro, o Forno comunitário de granito e as casas rústicas que na sua maioria são do século XVIII, mostram aos visitantes uma harmonia ecológica, a contrastar com o espelho de água do Sales, afluente do Lima, com uma esguia Ponte a unir os povos raianos de Tourém e Calvos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/trajobarrosa.jpg" align="left" hspace="10"&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;Traje regional rústico.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;centro&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/Rabagao.jpg"&gt;&lt;/centro&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;O silêncio é esmagador. Ligámos o coração a estas terras barrosãs onde o mítico nos faz levantar os olhos e perguntar se, para além disto, o paraíso ainda existe. O sossego, o relógio sem ponteiros, a vida calma, os castros e os trajes deste povo são, sem dúvida, o Portugal profundo que o citadino gostaria de viver e ter como leito, para sonhar, o regaço da mãe natureza!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chuva cai, são lágrimas do céu!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-1098690060398178666?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/1098690060398178666/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=1098690060398178666&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/1098690060398178666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/1098690060398178666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2005/09/terras-de-barroso.html' title='Terras de Barroso'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-2288636269796677906</id><published>2005-08-22T04:47:00.001+01:00</published><updated>2009-09-07T03:43:47.489+01:00</updated><title type='text'>Por caminhos de Basto</title><content type='html'>&lt;embed src="http://mtp1.com.sapo.pt/MaioMocoCanaVerde.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&lt;img align=left src= "http://mariusangol.no.sapo.pt/cavalo%20lusitano.gif" width="112" height="113" /&gt;&amp;nbsp;Está chegada a altura de sair de Guimarães. O seu cavalo esporeia os seus cascos como dizendo que está na hora da partida. Há muito ainda por caminhar. Não, não levas a tua companheira para esta viagem. Havemos de voltar. &lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img align=left src= "http://mariusangol.no.sapo.pt/cao.gif" width="113" height="110" /&gt;&amp;nbsp; À saída, marius repara num cão que olha para a estrada como esperando por alguém que, por certo, nunca chegará. Nada há a fazer a este povo que chegado o tempo de férias abandona o seu fiel companheiro, também não é de admirar, quem abandona filhos mais depressa abandona animais. Vem daí amigo, vamos por serras e serranias, montes e vales, vamos ver Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Com o cavalo a trote, segue marius o caminho para Trás-os-Montes e Alto Douro. Marius conhece muito pouco desta zona do País. Está chegada a hora para conhecer um pouco mais. De certo que irá encontrar nestas suas deambulações, achegas de quem, por certo, não irá só acenar mas também contribuir para que seja mais conhecida a sua Região, os seus usos e costumes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Em &lt;strong&gt;Arões&lt;/strong&gt;, a caminho de Fafe, vê a pequena Igreja de S. Romão de Arões, românica e um belo cruzeiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img alt="" src= http://mariusangol.no.sapo.pt/justi%E7a%20Fafe.jpg &gt;                                        &lt;FONT size=0,1&gt;&lt;EM&gt; Monumento à Justiça de Fafe&lt;/FONT&gt;&lt;/EM&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;strong&gt;Fafe&lt;/strong&gt; é uma vila onde a arquitectura apresenta fortes marcas dos «brasileiros» de retorno ou «… de torna-viagens», que ali construíram residências apalaçadas, fábricas de têxteis e comércio. São assim os nossos emigrantes. Uma vida de sacrifício na «estranja» e depois voltam para engrandecer a terra de origem. Um bem-haja a estes nossos conterrâneos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; No monte de S. Ovídio existem as ruínas de um castro e ali foi encontrada uma estátua de um guerreiro galaico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Em &lt;strong&gt;Cepães&lt;/strong&gt;, ainda se mantém o tradicional jogo do pau. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src= "http://mariusangol.no.sapo.pt/jpau.jpg" width="400" height="250" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;BR&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp; Eis marius chegado à região de Basto. Encaixada nos vales do Rio Tâmega, a região oferece uma paisagem diferente onde, por razões orográficas e climáticas dão origem a culturas diversificadas como o são: - a vinha do enforcado, milho, forragens, oliveiras, laranjeiras, figueiras, cerejeiras, castanheiros. A comunidade agrícola fixou-se mercê da romanização da região.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img align=left src= "http://mariusangol.no.sapo.pt/O%20Basto.jpg" width="150" height="188" /&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;br&gt;&amp;nbsp; &lt;strong&gt;Cabeceiras de Basto&lt;/strong&gt;, é uma antiga povoação, tendo sido dado foral em 1510 por D. Manuel I. Além de casas solarengas e brasonadas de séculos XVII, XVIII e XIX, podemos ver a estátua do guerreiro galaico o «Basto».&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Em &lt;strong&gt;Cavês&lt;/strong&gt; esteve Camilo Castelo Branco e a Igreja Matriz faz parte de um dos seus romances e, como sempre, podemos apreciar várias pontes românicas sobre afluentes do Tâmego. Os romanos tiveram grande influência na Península como podem constatar através do que descrevo no &lt;a href=http://marius.blogs.sapo.pt/ target="blank"&gt;Império Romano&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/b-pontecavez.jpg" align="left" hspace="10"&gt;&amp;nbsp; Na Ponte de Cavês (ou Cavez), sobre o Tâmega celebra-se a Romaria de S. Bartolomeu. Na margem direita fica a Capela de S. Bartolomeu, na margem esquerda uma fonte. Não uma fonte qualquer, mas sim uma fonte “milagrosa”. Pelos vistos, sempre que haviam ressentimentos, rivalidades, paixões, ódios e outros quejandos, era aqui que se fazia o ajuste de contas. Depois de bem bebidos, soltava-se de um lado o grito de guerra «Vinde ao santo valentões» ou «Viva Trás-os-Montes». Do outro lado «Vinde à fonte cobardes» ou «Viva o Minho» e de forquilhas, paus, varapaus, facas e a tiro lá se matavam uns aos outros. E isto só acabou em 1957, já tinham idade para terem juízo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img align=left src= "http://mariusangol.no.sapo.pt/castelo%20arnoia.jpg" width="150" height="224" /&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&amp;nbsp; &lt;strong&gt;Celorico de Basto&lt;/strong&gt;, Condado e julgado medieval foi elevado a concelho com sede no Castelo Celorico (Castelo de Arnóia, castelo este mui antigo com torre de menagem). No tempo de D. João V a sede foi mudada para V. N. Freixieiro. &lt;br /&gt;&lt;BR&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Continua-se a ver aqui e ali, resquícios de um passado que marcou profundamente a vida, os usos e os costumes de cada uma das nossas regiões. Cabe a cada município a contribuição para que os aspectos mais predominantes da nossa história não se percam. É difícil a pesquisa deste nosso Portugal. Em certos municípios, parece que estamos no tempo da pedra-lascada. Os sites correspondentes falam do presidente, dos eventos e daquilo que lhes dá votos, não falam daquilo que nos interessa (com raras excepções) … da história das terras do povo que os elegeu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-2288636269796677906?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/2288636269796677906/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=2288636269796677906&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/2288636269796677906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/2288636269796677906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2005/08/por-caminhos-de-basto.html' title='Por caminhos de Basto'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-3867334999178137715</id><published>2005-08-08T04:48:00.005+01:00</published><updated>2008-08-13T22:03:35.144+01:00</updated><title type='text'>Guimarães - O Berço da Nacionalidade</title><content type='html'>&lt;div align=justify&gt;&amp;nbsp;Marius segue o seu caminho procurando aqui e ali, vestígios da ocupação romana que tanto se fez sentir na Península Ibérica. Antes de entrar na cidade de Guimarães faz uma visita a &lt;strong&gt;Caldas das Taipas&lt;/strong&gt; na qual se destaca uma antiga estância termal. A utilização terapêutica das suas águas remonta ao Império Romano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/termasromanas.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;BR&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/g-Aratrajano.jpg" align="left" hspace="10"&gt;&lt;br&gt;&amp;nbsp;A comprová-lo, podemos encontrar, junto à Igreja Matriz da vila, um enorme bloco de granito - Pedra ou Ara de Trajano, com uma extensa inscrição em latim dedicada ao imperador romano Trajano Augusto, denunciando a procura e utilização, durante a época imperial, destas águas medicinais. &lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;a href="http://citania.csarmento.uminho.pt/" target="_blank"&gt; &lt;img alt="" src="http://marius70.no.sapo.pt/briteiros.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;FONT size=0,1&gt;&lt;EM&gt;(clique na imagem para uma visita virtual à Citânia de Briteiros)&lt;/FONT&gt;&lt;/EM&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A poucos quilómetros do centro da vila estão localizadas as estações arqueológicas do Castro de Sabroso e da &lt;strong&gt;Citânia de Briteiros&lt;/strong&gt;, constituindo-se, sobretudo esta última, como um dos mais significativos exemplos de "Cultura Castreja" do nosso país e prova exemplar da existência de povoados pré-romanos nesta região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;embed src=http://www.cm-guimaraes.pt/videos/guimaraes1.wmv width=380 height=360 type=video/x-ms-wmv showstatusbar="1" autostart="false" controller="true" loop="false" scale="tofit"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Marius vai então até &lt;strong&gt;Guimarães&lt;/strong&gt;. Tendo já lá estado volta a locais seus conhecidos. Nas muralhas da cidade encontra-se a inscrição «Aqui Nasceu Portugal»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/aquinasceuportugal.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;O Castelo de Guimarães, sofreu várias alterações desde o tempo do conde D. Henrique até ao de D. João I, mas o mesmo ergueu-se sobre uma fortificação anterior, do século X, mandada edificar pela condessa de Mumadona e que fora destruída por normandos ou mouros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Segundo alguns historiadores ali nasceu D. Afonso Henriques, o nosso primeiro rei, em 1111, outros dão como local de nascimento Coimbra no ano de 1109, de uma forma ou de outra foi em Guimarães que nasce a Portucalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Marius visita a Igreja de S. Miguel do Castelo onde existe uma pia baptismal que segundo a tradição foi lá baptizado o nosso 1º Rei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Falar de Guimarães é falar da nossa estória mas faltam os elementos necessários para se fazer a história deste povoado. Sabemos sim que fazia parte do Condado - território administrado por um conde - Portucalense e é em Guimarães que  o nobre francês, D. Henrique de Borgonha, se instala com armas e bagagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Percorrendo a zona antiga da cidade, pela Rua de Santa Maria, marius vê ainda características das casas antigas, como sejam as varandas de madeira com balaústres, as varandas e janelas de rótulas, as paredes caiadas em tons ocre, e algumas portas quinhentistas. O tempo, tudo isto fará desaparecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/igrejaOliveira.jpg" align="left" hspace="10"&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&amp;nbsp;Como é natural, neste nosso Portugal, um dos pólos de maior interesse “turístico”, são as Igrejas. Em Guimarães entre o gótico e o barroco pode-se ver a bela fachada da Igreja da Oliveira (na imagem), a Igreja de S. Francisco, de S. Domingos, etc.&lt;br /&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/gualterianas.gif" align="left" hspace="10"&gt;&lt;br&gt;&amp;nbsp;Vamos então visitar Guimarães, a cidade berço, e aproveitar as Festas Gualterianas que estão a decorrer – revitalização das tradicionais e seculares “feiras de São Gualter” – de 5 a 8 de Agosto com Zés Pereiras, despique de Bandas, corridas de toiros, desfile de charretes antigas, a procissão de S. Gualter e o fogo de artifício que para o norte do país é sempre um ponto alto de qualquer festividade.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src=" http://mariusangol.no.sapo.pt/feiraguimaraes.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Ah, e não podemos esquecer de provar a gastronomia e os vinhos da região, mas bebamos com moderação, pois a vida é para ser vivida e não perdida numa curva ou recta qualquer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-3867334999178137715?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/3867334999178137715/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=3867334999178137715&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/3867334999178137715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/3867334999178137715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2005/08/guimares-o-bero-da-nacionalidade.html' title='Guimarães - O Berço da Nacionalidade'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-8085200921334268871</id><published>2005-07-25T04:49:00.000+01:00</published><updated>2008-07-16T04:50:49.537+01:00</updated><title type='text'>Por um País devastado...</title><content type='html'>&lt;embed src="http://mtp1.com.sapo.pt/CdaTerraAsSeteMulheresdoMinho.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&lt;FONT color=#0000FF&gt;&lt;EM&gt;&amp;nbsp;Marius caminha por um país devastado pelas chamas. O Nero de ontem incendiou uma cidade, os Neros de hoje incendeiam um país.&lt;/EM&gt;&lt;/Font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Passa pelo Santuário de Porto de Ave, que data do século XVIII em &lt;strong&gt;Póvoa de Lanhoso&lt;/strong&gt;, que recebeu o foral de D. Dinis e de D. Manuel I. No seu castelo viveu durante bastante tempo, a rainha D. Teresa e, segundo a tradição, foi encarcerada nele pelo seu filho D. Afonso Henriques depois da Batalha de S. Mamede. Mas este castelo tem outras histórias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;No século XIII o alcaide-mor D. Rodrigo Gonçalves Pereira, suspeitando que a sua mulher o andava enganar, a terá mandado queimar juntamente com todos os que se encontravam lá dentro (se calhar o dito cujo não estava lá na altura… digo eu!). Em 1680 um devoto mandou as muralhas abaixo para construir um templo dedicado a Nossa Senhora do Pilar… Ai fé que tudo derrubas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://mtp1.com.sapo.pt/ZecaOCabralFugiuParaEspanha.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;EM&gt;Viva Maria da Fonte&lt;br /&gt;De nome tão majestoso&lt;br /&gt;Em Fonte Arcada nascida&lt;br /&gt;Do concelho de Lanhoso&lt;/EM&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/serracabreira.jpg" width="278" height="175" align="left" hspace="10"&gt;&amp;nbsp;Marius dirige o seu cavalo entre o Cávado e o Ave em direcção a Vieira do Minho. No miradouro de Castro de Vila Seca contempla a vila e vai até à gruta do Diabinho, no lugar de Cubos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Localiza-se em &lt;strong&gt;Vieira do Minho&lt;/strong&gt; a bela serra da Cabreira tendo neste lugar nascido o célebre padre Casimiro que detonou o movimento popular da Maria da Fonte, que rebentou no Minho em Maio de 1846 contra o governo de Costa Cabral. A causa imediata da revolta foram umas questões de recrutamento, e a proibição dos enterramentos feitos dentro das igrejas, em que desempenhou um papel irrequieto e activo uma desembaraçada mulher das bandas da Póvoa de Lanhoso, conhecida pelo nome de Maria da Fonte. Mas quem foi esta Maria da Fonte? Tudo indica que se trata de Maria Angelina Simões, mulher de instintos belicistas celebrizada pela quadra acima mencionada. Mulheres do povo que fizeram história, como Brites de Almeida, a famosa Padeira de Aljubarrota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/mariadafonte.gif"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Vai a caminho de &lt;strong&gt;Ruivães&lt;/strong&gt; através da via romana em Salamonde, que unia Braga a Chaves. Passa pelos maciços de granito em Fraga da Pena Má que é, segundo a crendice popular, um local para a cura de doenças em crianças: depois de uma reza, tira-se a camisa à criança que é atirada ao rio enquanto se canta uma oração que faz passar a doença para a camisa perdida. Se assim é… tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src= "http://mariusangol.no.sapo.pt/pontemisarela.jpg" width="250" height="187" align="right" hspace="10"&gt;&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Ruivães&lt;/strong&gt;, onde foi travada uma batalha de lutas liberais em 1837, tem vários interesses paisagísticos, como a Ponte de Misarela (na imagem) uma ponte românica, como não podia deixar de ser, sobre o rio Rabagão, que se confunde com as fragas de granito que se erguem no local, o rio Saltadouro, o famoso Caldeirão do Poço Negro e o Toco onde se albergam raposas e os lobos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Segundo a lenda, esta ponte foi construída pelo Diabo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Havia um mau homem em terras de Além Douro, a quem a justiça, encarniçadamente perseguia, por vários crimes e que sempre escapava, como conhecedor que era dos esconderijos proporcionados pela natureza. Apertado, porém, muito de perto, embrenhou-se um dia no sertão e, transviado, achou-se de repente à borda de uma ribeira torrencial, em sítio alpestre e medonho, pelo alcantilado dos penedos e pelo fragor das águas que ali se despenhavam em furiosa catadupa. Apelou o malvado para o Anjo-Mau e tanto foi invocá-lo que o Diabo lhe apareceu. “Faz-me transpor o abismo e dou-te a minha alma”, disse-lhe. O Diabo aceitou o pacto e lançou uma ponte sobre a torrente. O réprobo passou e seguiu sem olhar para trás como lhe fora exigido, mas pouco depois sentiu grande estrépito, como de muitas pedras que se derrocavam, e ninguém mais ouviu falar da improvisada ponte. Os anos volveram e, enfim, chegou a hora do passamento. Moribundo e arrependido, confessou ao sacerdote o seu pacto. Este foi ao sítio da ponte e tratou igual pacto com o Diabo. A ponte reapareceu e o sacerdote passou, mas tirando rápido, um ramo de alecrim, molhou-o na caldeirinha que levava oculta, três vezes aspergiu, fazendo o sinal da cruz e pronunciando as palavras sacramentais dos exorcismos. O mesmo foi fazê-lo que sumir-se o Demónio, deixando o ar cheio de um vapor acre e espesso, de pez e resina, de envolta com cheiro sufocante de enxofre, ficando de pé a ponte.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Marius segue por &lt;strong&gt;Rossas&lt;/strong&gt;, conhecida pelas suas mantas, a caminho de Guimarães.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-8085200921334268871?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/8085200921334268871/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=8085200921334268871&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/8085200921334268871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/8085200921334268871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2005/07/por-um-pas-devastado.html' title='Por um País devastado...'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-8256630530480671224</id><published>2005-07-16T04:50:00.000+01:00</published><updated>2008-07-16T04:51:21.353+01:00</updated><title type='text'>Zé do Telhado/ O Carvalhosa</title><content type='html'>&lt;div align=justify&gt;&lt;img align=left src="http://mediateca.do.sapo.pt/0015831.gif" hspace="10"&gt; &amp;nbsp; O lendário Zé do Telhado, de seu nome José Teixeira da Silva, nasceu em 1816 na Freguesia de Costelo de Receguinhos - Penafiel.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;STRONG&gt;A sua alcunha não lhe adveio de assaltar as casas pelo telhado ou de serem os telhados o caminho para a fuga à polícia. Ficou assim conhecido porque nasceu numa casa coberta de telhas, ao contrário das casas da vizinhança, que usavam palha. &lt;/STRONG&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Este conhecido e mítico salteador, que roubava aos ricos para dar aos pobres, andou por Braga, no curso das suas aventuras, das quais se recordam as designadas por "Barbeiro Gabarola" e "Galego Sovina".&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Participou em 1846, na Revolta da Maria da Fonte (Póvoa de Lanhoso), tomado partido pelas forças populares.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;U&gt;&lt;STRONG&gt;O Carvalhosa&lt;/STRONG&gt;&lt;/U&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&amp;nbsp;Também conhecido por Pitoleta, é outra das figuras da região. Grangeou de grande fama devido à sua coragem, a uma rara perspicácia na resolução dos problemas que lhe surgiam.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&amp;nbsp;Algumas histórias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Tendo-lhe morrido uma galinha, não deixou que a mulher a enterrasse. Depenou-a e foi vendê-la, com toda a artimanha, numa casa de petiscos; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Estava o Carvalhosa em França quando teve conhecimento das ofensas à pessoa sua mãe. Num primeiro instinto, quis fazer justiça pelas próprias mãos. Porém com toda a serenidade, pensou que o ofensor já era velhote e que era nele mal empregue uma sova. Jurou então, que lhe havia de urinar na cova no dia do enterro. Anos volvidos, com tudo aparentemente já esquecido, o sujeito faleceu e foi a enterrar. Quando no cemitério já só se encontrava o coveiro, o Carvalhosa aproximou-se e intimou-lhe que parasse por um momento pois tinha uma promessa a cumprir;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;O Carvalhosa adquirira uma vaca na feira do Pico de Regalados. Reparou que ela estava muito magra. Ao chegar a casa a mulher recusou alimentá-la. Então o Carvalhosa preparou uma bebida numa garrafa com água e sal e deu-a à vaca. Na manhã seguinte apressou-se a ir vendê-la à feira. Ao passar na confeiteira encontrou um grupo de tanques, onde a vaca sequiosa vendo a água bebeu. Bebeu tanta água que a barriga lhe cresceu.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Chegado à feira, no meio de todo o outro gado, foi de pronto rodeado por muitos compradores. O negócio fechou-se rapidamente. A vaca, claro está, desinchou e em breve voltou ao estado lastimoso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-8256630530480671224?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/8256630530480671224/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=8256630530480671224&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/8256630530480671224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/8256630530480671224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2005/07/z-do-telhado-o-carvalhosa.html' title='Zé do Telhado/ O Carvalhosa'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-2395397768322768489</id><published>2005-06-16T04:51:00.000+01:00</published><updated>2008-07-16T04:52:18.611+01:00</updated><title type='text'>Braga</title><content type='html'>&lt;embed src="http://mtp.com.sapo.pt/MPPRusgadeEntrada.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&lt;img align=left src="http://mariusangol.no.sapo.pt/casqnoz.jpg" hspace="10"&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp; Marius volta-se e sente algo a tocar-lhe suavemente. Desperta e procura o motivo daquele toque; era uma casquinha de noz que lhe lembrava que a caminhada ainda não tinha acabado. Deixara-se adormecer sob o céu azul do Minho. Há que voltar às viagens pelos caminhos de Portugal. Uma caminhada solitária, onde aqui e ali alguém acena, lhe diz alguma coisa, mas ficam para trás. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vá companheiro &lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0015323.gif"&gt;, vamos casquinha, vamos até Braga.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img align=left src="http://mediateca.do.sapo.pt/0015830.jpg" hspace="10"&gt;(casa romana)&lt;STRONG&gt;&amp;nbsp; Braga&lt;/STRONG&gt; - Bracara Augusta, como os romanos a baptizaram, foi fundada pelos Celtas em 300 a.C. e foi um centro administrativo romano em 27 a.C.. Nascida para administração do vasto território da Galécia, que corresponde ao Minho e à Galiza, Bracara Augusta rapidamente evoluiu, tornando-se um empório comercial e um centro comercial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Conquistada pelos Suevos em 409, foi sua capital até 585, data que este povo foi subjugado pelos Visigodos. Durante um período que se alargou até ao século VII, Braga foi um dos maiores centros de pensamento de Europa Cristã.&lt;br /&gt;Destruída em 711 pelos Árabes, a cidade veio a ser reconstruída pelo bispo D. Pedro tornando-se um feudo dos arcebispos, denominados Senhores de Braga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Braga combina muito bem a importância religiosa com a prosperidade comercial e industrial dos dias de hoje. Para visitar: a Catedral (séculos XII - XVIII), o Museu do Tesouro e de Arte Sagrada; o Museu do Palácio dos Biscainhos; e o Museu Dom Diogo de Sousa. Também merecedoras de uma visita são as igrejas da Misericórdia (Renascimento), do Pópulo (séculos XVII - XVIII) e da Nossa Senhora Branca (século XVIII). Nos arredores, a 5 km do centro da cidade, está situado o Santuário do Bom Jesus do Monte, com a sua imponente escadaria de estilo Barroco e onde se pode ver Braga por um canudo; o Santuário de Nossa Senhora do Sameiro; o antigo Mosteiro de Tibães, datando do período dos Suevos e reconstruído no século XI e a Igreja de São Frutuoso de Montélios (templo visigodo do século VII).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0015828.jpg" width="150" height="150" /&gt;&amp;nbsp;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/Bom%20Jesus.jpg" width="150" height="150" /&gt;&amp;nbsp;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/Sameiro.jpg" width="112" height="150" /&gt;&lt;/center&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Catedral&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;    Bom Jesus&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;   Sameiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img align=left src="http://mediateca.do.sapo.pt/0015829.jpg" hspace="10"&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&amp;nbsp; Neste lago, em Bom Jesus, já marius remou!&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Vale a pena assistir às procissões da Semana Santa, na Páscoa, ou às festas populares do São João, em Junho, com arraiais e fogo de artifício, uma ímpar popular que culmina, na noite de 23 para 24, num dos maiores arraias do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Etnograficamente, e para além destas festas, deve salientar-se o trabalho de madeira (marcenaria, talha e escultura religiosa); o dos vimes e palha para chapéus e cestos; a cera para velas, cujo expoente é a vela de Braga ornamentada com uma silva, pintada de verde, amarelo e azul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;FONT color=#0000FF&gt;&lt;EM&gt;&amp;nbsp; Na gastronomia pode-se salientar o; Pudim abade de priscos, Papas de Sarrabulho à Moda de Braga e os Rojões à moda do Minho.&lt;/FONT&gt;&lt;/EM&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-2395397768322768489?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/2395397768322768489/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=2395397768322768489&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/2395397768322768489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/2395397768322768489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2005/06/braga.html' title='Braga'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-2266215266156524278</id><published>2005-06-07T04:52:00.001+01:00</published><updated>2009-09-07T03:32:21.951+01:00</updated><title type='text'>Por caminhos Minhotos</title><content type='html'>&lt;embed src="http://mtp1.com.sapo.pt/JPereiraLaurindinha.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&lt;img align=right src="http://mediateca.do.sapo.pt/0015794.jpg" hspace="10"&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&amp;nbsp; Para trás ficara a Festa das Cruzes. Marius iria continuar a sua viagem rumo ao sul. Fim de tarde. As últimas réstias de luz iluminavam-lhe o caminho.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A lua&lt;img src="http://gifsanimados.com.sapo.pt/mundos/lua04.gif "&gt;brilhava no céu estrelado. Quem sabe se não iria ver a princesa moura a vaguear pelos montes, aqui marius sorri, as lendas têm sempre um fundo de verdade, a imaginação popular faz o resto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img align=right src="http://mariusangol.no.sapo.pt/Alcaide%20Faria.jpg" hspace="10"&gt;&amp;nbsp; Passa por &lt;strong&gt;Faria&lt;/strong&gt;, terra bem conhecida pelo feito do seu alcaide-mor D. Nuno Gonçalves que tendo sido feito refém por Castela, que tinha invadido Portugal porque o nosso rei D. Fernando se apaixonara por Leonor Teles quando estava para desposar a filha do rei de Castela quebrando o compromisso que tinha assumido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Com receio que o filho, D. Gonçalo, entregasse a fortaleza de Faria, pediu aos castelhanos que o levasse até aos muros do castelo para convencer o filho a entregar a fortaleza sem resistência. Ali chegado D. Nuno exortou-o a defender o Castelo a custo da própria vida amaldiçoando-o caso assim não fizesse. Os castelhanos traídos, mataram o velho alcaide mas tendo sido a luta renhida para os portugueses certo é que os inimigos acabaram por desistir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; D. Fernando premiou o gesto valoroso de D. Gonçalo mas este abandonou o cargo de alcaide e tornou-se sacerdote. Eram de outra gesta estes portugueses. &lt;img src="http://samaritana.paginas.sapo.pt/medieval/guerreiro01.gif "&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Hoje do Castelo só resta a lembrança pois grande parte das suas pedras, propositadamente arrancadas, servira à construção do modesto convento da Franqueira, erguido ali perto, no sopé do monte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Laranjais eram uma constante. Aqui e ali, espigas de milho recortavam-se na noite. O silêncio era de vez em quando, cortado pelo coaxar das rãs que nos pequenos lagos, &lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/sapo11.gif"&gt; tentavam captar a atenção das fêmeas para uma nova geração de girinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Passa pela &lt;strong&gt;Ponte do Bico&lt;/strong&gt;, na freguesia de &lt;strong&gt;Palmeira&lt;/strong&gt;, na confluência entre-os-rios Homem e Cavado, onde é costume juntar-se enorme multidão transformando-a numa aprazível praia fluvial. Povoado muito antigo, foi escolhido pelo arcebispo D. José de Bragança para a edificação de um palácio no lugar de Gasparinhos, junto ao rio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Estava a chegar a Braga – a Bracara Augusta onde os romanos a tinham transformado num grande empório comercial e numa das cidades mais importantes da época.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-2266215266156524278?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/2266215266156524278/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=2266215266156524278&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/2266215266156524278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/2266215266156524278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2005/06/por-caminhos-minhotos.html' title='Por caminhos Minhotos'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-7964802481228519420</id><published>2005-05-31T04:53:00.003+01:00</published><updated>2008-08-13T21:37:14.092+01:00</updated><title type='text'>Barcelos</title><content type='html'>&lt;embed src="http://mtp1.com.sapo.pt/CantodaTerraModadoEntrudo.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;EM&gt;&lt;FONT color=#0000FF&gt; “Barcelos verde rincão&lt;br /&gt;Terra lusa, nobre gente&lt;br /&gt;Onde um galo morto cantou&lt;br /&gt;Para salvar um inocente."&lt;/EM&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;EM&gt;&lt;div align=justify&gt;&lt;FONT size=0,5&gt;Podemos ler estes versos em toalhas de cunho regionalista.&lt;/FONT&gt;&lt;/EM&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;STRONG&gt;Barcelos&lt;/STRONG&gt; é a terra do galo. A história do seu aparecimento, tem um documento iconográfico excepcional: o cruzeiro quatrocentista que está no Museu Arqueológico. Segundo a lenda, os habitantes de uma aldeia andavam alarmados com um crime que lá acontecera e que ainda não se encontrara culpado. Um galego, em cumprimento a uma promessa a Sant’Iago, passou por lá e sem saber como, foi preso e condenado à forca. Proclamou a sua inocência, mas o juiz fez–se surdo. Desesperado, apontou para um galo assado que ali estava e disse: «É tão certo eu estar inocente como esse galo cantar quando me enforcarem.» Como pelos vistos ninguém comeu o galo, no dia seguinte quando o iam enforcar, o galo ergueu-se e cantou. O juiz aflito correu à forca que nem marius, e conseguiu evitar a morte do inocente galego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Anos mais tarde este galego, erigia um monumento em honra à Virgem, a Sant’Iago e ao galo salvador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img align=left src="http://mariusangol.no.sapo.pt/Pelourinho.jpg" hspace="10"&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&amp;nbsp;O famoso cruzeiro da Lenda do Galo datado do Séc. XIV, é proveniente da Forca Velha, instalada em Barcelinhos.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img align=right src=http://mariusangol.no.sapo.pt/Artesanato.gif&gt;&amp;nbsp; Concelho cortado em dois pelo rio Cávado, de solo granítico, mas também com grandes reservas de barros e caulinos, é Barcelos um concelho etnograficamente rico, sendo diversas as suas actividades artesanais. Olaria, cerâmica, alcofas de palha, bordados e rendas, calçado de madeira, chapéus de palha, croças (vestuário de junco), carros de bois e respectivos acessórios, e outros produtos que semanalmente, às quintas-feiras, enchem o Campo da Feira, situada no centro da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img align=left src= "http://mariusangol.no.sapo.pt/galobarcelos.jpg" width="263" hspace="10"&gt;&amp;nbsp; &lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;O esbelto galo de Barcelos, com a sua crista de um vermelho sanguíneo e o corpo negro, a plumagem escondida atrás de corações vermelhos e missangas de múltiplas cores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Nos dias 2 e 3 de Maio celebram-se as famosas Festas das Cruzes, cuja principal atracção é a Feira Grande, as lavradeiras de Barcelos exibem o velho traje antigo guardado no fundo da arca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; A Igreja das Cruzes (de arquitectura barroca de planta octogonal), onde se guarda a imagem do Senhor da Cruz, é atapetada por milhões de pétalas. A festa remonta a 1504, data que segundo a tradição, apareceram as primeiras cruzes desenhadas no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; A Festa das Cruzes de Barcelos, vai assinalar os cinco séculos do "Milagre das Cruzes". A sua origem remonta ao início do século XVI. Decorria o ano de 1504, sob o reinado de D. Manuel I, quando, numa sexta-feira, dia 20 de Dezembro, de manhã, o sapateiro João Pires, regressando da missa da Ermida do Salvador, ao passar no campo da feira, observou na terra uma cruz de cor preta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Como não quis guardar só para si aquilo que considerou ser um sinal sagrado, alertou o povo que depressa acorreu ao local. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; A cruz apareceu sob a forma de uma nódoa negra que ia crescendo até se tornar uma cruz perfeita, em que a cor não ficava só à superfície, mas penetrava em profundidade na terra - "por mais que se cave sempre se acha", segundo a lenda. Deste "episódio", recordando a "Cruz do Senhor Jesus", nasceu a devoção ao Senhor da Cruz, tendo, logo de seguida, sido erguido um cruzeiro em pedra, depois uma ermida e, dois séculos mais tarde, o templo que é hoje o centro das festas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Até ao século XIX, as festas tinham um cariz essencialmente religioso, com a participação de milhares de romeiros, não só de Barcelos, mas de todo o país e da vizinha Galiza. O dia 1 de Maio é mesmo considerado em Barcelos o "Dia de Espanha", tal a afluência de visitantes galegos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0015667.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Danças recolhidas no concelho: lima de Goios, lima de negreiro, ciranda, sapatinho e vareira fazem parte do reportório dos ranchos folclóricos, principalmente do de Barcelinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/R.Folclorico.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Da doçaria regional, sobressaem as laranjas doces (recheadas com chila) e as queijadinhas (mistura de doce de ovos com amêndoa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Marius aproveitou o facto de estar nas festas anuais de Barcelos, para rever velhos locais seus conhecidos e provar o bom vinho branco da região.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-7964802481228519420?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/7964802481228519420/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=7964802481228519420&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/7964802481228519420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/7964802481228519420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2008/07/barcelos.html' title='Barcelos'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-4977169269097308773</id><published>2005-05-23T04:54:00.001+01:00</published><updated>2008-08-13T21:38:36.503+01:00</updated><title type='text'>Por terras do Bouro</title><content type='html'>&lt;embed src="http://mtp.com.sapo.pt/MPPOMalhaoMalhao.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;Marius deixara a Serra Amarela para trás. O dia mostrava um céu de um azul de cortar a respiração. Bandos de pássaros sulcavam-no, procurando material para fazer os seus ninhos e com os seus trinados convidativos &lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0015521.gif"&gt;, tentar aliciar alguma fêmea que perto passasse a fim de perpetuar a espécie. O chamamento da Primavera.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Iria até &lt;STRONG&gt;Soutelo&lt;/STRONG&gt;, nesta sua caminhada, visitar o Santuário do Alívio que, segundo a tradição, dever-se-ia a um padre, de nome Francisco Fráguas, a quem a Virgem teria aparecido e curado de uma doença grave. Este, maravilhado, retomou a construção do santuário dando-lhe outra dimensão, porém o povo dá uma interpretação diferente. Um dia, um trabalhador sentou-se naquilo que pensou ser um tronco. Afinal o tronco «mexeu-se»: era uma grande cobra! Aflito o homem pediu aos céus alívio e prometeu que erigiria uma grande igreja, dedicada à Virgem caso se livrasse daquele apuro. Certo é que os céus ouviram as suas preces e a cobra ainda se conserva nas dependências do santuário... embalsamada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0015525.jpg" width="400" height="251" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;STRONG&gt;Bouro&lt;/STRONG&gt; uma velha freguesia, recebeu enormes benesses do rei D. Afonso Henriques, tendo em &lt;STRONG&gt;Santa Maria do Bouro&lt;/STRONG&gt;, no seu mosteiro beneditino, uma estátua de pedra do nosso primeiro rei enquanto príncipe. O rio Nava com excelentes trutas &lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0015522.gif"&gt;, desce numa impressionante cachoeira, saltitando no seu leito, onde desenha figuras de curiosas formas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;FONT color=#0000FF&gt;Gastronomia: Cozido (couves com feijão); Cabritinho da Serra do Gerês no forno e Caldeirada de Cabra.&lt;/FONT&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Em &lt;STRONG&gt;Godinhaços&lt;/STRONG&gt; reza a lenda que numa antiga fortaleza – a Torre de S. Mamede – uma princesa moura teria vivido em reclusão e, após a morte do rei seu reclusor, teria passado a vaguear pelos montes que rodeavam a torre. No rio Neiva seria muitas vezes vista a dessedentar-se ou a banhar-se em noites de lua cheia – só podia ser!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img align=left src= "http://mediateca.do.sapo.pt/0015527.jpg" width="284" hspace="10"&gt;&lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;STRONG&gt;Caldelas&lt;/STRONG&gt; outro ponto de passagem, onde existem as termas mais conhecidas do Norte de Portugal, com águas bicarbonatadas cálcicas, silicatadas, muito radioactivas, aconselhadas às enterocolites, ao reumatismo e às doenças da pele.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Já conhecida nos tempos dos romanos Caldelas deve a exploração das suas águas pelos meados do século XVIII. Pelo que conheço dos romanos já estes deveriam saber bem, o valor daquelas águas. Depois da sua saída da Península devem ter ficado esquecidas no tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Os rios Cávado e Homem proporcionam belíssimas imagens, onde pontificam margens com vegetação exuberante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Vi o Cávado do Gerês e posso garantir que é uma imagem deslumbrante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0015524.jpg" width="500" height="200" border="0" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Marius segue o seu caminho. Leva o seu cavalo a galope por aquele verde, onde as copas das árvores se tocam lá no alto dando sombra ao caminho por ele seguido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Passa por &lt;STRONG&gt;Prado&lt;/STRONG&gt;, nas margens do Cávado, antiga vila e sede de concelho, extinto em 1955, onde existe uma povoação, &lt;STRONG&gt;Galegos&lt;/STRONG&gt;, onde competentes oleiros e pintores de bonecos, executam com habilidade uma banda de música, um presépio, assobios (flautas, cucos, rouxinóis, etc.) e louça (vidrada ou não). Famosos oleiros como Rosa Ramalho, Mistério e Rosa Cota, ali nasceram aprenderam e viveram. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0015523.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-4977169269097308773?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/4977169269097308773/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=4977169269097308773&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/4977169269097308773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/4977169269097308773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2005/05/por-terras-do-bouro.html' title='Por terras do Bouro'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-2536008363868972390</id><published>2005-05-14T04:56:00.000+01:00</published><updated>2008-07-16T04:56:52.074+01:00</updated><title type='text'>Ponte da Barca</title><content type='html'>&lt;embed src="http://mtp.com.sapo.pt/GFSMartaPortuzeloTodosMeQuerem.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&amp;nbsp; Chega de descanso. Marius tinha-se deixado ficar por uns dias nesta linda terra, Viana do Castelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Há que partir, rumo a outros encantos. Mas antes de partir para outras paragens marius faz uma homenagem a um grupo folclórico de grandes tradições no panorama musical português, o Grupo Folclórico de Santa Marta de Portuzelo, que é desde 1940, um dos mais representativos do Alto Minho e um dos melhores embaixadores da Cultura Popular Portuguesa além fronteiras. Longa vida para este Grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/S%AAM.Portuzelo.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Embora com um rumo definido sabe bem partir ao sabor do vento. Aqui e ali, nos campos, espantalhos &lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/espantalho.gif"&gt; tentam com a sua presença espantar os pássaros, mas como diz o povo o primeiro bago é sempre para os pardais. &lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/mini_pardal.gif"&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Vai a Ponte da Barca. Da última vez que ali estivera estava a ser calcetada a zona fronteiriça da Igreja Matriz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0015411.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &amp;nbsp; &lt;STRONG&gt;Ponte da Barca&lt;/STRONG&gt;, em pleno coração do Alto Minho deve o seu topónimo à "barca" que fazia a ligação entre as duas margens, e é a "ponte" construída em meados do séc. XV que lhe vai dar o nome de S. João de Ponte da Barca (1450).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Da sua gastronomia há que realçar o arroz de cabidela e a sopa de leite. Quem lá for não pode esquecer de ir ao Jardim dos Poetas, um sítio onde alguns dos monumentos se harmonizam perfeitamente com o rio, tornando-se um bom local para descanso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Em &lt;strong&gt;Lindoso&lt;/strong&gt;, marius visita o Castelo Afonsino (classificado monumento nacional), reconstruído por D. Dinis, em 1278, com baluartes e torre de menagem, alterado na época da Restauração,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0015412.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;junto ao qual se levantam mais de 50 espigueiros, dos séculos XVIII e XIX, o maior aglomerado existente no país, e a barragem do Lindoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0015414.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Na &lt;strong&gt;Serra Amarela&lt;/strong&gt; pode-se encontrar o coelho, &lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0015410.gif"&gt; a perdiz e o javali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Deixemos as espécies no seu habitat natural, já basta de as extinguirmos tal como o homem fez com o urso e cabra selvagem do Gerês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Barcelos será a próxima etapa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-2536008363868972390?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/2536008363868972390/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=2536008363868972390&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/2536008363868972390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/2536008363868972390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2005/05/ponte-da-barca.html' title='Ponte da Barca'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-4395832897233526019</id><published>2005-05-10T04:57:00.004+01:00</published><updated>2009-09-07T03:21:14.719+01:00</updated><title type='text'>Viana Do Castelo</title><content type='html'>&lt;embed src="http://mtp.com.sapo.pt/GFSMartaPortuzeloVianadoCastelo.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp; Um relinchar desperta-o para a realidade. Em frente estava o seu companheiro de viagem &lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0015323.gif"&gt;. Muitos caminhos percorridos e, ali estava ele, sempre fiel, sempre amigo, ao contrário de muitos que se afastaram quando Marius mais necessitava deles. Bem!... Vá lá companheiro, vamos até Viana!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&amp;nbsp; Ouve-se o toc, toc dos cascos, no empedrado daquela velha ponte romana que tantas recordações trouxeram. Por baixo, o rio Lima bonançoso, corria em direcção ao mar. Barcos e barquinhas do Lima tinham navegado nessas águas quando o embarcadouro se fazia perto da Capela da Senhora da Guia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; No lugar de &lt;strong&gt;Crasto&lt;/strong&gt; era tradição representar &amp;#8220;A Turquia&amp;#8221;, uma peça de teatro que era representada por ocasião da Festa do Senhor da Cruz de Pedra, no segundo Domingo de Agosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/Turquia.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Esta peça simbolizava as guerras que existiram, principalmente no sul do país, entre Cristãos e Mouros. Esta peça é composta por doze personagens de cada lado: um rei, um capitão, um porta-bandeira, um espião, um embaixador e os restantes são soldados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Os "Cristãos" vêm de cima, do lado da Ribeira e os "Turcos" vêm de baixo, do lado de Ponte de Lima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; A bandeira dos "Cristãos" tem uma cruz e a dos "Turcos" tem uma lua com a forma de quarto minguante e uma estrela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Há um primeiro combate na estrada e depois há outro no Largo da Devesa em frente à capela. Os combates são de um contra um e os "Cristãos" vão ganhando. Os "Turcos" acabam por perder e rendem-se ao "Rei Cristão".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Por fim aparecem um anjo e um padre que vão baptizar os "Turcos".»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Mas deixemos Ponte de Lima. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Bandos de gaivotas assinalavam a proximidade do mar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Eis &lt;STRONG&gt;Viana do Castelo&lt;/STRONG&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0015327.jpg" width="500" height="200" border="0" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Marius chegara por fim à princesa do Lima. A cidade debruça-se sobre o rio Lima e encosta-se à colina de Santa Luzia. Lá está também o mar a oferecer poentes admiráveis de cor e longes carregados de azul. Bem como o vale, aberto, escancarado, coalhado de verdes, a rasgar o nascente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Cidade quase plana, Viana estende-se entre o mar e o rio, recortada por ruas mais ou menos geométricas, cruzadas por vielas estreitas, praças e largos, de um pitoresco e tipicismo inconfundíveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; D. Sebastião chamou a esta terra de «notável». Um povo que se ofereceu com coragem, com fé e com alma à gesta dos Descobrimentos e a todas as campanhas de afirmação da Pátria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Cidade já habitada nos tempos imemoriais, havendo testemunhos arqueológicos do tempo do paleolítico, neolíticas e megalíticas. Sobranceira à cidade, estão as ruínas da Citânia de Santa Luzia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img align=left src="http://mariusangol.no.sapo.pt/TrajeVianense.jpg" width="296" hspace="10"&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&amp;nbsp; O traje vianense é sobejamente conhecido e é considerado o mais belo que se conhece em Portugal. Na Romaria da Nª Sª da Agonia é vê-los na Festa do Traje, um grandioso espectáculo-desfile com mais de mil intervenientes, apenas das freguesias do concelho.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;br /&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; São igualmente muito conhecidos os bordados de Viana do Castelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/toalhamesa.gif"&gt; &lt;br /&gt;                                 &lt;FONT size=0,1&gt;&lt;EM&gt;Toalha de mesa&lt;/FONT&gt;&lt;/EM&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; São interessantes os lenços de namorados, contendo dizeres em frases simples que exprimem o amor de quem oferece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img align=left src="http://mariusangol.no.sapo.pt/Basilica.jpg" width="270" hspace="10"&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&amp;nbsp; A Basílica aqui representada (Basílica de Santa Luzia) foi construída no início do século XX copiada do Sacré Couer de Monmartre, em Paris, o templo-monumento, desenhado pelo arquitecto Ventura Terra, de inspiração romântica e bizantina, situa-se no monte de Santa Luzia. É o miradouro mais deslumbrante do Alto Minho, dali se pode observar sobre o estuário do rio Lima, a cidade e o mar.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Do topo da igreja, da sua pequena varanda, em dias limpos, vê-se até Ponte de Lima, para o interior, a minha terra, Póvoa de Varzim, para sul, e o monte de Santa Tecla já em Espanha, para norte.&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;BR&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Junto à Basílica encontra-se a Citânia de Santa Luzia, a primitiva cidade de Viana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/Citaniasluzia.gif"&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&amp;nbsp; Com Amor e com carinho, Portugal no seu caminho!&lt;/center&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-4395832897233526019?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/4395832897233526019/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=4395832897233526019&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/4395832897233526019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/4395832897233526019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2005/05/viana-do-castelo.html' title='Viana Do Castelo'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-1002130636045066308</id><published>2005-05-03T04:58:00.000+01:00</published><updated>2008-07-16T04:59:40.452+01:00</updated><title type='text'>A caminho de Viana</title><content type='html'>&lt;embed src="http://mtp.com.sapo.pt/MPPOliveiradaSerra.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&amp;nbsp; Para trás ficara o Parque Nacional, Marius70 segue o leito do Rio Lima. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Enquanto o seu cavalo pisava docemente as margens do rio, vai-se lembrando das lendas desta zona: «A lenda da Cabração»; do «Galgo Preto»; dos «Três Penedos» e tantos outras, entre elas a «Mal Degolada», uma lenda de amor e ódio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;STRONG&gt;A MAL DEGOLADA&lt;/STRONG&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;FONT color=#0000FF &gt;&amp;nbsp; «Em tempos muito antigos viveram nas margens do rio Lima, perto da vila de Ponte de Lima algumas famílias de mouros. Eles teimavam em lá continuar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Uma jovem moura muito bonita, apaixonou-se por um jovem cristão. Então começaram a namorar em segredo, porque eles não tinham a mesma religião. As famílias não aceitavam tal namoro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Um dia, foram dizer ao cristão apaixonado, que ela ia namorar todas as noites com outro homem, para junto da fonte. O rapaz não queria acreditar, mas ficou desconfiado. Assim, armado de um comprido punhal foi espreitá-la junto à fonte, mas escondido. Verificou que era verdade o que lhe tinham dito. Ficou cheio de ódio e quis vingar-se. De um salto, enterrou o afiado punhal no pescoço da moça, repetidas vezes. De repente, ouviu-se a voz de um velho e ele parou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; - Desgraçado, o que fizeste ?! Acabas de matar a moça que por amor a ti, aprendeu o catecismo. Acabei agora mesmo de a baptizar, como cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; O velho que falou, era um santo frade do convento. Ali vinha todas as noites, para a família dos mouros não desconfiar. &lt;/FONT&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Isto aconteceu onde hoje é a freguesia de Bertiandos. O povo chama à fonte, a "Fonte da Moura".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Por toda a parte encontram-se antas e mamoas, citânias e castros, túmulos e ruínas, vestígios de civilizações que precederam Roma. Velhas pontes romanas ainda permanecem de pé como baluarte de uma arte que atravessou séculos de história.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Outrora os concelhos minhotos eram percorridos pela via militar romana &lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/romanos.gif"&gt; que cruzava o rio Lima a 23 000 passos de Tui e a 20 000 de Braga. O cruzamento da via fluvial com a estrada romana foi a razão da existência da povoação de Ponte de Lima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;EM&gt;«Nasci à beira do Rio Lima,&lt;br /&gt;Rio saudoso, todo cristal;&lt;br /&gt;Daí a angústia que me vitima,&lt;br /&gt;Daí deriva todo o meu mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que nas terras que tenho visto,&lt;br /&gt;Por toda a parte por onde andei,&lt;br /&gt;Nunca achei nada mais imprevisto,&lt;br /&gt;Terra mais linda nunca encontrei.»&lt;/EM&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                             «António Feijó»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Eis &lt;STRONG&gt;Ponte de Lima&lt;/STRONG&gt;, o coração de todo o vale da Ribeira Lima, a porção de terra portuguesa porventura mais pitoresca e retintamente minhota. Recebeu o seu primeiro foral em 1125 por D. Teresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Marius desce do cavalo que parte em desfilada exercitando os seus músculos vigorosos &lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0015225.gif"&gt; à procura das verdes pastagens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; A velha ponte de traça romana estende-se sobre o seu olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0015223.jpg" width="400" height="268" border="0" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Contempla aquela ponte onde muitos anos atrás se constava que ele, mais os seus colegas de escola, tinham morrido. Houve um acidente sim onde, infelizmente, isso aconteceu mas não era o grupo de Marius. Lembra-se que, quando chegou à sua terra, estavam dezenas de pessoas aguardando-os e eram só abraços e beijinhos e muitas lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; São famosos os seus vinhos verdes e aguardentes, a sua gastronomia (arroz de sarrabulho, cozido à portuguesa, rojões, lampreia e sarapatel) e o seu artesanato (bordados, cestaria, cantaria etc,.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;EM&gt;&amp;nbsp; Apoteose de cor e grito de alegria conferem às festas do Alto Minho os trajes das lavradeiras e os cantares e danças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; No meio da paisagem variegada, o vermelho, o preto, o azul ou o verde das saias, os bordados da camisa e do avental, as ramagens dos lenços, a graciosidade das algibeiras onde a palavra "amor" é promessa, as chinelinhas de verniz e o peito a vergar de ouro não dão margem para captar tanto pormenor de sedução. E os seus rostos dum moreno lindo, como o trigo bem maduro?! O sorriso cativante, a delicadeza de formas e de maneiras, o corpo modelado?!&lt;/EM&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Francisco Pita»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/rancho.gif" width="500" height="202" border="0" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; É assim o folclore do Alto Minho.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-1002130636045066308?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/1002130636045066308/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=1002130636045066308&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/1002130636045066308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/1002130636045066308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2005/05/caminho-de-viana.html' title='A caminho de Viana'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-4731238303516817420</id><published>2005-04-28T04:59:00.001+01:00</published><updated>2009-09-08T18:37:02.267+01:00</updated><title type='text'>Gerês</title><content type='html'>&lt;embed src="http://mtp.com.sapo.pt/GFSMartaPortuzeloSenhordaSerra.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&lt;img align=left src= "http://mariusangol.no.sapo.pt/geres.jpg" width="220" hspace="10"/&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&amp;nbsp;Marius70 estaca por momentos a sua montada. A imponência e a beleza da paisagem não têm paralelo no País. Num declive mais ou menos abrupto ou suave sobre os cursos de água que a atravessam encontra-se uma vasta área montanhosa englobando o &lt;strong&gt;Parque Nacional da Peneda-Gerês&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Os mais notáveis vestígios, de uma vegetação arbórea espontânea seriam originalmente dominadas por carvalhais (Quercus), ainda é possível encontrar-se na Mata da Albergaria, Mata do Cabril, Mata do Beredo e Mata do Ramiscal, o carvalho alvarinho (Quercus robur), a gilbardeira (Ruscus lusitanica), o medronheiro (Arbustus unedo) e o azereiro (Prunus lusitanica), entre outros. Muitas outras plantas, algumas só possíveis existirem neste recanto (endemismos), dão ao conjunto a riqueza que tanto a notabiliza, quer em relação à variedade da flora, quer quanto à abundância com que cobre algumas áreas densamente revestidas entre os quais se destacam algumas espécies autóctones como o feto-do-Gerês, o lírio-do-Gerês e o hipericão-do-Gerês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A fauna que a acompanha, moldada pelas condições meteorológicas, está representada por diversas espécies, entre os quais o corço (Capreolus capreolus), texugo e gato-bravo (Felis silvestris), lobo (Canis lupus) e raposas, javalis, o fuinha, o musaranho-dos-dentes-vermelhos (Sorex granarius), a marta (Martes martes) e o esquilo (Sciurus vulgaris). Pelas montarias do Soajo, que se dedicavam principalmente à caça, foram extintos os ursos e posteriormente as cabras selvagens. Beneficiaram durante séculos de privilégios especiais como a de «quando correm monte por si, dão a el-rei as espáduas dos porcos monteses grandes que matam e, se matam urso, dão a el-rei as mãos». E assim se extinguiram...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img align=left src= "http://mediateca.do.sapo.pt/0015120.gif" width="238" height="180" hspace="10"&gt;&amp;nbsp; Garranos selvagens vivem ainda em liberdade e à passagem de Marius70, relincham num misto de saudação para com o seu cavalo que, de cabeça levantada, passa por meio daquele bosque de carvalho-negral (Quercus pyrenaica), pelo mirtilho (Vaccinium myrtillus), o azevinho (Ilex aquifolium), o vidoeiro (Betula celtibérica e Bétula pubescens), o teixo (Taxus baccata) e o pinheiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; O milhafre-real, a águia-de-asa-redonda, o falcão, o bufo-real, a coruja-do-mato &lt;img align src= "http://mediateca.do.sapo.pt/0015121.jpg" width="91" height="89" /&gt;e o mocho-de-orelhas-pequenas&lt;img align src= "http://mediateca.do.sapo.pt/0015119.jpg" width="72" height="89" /&gt;. Da águia-real, que dantes voavam alterneiras, nada mais restam que raros pequenos ninhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Construções românicas, marcos milenários, ainda se podem ver, assim como habitações que são colmeias cobertas com colmo, como protecção contra os rigores do Inverno ou abrigos de pastor, de pedra solta, exemplos de arquitectura regional típica. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; A orientação do relevo, de natureza granítica, favorece uma grande queda fluviométrica. De entre os rios que atravessam o Parque, o Cávado, o Lima e o Homem (que nasce na serra do Gerês) são os mais importantes pelo seu tamanho. No entanto, são também de referir os rios Vez, Laboreiro, Gerês e Rabagão.&lt;BR&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Tudo isto se apresenta aos olhos de Marius70, que atravessando este parque considerado um dos mais notáveis da Europa sente que se não se tomarem atitudes perante as alterações constantes provocadas pelas construções das barragens, pelos fogos e queimadas &lt;img align src=http://mediateca.do.sapo.pt/0015122.gif&gt;, pelo corte do carvalho-negral e pela poluição não demorará muito que mais uma vez pela mão do Homem um pedaço do paraíso se perca, e não mais se ouvirão aquelas vozes cristalinas que junto aos rios, lavavam e batiam nas pedras a roupa branca num voltar ao passado sempre presente. Tu és o povo que lavas no rio, que talhas com o teu machado as tábuas do meu caixão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img align src= "http://mediateca.do.sapo.pt/0015124.jpg" width="159" height="189" /&gt;&lt;BR&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://mfado.com.sapo.pt/Amalia%20Rodrigues_Povo%20Que%20Lavas%20no%20Rio.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/center&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-4731238303516817420?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/4731238303516817420/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=4731238303516817420&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/4731238303516817420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/4731238303516817420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2005/04/gers.html' title='Gerês'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-1677301462967812938</id><published>2005-04-24T05:00:00.000+01:00</published><updated>2008-07-16T05:01:50.210+01:00</updated><title type='text'>Rumo ao Gerês</title><content type='html'>&lt;embed src="http://mtp.com.sapo.pt/MTPSenhordaPedra.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&amp;nbsp;Depois de uma noite bem dormida, Marius70 apercebe-se de um linguarejar diferente do que estava habituado. O falares do Alto Minho é variante do português setentrional, com características galegas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;EM&gt;«Im piquiena casa, se come munto se o haubéi»&lt;/EM&gt; ou ainda &lt;EM&gt;«Casa quiero canta caiba e binho canto bieba e tierras cantas bieja»&lt;/EM&gt;., são provérbios que Marius tem dificuldade em compreender pois perdem-se no tempo as raízes destes falares. &lt;br /&gt;O seu cavalo, impaciente, bate com os cascos no chão &lt;img src= "http://mariusangol.no.sapo.pt/cavalo7.gif"&gt; Está pronto para partir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Cerros altaneiros, apresentam-se agora ao olhar deste cavaleiro que nota o casario irregular das aldeias amorenadas, penedias onde a giesta é rainha, pintando de amarelo, os horizontes vastos. Vai rumo ao Gerês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; As trutas têm no Coura o seu rio de desova, e o vale é um deslumbramento. A caminho de Arcos o rio Vez torna as planuras férteis, viçosos os lameiros e verdejantes os montados, corridos por centos de córregos e de ribeiros. Marius desmonta e do miradouro do alto do monte do Castelo, contempla aquele deslumbrante cenário, onde a paisagem é, a um tempo, vigorosa e subtilmente doce, mas sempre intensa de pitoresco, pintada de cores e inundada de luz. É assim o Minho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Na encosta da serra brava, do lado nascente, corre o rio Lima. Vários espigueiros sobressaem num campo comunitário da povoação do Soajo. Povoação milenária, cuja fundação terá ocorrido no século I.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mediateca.do.sapo.pt/0015068.jpg" width="500" height="200" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Chegara em dia de feira iria aproveitar e experimentar a gastronomia típica da região, um cozido à Minhota. Continuaria no dia seguinte a viagem rumo ao Gerês.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/cozidominhota.jpg" width="500" height="200" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-1677301462967812938?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/1677301462967812938/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=1677301462967812938&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/1677301462967812938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/1677301462967812938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2005/04/rumo-ao-gers.html' title='Rumo ao Gerês'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-4387775207208922140</id><published>2005-04-20T05:01:00.000+01:00</published><updated>2008-07-16T05:02:52.469+01:00</updated><title type='text'>Minho</title><content type='html'>&lt;embed src="http://mtp.com.sapo.pt/MPPViraDeSantaMarta.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img alt="rio minho" src=" http://mediateca.do.sapo.pt/0015029.jpg" width="500" height="221" border="0" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&amp;nbsp;O verde estendia-se perante os seus olhos. Campos sinuosos bordejados por latadas, onde aos renques de árvores se enrolam nos troncos, por vezes, a vinha de enforcado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Na ramagem das árvores, pássaros emitiam chamamentos para o acasalamento.  &lt;br /&gt;&lt;img src= "http://mariusangol.no.sapo.pt/passaro.gif"&gt;Um ar húmido entra-lhe nas narinas trazendo os cheiros dos campos alongados acompanhando as curvas do ribeiro. Por momentos pára a sua montada e perde-se na contemplação daquele vale verdejante. Estava no Minho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Ao longe, um cão guarda o seu rebanho contra o ataque dos lobos,&lt;br /&gt;&lt;img src= "http://mariusangol.no.sapo.pt/cao17%5B1%5D.gif"&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; O gado apascenta junto às ruínas de uma velha fortaleza onde os meus antepassados romanos tinham estado. Cavalgando lentamente revejo os monumentos megalíticos evocando um passado muito longínquo. «Aldeias fantasmas» aparecem no meu caminho, que não são mais do que palhoças com paredes de pedra solta e tecto de colmo, habitadas quando os rigores do Inverno desaparecem. O gado fica no andar térreo (cujo calor aquece a casa) e um piso (cozinha e quartos) é destinado a habitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; As batelas, pequenas embarcações, são utilizadas para trabalho nas pesqueiras e açudes das azenhas, na pesca com espinhel (pequenos anzóis presos à mesma linha).&lt;center&gt;&lt;img src= "http://mediateca.do.sapo.pt/0015030.gif"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&amp;nbsp; Acompanho o rio Minho em direcção ao mar. À minha frente uma enorme pradaria cercada de azul, a &lt;STRONG&gt;ilha da Boega&lt;/STRONG&gt;, enorme tapete verde, e, junto ao cotovelo de &lt;STRONG&gt;Mate&lt;/STRONG&gt;, a &lt;STRONG&gt;ilha dos Amores&lt;/STRONG&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Por fim Marius70 desce do seu cavalo, entra numa pousada e delicia-se com uma cabidela de lampreia acompanhada com um verde da região.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-4387775207208922140?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/4387775207208922140/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=4387775207208922140&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/4387775207208922140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/4387775207208922140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2005/04/minho.html' title='Minho'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2072718369399918788.post-2811031752197112391</id><published>2005-04-19T05:02:00.000+01:00</published><updated>2008-07-16T05:03:53.606+01:00</updated><title type='text'>Rumo ao Sul</title><content type='html'>&lt;embed src="http://mtp1.com.sapo.pt/JPereiraMiradouro.mp3" type="audio/x-pn-realaudio-plugin" controls="ControlPanel" height="27" width="80" autostart="false"&gt;&lt;/embed&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=justify&gt;&amp;nbsp; O sol desponta em toda a sua plenitude. Depois da tempestade tudo volta à normalidade. Pequenos bandos de pássaros voam procurando insectos que aparecem sempre depois de uma trovoada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt="gaivotas" src="http://mediateca.do.sapo.pt/0015010.gif " width="500" height="125" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Lá longe ficou o caos, o vazio. Nada mais será como dantes.&lt;br /&gt;Pelas aldeias que vai passando, braços vão acenando num misto de surpresa e de alegria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt="romano" src="http://marius70.no.sapo.pt/romanosulblog.jpg" width="118" height="164" border="0" /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src= "http://mariusangol.no.sapo.pt/feirantes.gif"&gt;&lt;img src= "http://mariusangol.no.sapo.pt/feirantes.gif"&gt; &lt;img src= "http://mariusangol.no.sapo.pt/feirantes.gif"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Nunca tinham visto tal personagem por aquelas bandas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&amp;nbsp; Marius70 olha e vê uma casquinha de noz, simples, modesta, mas com vida. Por momentos pensa seguir caminho mas algo lhe diz para permanecer por uns tempos. Desmonta do seu cavalo e, por breves instantes, passa o seu olhar por aquele mercado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Encaminha-se para o estábulo, retira a sela ao seu cavalo, companheiro de muitas aventuras, escova-lhe o pelo, deixa-lhe água e comida abundante. Sai e dirige-se para a multidão que lhe vai fazer, a partir de agora, companhia!&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;img src="http://mariusangol.no.sapo.pt/feira1.gif"&gt;&lt;img src= "http://mariusangol.no.sapo.pt/feirantes.gif"&gt;&lt;img src= "http://mariusangol.no.sapo.pt/feira1.gif"&gt;&lt;img src= "http://mariusangol.no.sapo.pt/feira2.gif"&gt;&lt;img src= "http://mariusangol.no.sapo.pt/feirantes.gif"&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A feira estava animada. Aqui e ali cruzavam-se pessoas que iam no intuito, umas de comprar gado, outras cerâmicas, outras ainda couves, alhos, e cebolas, num misto de cheiros e de cor. Burros, automóveis, camionetas, uma confusão só possível numa feira estritamente de carácter popular. Ao ver aquela panóplia de pessoas e animais Marius70 faz um regresso ao passado sempre presente. O amor à nossa terra, aos nossos costumes e à nossa gente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2072718369399918788-2811031752197112391?l=rumoaosul-marius70.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/feeds/2811031752197112391/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2072718369399918788&amp;postID=2811031752197112391&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/2811031752197112391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2072718369399918788/posts/default/2811031752197112391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rumoaosul-marius70.blogspot.com/2005/04/rumo-ao-sul.html' title='Rumo ao Sul'/><author><name>marius70</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07158193661824796981</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://marius70.no.sapo.pt/romano.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
